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ENTREVISTAS E ARTIGOS |
INFORMALIDADE: é POSSÍVEL MUDAR
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Clemente Ganz Lúcio.
Diretor técnico do DIEESE
ENTREVISTAS E ARTIGOS
INFORMALIDADE:
é POSSÍVEL MUDAR
Trabalhar é um direito. É por
meio do trabalho que
mulheres e homens produzem
a riqueza e geram renda, base
para o desenvolvimento da vida
em sociedade. É função social da
economia gerar oportunidades de
trabalho para todos.
Na sociedade moderna, a luta pela proteção ao sujeito
que trabalha gerou mudanças importantes. Coube ao Estado, como finalidade,
promover regras e condições para a proteção do trabalhador diante dos problemas de
saúde e de impedimentos para o trabalho, prover renda, por ocasião da apo-
sentaria, auxiliar diante do desemprego, colocar limite à jornada de trabalho,
definir uma base salarial mínima, garantir qualidade nas condições e relações
de trabalho, entre outros direitos. Um trabalhador é formal no sistema porque
tem direito a estas proteções e, inclusive, contribui para que elas existam.
Entretanto, aqui no Brasil e no mundo, há milhões que não contam com esse tipo de proteção.
O princípio constitucional do direito igual para todos não é cumprido e homens e mulheres
trabalham sem contar com a proteção do Estado. A presença no mercado de trabalho, nesta
condição, é denominada cotidianamente de informalidade.
O DIEESE é uma organização técnica criada pelos trabalhadores, financiada e dirigida pelo
movimento sindical brasileiro. Tem, por definição, a atribuição de atuar para mudar essa reali-
dade. É com esse objetivo que dirigentes e equipe técnica da entidade atuam, pois acreditam
que os problemas devem ser enfrentados e transformados e, para isso, são necessários
conhecimento, propostas e ação.
Partindo dessa premissa, o DIEESE concebeu esse projeto para criar oportunidades de mu-
dança, ou seja, para permitir a saída da situação de informalidade, tendo por alicerce o diálogo
social. Com o apoio inestimável do BID e a participação das Centrais Sindicais e de sindicatos,
ministérios, prefeituras, governos, organizações empresariais, entre tantos outros, têm sido
promovidas muitas ações que estão ajudando a melhorar a vida das pessoas e das comuni-
dades. O direito passou a fazer parte da vida delas, porque elas passaram a promover a própria
cidadania.
Estamos concluindo esse primeiro ciclo de experiências concretas. Trabalhadores, empresários,
governos, entre outros, interagiram e atuaram em espaços de diálogo com o objetivo de en-
frentar as causas que geram a informalidade e promover mudanças. Nesta publicação, relata-
mos todas ações e compartilhamos a visão de que é possível fazer mais. Essa experiência está
aberta para ser usada por todos que comungam do sonho de mudar essa realidade de exclusão
e promover o direito à proteção social de quem trabalha.
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