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Belém
Em setembro, o preço da cesta básica de Belém apresentou alta de 3,17% em
relação a agosto. O custo foi de R$ 731,62. Entre setembro de 2025 e setembro de 2026,
o valor acumulou elevação de 8,74%. Na variação acumulada em 2026, houve alta de
9,76%.
Entre agosto e setembro de 2026, sete dos 12 produtos que compõem a cesta básica
tiveram aumento nos preços médios: tomate (22,43%), óleo de soja (2,13%), arroz
agulhinha (1,82%), pão francês (0,82%), carne bovina de primeira (0,69%), farinha de
mandioca (0,61%) e açúcar cristal (0,57%). O valor médio da dúzia da banana ficou
estável. Os outros quatro itens apresentaram queda de preço: feijão carioca (-2,66%), café
em pó (-2,63%), manteiga (-1,31%) e leite integral (-0,12%).
No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em seis dos 12
produtos: feijão carioca (59,06%), carne bovina de primeira (16,26%), tomate (15,42%),
banana (12,93%), leite integral (3,40%) e pão francês (3,25%). Os itens que apresentaram
diminuição de preços foram: farinha de mandioca (-22,22%), açúcar cristal (-22,05%),
café em pó (-14,31%), arroz agulhinha (-5,08%), manteiga (-2,35%) e óleo de soja
(-1,03%).
No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro de 2025 e setembro de 2026, oito
produtos registraram alta: feijão carioca (53,27%), tomate (36,09%), carne bovina de
primeira (10,70%), arroz agulhinha (9,80%), banana (6,62%), leite integral (4,46%), pão
francês (2,69%) e manteiga (1,50%). Os seguintes alimentos apresentaram queda de
preço: farinha de mandioca (-22,37%), café em pó (-13,25%), óleo de soja (-13,18%) e
açúcar cristal (-9,79%).
Em setembro de 2026, o trabalhador de Belém remunerado pelo salário mínimo
de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 99 horas e 17 minutos para adquirir a cesta básica. Em
agosto de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido de 96 horas e 14 minutos. Em
setembro de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, o tempo de trabalho
necessário era de 97 horas e 31 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência
Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em setembro de 2026, 48,79% da
renda para adquirir a cesta. Em agosto de 2026, esse percentual correspondeu a 47,29%
da renda líquida e, em setembro de 2025, a 47,92%.