nota especial sobre o
salário mínimo -
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Aumento do salário mínimo, produtividade, inflação,
desemprego e informalidade: quebrando alguns mitos
A Tabela 6, a seguir, mostra a taxa de informalidade no período 2012-2019, a
partir dos dados da Pnad Contínua, para o 4º trimestre de cada ano:
TABELA 6 – TAXA DE INFORMALIDADE NO BRASIL
2012-2019
ANO
TAXA DE
INFORMALIDADE
4T-2012
39,3%
4T-2013
38,5%
4T-2014
37,5%
4T-2015
37,2%
4T-2016
37,8%
4T-2017
39,8%
4T-2018
40,2%
4T-2019
40,8%
Fonte: IBGE. Pnad
Elabora
çã
o: DIEESE
Obs. Foram considerados informais os trabalhadores com 14 anos ou mais assalariados sem
carteira, trabalhadores dom
é
sticos sem carteira e trabalhadores por conta pr
ó
pria que n
ã
o
contribu
í
am para a Previd
ê
ncia. Para esse c
á
lculo, n
ã
o est
ã
o inclu
í
dos os empregadores,
os trabalhadores para o autoconsumo, para a autoconstru
çã
o, e os trabalhadores sem rendimentos
No período de 2012 a 2019, há um comportamento não linear da taxa de
informalidade, medida no 4º trimestre de cada ano. De 2012 a 2015, observa-se
uma queda ininterrupta da taxa de informalidade, que passa de 39,3% da
População Ocupada, no 4º trimestre de 2012, para 37,2% no 4º trimestre de
2015.
Esse comportamento se inverte, a partir do 4º trimestre de 2016 (37,8%), com a
taxa de informalidade atingindo 40,8%, no 4º trimestre de 2019, um pouco acima
da taxa do 4º trimestre de 2012. Esse recrudescimento da informalidade guarda
relação direta com a recessão de 2015-2016 e, muito provavelmente, com as
modificações introduzidas pela reforma trabalhista de novembro de 2017.
Os mesmos dados do período 2012-2019 são apresentados no Gráfico 5, a
seguir.