DIEESE – REDE BANCÁRIOS
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DESEMPENHO DOS BANCOS
TABELA 5
Receita de Prestação de Serviços e Tarifas dos cinco maiores bancos
Brasil – 2021 e 2022
(em R$ milhões)
Fonte: Demonstrações Financeiras Consolidadas dos Bancos
Elaboração: DIEESE - Rede Bancários
Quanto às Despesas de Pessoal, que compreendem os gastos com folha de pagamento
(remuneração, encargos sociais e benefícios), treinamentos, despesas com processos
trabalhistas e, neste caso, considerando, também, o pagamento da Participação nos Lucros e
Resultados (PLR) aos seus trabalhadores, os cinco bancos juntos apresentaram alta média de
10,0%, em relação a 2021, totalizando R$ 113,2 bilhões. O maior montante foi do Itaú
Unibanco, que totalizou R$ 28,0 bilhões em despesas de pessoal, com alta de 12,9% em 12
meses. A menor variação no período ocorreu no Banco do Brasil, com alta de 8,5%, atingindo
R$ 25,5 bilhões em 2022.
Na Caixa, as despesas com pessoal totalizaram R$ 27,6 bilhões, com alta de 9,9% no
período. No Bradesco, o crescimento foi de 8,7% em doze meses, em um montante que
chegou a R$ 21,9 bilhões. E o menor montante nesse item foi registrado no Santander, com
R$ 10,1 bilhões e variação de 9,7% em relação a dezembro de 2021.
Ao se comparar o total de Receita de Prestação de Serviços e Tarifas bancárias com o
total das Despesas de Pessoal dos cinco bancos, nota-se que, somente com essa arrecadação,
os bancos cobririam entre 91,1% (no caso da Caixa) e 191,4% (no Santander) das despesas
com os funcionários, conforme demonstra o Gráfico 5. Ou seja, quatro dos cinco maiores
bancos conseguem cobrir com folga as Despesas de Pessoal com essas receitas secundárias,
sem comprometer suas principais receitas, que são as da intermediação financeira. Apenas a
Caixa, nesse período, não cobriu toda a despesa de pessoal com essas receitas.
Bancos
2021
2022
Variação
(%)
Banco do Brasil
29.343
32.333
10,2%
Bradesco
27.529
28.521
3,6%
Caixa
23.900
25.107
5,1%
Itaú Unibanco
43.273
46.631
7,8%
Santander
19.363
19.308
-0,3%
Total
143.408
151.900
5,9%