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DIEESE - Índice do Custo de Vida - Outubro/99
PREÇOS CONCORRENCIAIS RESPONDEM AOS AUMENTOS DE CUSTOS

..... São Paulo, 03 de novembro de 1999.

A retomada do aumento de preços entre produtos que enfrentam concorrência no mercado foi o fator responsável pela alta registrada em outubro, no Município de São Paulo, de 0,93%, segundo o Índice do Custo de Vida (ICV), calculado pelo DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos. A taxa do último mês representa uma elevação 0,56 ponto percentual (pp) em relação a setembro (0,37%).

A taxa elevada teve como principais pressões aumentos ocorridos em grupos como: Transportes, Vestuário e Alimentação. A tabela 1 revela as maiores e menores variações de preços dos grupos e subgrupos que compõem o ICV-DIEESE.


Tabela 1 - Índice do Custo Vida (ICV/DIEESE)
Grupos e subgrupos com maiores e menores taxas
Município de São Paulo - outubro de 1999 (em %)

Grupos e subgrupos

Maiores Taxas

Grupos e subgrupos

Menores Taxas

Transportes

1,96

Recreação

-0,87

Individual

2,43

Produtos

-0,53

Coletivo

0,88

Serviços

-1,51

Vestuário

1,40

Equipamentos Domésticos

0,05

Roupas

1,90

Eletrodomésticos

-0,10

Calçados

0,07

Utensílios

0,93

Acessórios

2,60

Móveis

0,02



Rouparia

-0,15

Alimentação

1,32

Educação e Leitura

0,08

Produtos in-natura e semi-elaborados

2,66

Educação

0,15

Indústria da alimentação

0,71

Leitura

-0,89

Alimentação fora do domicílio

-0,18
Fonte: DIEESE

A maior elevação foi detectada nos Transportes (1,96%) que teve alta marcante no subgrupo transporte individual (2,43%), com destaque para o reajuste ocorrido no preço do álcool combustível (15,70%). No transporte coletivo (0,88%), o único aumento foi o da tarifa de táxi (20,00%).

O Vestuário (1,40%) registrou os maiores reajustes nas roupas (1,90%), com ênfase nas de adulto (2,42%), uma vez que as infantis (0,24%) praticamente não alteraram seus preços. Os calçados (0,07%) mantiveram-se estáveis.

Gráfico 1 - Índice do Custo Vida (ICV/DIEESE)
Grupos e subgrupos com maiores e menores taxas
Município de São Paulo - outubro de 1999



Entre as despesas com Alimentação (1,40%), os aumentos ocorreram principalmente nos produtos in-natura e semi-elaborados (2,66%), sendo que neste subgrupo, as pressões partiram de produtos como a carne bovina (9,19%) e o feijão (7,71%). As frutas (-1,50%), de um modo geral, tiveram reduções em seus preços. As quedas mais acentuadas foram apuradas em produtos como limão (-9,94%), laranja (-3,63%) e pêssego (-30,66%). As hortaliças (-2,23%), legumes (-4,78%) e raízes e tubérculos (-7,65%) também tiveram redução em suas cotações em relação a setembro. Nos produtos da indústria alimentícia (0,71%), as maiores taxas foram detectadas nos óleos e azeites (1,57%), açúcar (10,26%) e nas bebidas alcoólicas (2,02%).

Dos dez grupos que compõem o ICV, apenas a Recreação (-0,87%) apresentou deflação, queda esta observada em ambos os seus subgrupos: produtos (-0,53%) e serviços (-1,51%).

Os Equipamentos Domésticos (0,05%) apresentaram pouca variação em outubro, com recuos nos subgrupos rouparia (-0,15%) e eletrodomésticos (-0,10%), estabilidade nos móveis (0,02%) e pequena variação positiva nos utensílios (0,93%).

Outro grupo, que praticamente manteve as mesmas cotações de setembro, foi o da Educação e Leitura (0,08%).

Índices por estrato
O DIEESE calcula além do índice geral, mais três índices que representam o custo de vida das diferentes famílias paulistanas, conforme o estrato de renda (tabela 2).

Em outubro, o estrato 2, que compreende as famílias de rendas intermediárias (que ganham em média R$ 934,17), foi o que revelou a maior taxa inflacionária (1,01%) apresentando a maior diferença (0,64 pp) em relação a setembro (0,37%).

O primeiro estrato, no qual estão incluídas as famílias de menores rendas (que recebem, em média, R$ 377,49), e o terceiro abrangendo as de maiores rendimentos (em média R$ 2.792,90), registraram a mesma taxa inflacionária (0,90%). Porém, em relação a setembro a diferença para o estrato 1 foi de 0,50 pp e para o estrato 3 de 0,53 pp.


Tabela 2 - Índice do Custo Vida (ICV/DIEESE)
Taxas por estrato de renda
Município de São Paulo - setembro/outubro 1999

Índices

set./99

(%)

out./99

(%)

Diferença

(pp)

Geral

0,37

0,93

0,56

Estrato 1

0,40

0,90

0,50

Estrato 2

0,37

1,01

0,64

Estrato 3

0,37

0,90

0,53
Fonte: DIEESE

Devido às diferenças nas estruturas de despesas entre as famílias que compõem os estratos de renda, as variações nos preços dos bens e serviços causam impactos diferenciados para os vários segmentos da sociedade. Deste modo a tabela 3 e o gráfico 2 revelam as contribuições das variações de preços de cada grupo, no cálculo dos índices para os três estratos de renda.

Os principais grupos responsáveis pela inflação do estrato 1 foram: Alimentação (0,51 pp), Habitação (0,12 pp) e Transportes (0,10 pp), os quais contribuíram com 0,73 pp no cálculo de seu índice (0,90%).

O segundo estrato, teve, no cálculo de seu índice (1,01%) forte impacto dos reajustes verificados na Alimentação (0,46 pp), Transportes (0,23 pp) e Habitação (0,12 pp).


Tabela 3 - Índice do Custo Vida (ICV/DIEESE)
Taxas e contribuições por grupo e estratos de renda
Município de São Paulo - outubro de 1999

Grupos

Geral

Estrato 1

Estrato 2

Estrato 3

Taxa

(%)

Contribuição (pp)

Taxa

(%)

Contribuição (pp)

Taxa

(%)

Contribuição (pp)

Taxa

(%)

Contribuição (pp)

Total

0,93

0,93

0,90

0,90

1,01

1,01

0,90

0,90

Contribuição Positiva

0,94

0,91

1,02

0,92

Transportes

1,96

0,29

1,01

0,10

1,67

0,23

2,20

0,36

Vestuário

1,40

0,07

1,24

0,07

1,41

0,08

1,57

0,08

Alimentação

1,32

0,34

1,53

0,51

1,54

0,46

1,09

0,24

Saúde

0,86

0,09

0,54

0,05

0,91

0,08

0,90

0,11

Despesas Pessoais

0,77

0,03

0,95

0,05

0,88

0,04

0,64

0,02

Habitação

0,44

0,11

0,45

0,12

0,48

0,12

0,42

0,10

Despesas Diversas

0,16

0,00

0,17

0,00

0,17

0,00

0,16

0,00

Educação e Leitura

0,08

0,01

0,19

0,01

0,13

0,01

0,06

0,01

Equipamentos Domésticos

0,05

0,00

-0,14

-0,01

0,11

0,01

0,07

0,00

Contribuição negativa

-0,02

-0,01

-0,01

-0,02

Recreação

-0,87

-0,02

-1,07

-0,01

-1,00

-0,01

-0,82

-0,02
Fonte: DIEESE

Apesar de a taxa do estrato 3 (0,90%) ser igual à do primeiro, os impactos das variações de preços nas estruturas de despesas são bastante diferentes. O grupo Transportes (0,36 pp) foi o que mais pressionou o resultado de seu índice, seguido da Alimentação (0,24 pp),que juntos contribuíram com 0,60 pp no cálculo de sua taxa.

Observando-se o gráfico, verifica-se que em outubro a grande diferença nos índices tem como origem a Alimentação e os Transportes. A Alimentação foi responsável por 0,51 pp da taxa do estrato 1, 0,46 pp do estrato 2 e apenas 0,24 pp do terceiro. Já o aumento dos Transportes respondeu por apenas 0,10 pp da taxa do primeiro estrato, 0,23 pp do segundo e 0,36 pp do estrato 3.

Gráfico 2 - Índice do Custo Vida (ICV/DIEESE)
Contribuições dos grupos por estrato de renda
Município de São Paulo - outubro de 1999



Índices Acumulados
A taxa mensal de inflação (tabela 4 e gráfico 3) que em agosto (0,38%) e em setembro (0,37%) apontava para maior estabilidade nos preços, registrou, em outubro, inversão na tendência indicando uma alta de 0,93%, bem superior à verificada no mesmo mês em 1998 (0,21%).


Tabela 4 - Índice do Custo Vida (ICV/DIEESE)
Taxas mensais - Município de São Paulo
outubro/98 a outubro/99

Mês/ano

Taxas mensais (%)

out./98

0,21

nov./98

-0,34

dez/98

0,15

jan/99

1,38

fev./99

1,15

mar/99

0,98

bar/99

0,11

mai./99

0,22

jun./99

0,34

jul./99

1,19

ago./99

0,38

set./99

0,37

out./99

0,93
Fonte: DIEESE

Gráfico 3
Índice do Custo Vida (ICV/DIEESE)
Taxas mensais - Município de São Paulo
outubro/98 a outubro/99



O ICV-DIEESE acumula, neste ano, uma taxa de 7,27%, e nos últimos doze meses de 7,06%.( tabela 5). As maiores variações de preços detectadas nos grupos e subgrupos neste ano ocorreram nos Transportes, Saúde, Equipamentos Domésticos e Habitação, as menores foram observadas no Vestuário, Educação e Leitura e Alimentação.

Nos Transportes (16,54%) os aumentos foram apurados tanto no individual (17,75%) como no coletivo (13,77%). No primeiro, observaram-se taxas bastante elevadas no diesel (46,08%) e na gasolina (43,84%); nos coletivos os reajustes das tarifas foram semelhantes tanto para os ônibus municipais (15,00%) como para o metrô (12,00%).

O segundo grupo com maiores elevações foi a Saúde (12,01%), com diferenças acentuadas nos itens de seus subgrupos. Na assistência médica (10,67%), a alta dos seguros/convênios (16,08%) contrasta com a das consultas médicas (0,92%) e dos exames de laboratório (-4,31%). Os medicamentos e produtos farmacêuticos (15,75%) tiveram reajustes de forma relativamente homogênea, mas com destaque para os aumentos dos produtos dermatológicos (24,86%), os diabéticos (24,39%) e os cardiovasculares (21,27%).

Nos Equipamentos Domésticos (7,54%), a maior alta se deu nos eletrodomésticos (9,93%), seguida dos utensílios (5,76%), móveis ( 5,20%) e com pequena variação a rouparia (0,80%).


Tabela 5 - Índice do Custo Vida (ICV/DIEESE)
Índices acumulados no ano e anual
Município de São Paulo - 1998/99 (em %)

Grupos

No Ano

Anual

Grupos

No Ano

Anual

Subgrupos

01/99 - 10/99

11/98 - 10/99

Subgrupos

01/99 - 10/99

11/98 - 10/99

Total Geral

7,27

7,06




Transportes

16,54

16,67

Vestuário

-2,64

-2,81

Individual

17,75

17,94

Roupas

-3,29

-3,28

Coletivo

13,77

13,77

Calçados

-1,76

-1,96

Saúde

12,01

12,84

Despesas diversas

3,39

4,92

Assistência Médica

10,67

10,79

Animais

4,23

6,16

Medicamentos e Produtos Farmacêuticos

15,75

18,62

Comunicação

0,00

0,00

Equipamentos Domésticos

7,54

4,28

Educação e Leitura

4,07

4,18

Eletrodomésticos

9,93

5,43

Educação

4,26

4,45

Utensílios

5,76

3,89

Leitura

1,43

0,56

Móveis

5,20

3,31




Rouparia

0,80

-0,62




Habitação

6,67

6,61

Alimentação

4,81

4,33

Locação, Impostos e Condomínio

1,01

0,15

Produtos In-natura e semi-elaborados

4,75

3,49

Operação do Domicílio

11,48

12,07

Indústria da Alimentação

7,45

7,10

Conservação do Domicílio

4,87

4,98

Fora do Domicílio

0,18

0,96

Despesas Pessoais

4,95

5,04

Recreação

4,86

4,90

Higiene e Beleza

7,99

8,17

Produtos

6,36

6,72

Fumo e Acessórios

0,07

0,05

Serviços

2,12

1,62
Fonte: DIEESE

Outro grupo com taxa elevada foi a Habitação (6,67%) que apresentou grandes diferenças nas variações de seus subgrupos. A locação, impostos e condomínio (1,01%) acusou queda na locação (-1,45%) e aumento no condomínio (8,01%). No subgrupo operação do domicílio (11,48%), os responsáveis pela taxa elevada foram os serviços públicos (13,69%) e os produtos de limpeza doméstica (11,54%). A conservação do domicílio (4,87%), que compreende produtos e serviços de reparo, foi pressionada pelos aumentos ocorridos nos materiais de construção (8,63%), com destaque para tintas (19,78%), massas (16,05%) e cimento (11,51%).

Dentre os grupos com menores variações cabe salientar a queda no Vestuário (-2,64%), ocorrida tanto nas roupas (-3,29%) como nos calçados (-1,76%), o que reflete a forte retração da demanda sofrida por este setor.

No grupo Educação e Leitura (4,07%) os maiores reajustes foram na educação (4,26%) e nos itens de papelaria (10,21%). Na leitura (1,43%) o aumento dos jornais (11,55%) foi bastante significativo.

Por fim resta analisar o comportamento dos preços da Alimentação (4,81%). Nos produtos in-natura e semi-elaborados (4,75%), cabe salientar a alta da carne bovina (22,46%) e a queda nas hortifrutas (-1,99%). O subgrupo da indústria alimentícia (7,45%) foi o que mais subiu, pressionado por produtos relacionados ao comércio externo como: azeite (41,14%), farinha de trigo (32,10%), vinho (26,39%), café (18,11%), leite industrializado (16,14%), açúcar (16,00%) e queijos (11,73%). A alimentação fora do domicílio (0,18%) teve pouca variação, com queda no preço das refeições principais (-1,10%) e uma pequena taxa nos lanches (2,08%).

Os índices acumulados por estrato de renda (tabela 6) revelam que, neste ano, todos estão superiores a 7%, com maior taxa para o estrato 2 (7,69%) e menor para o estrato 3 (7,03%), ficando o estrato 1 com uma taxa intermediária (7,38%).

Nos últimos doze meses as taxas acumuladas refletem o mesmo comportamento deste ano, ou seja, maior para o segundo estrato (7,28%), seguido do primeiro (7,07%) e com um menor índice o estrato 3 (6,93%).


Tabela 6 - Índice do Custo Vida (ICV/DIEESE)
Índices acumulados por estrato de renda
Município de São Paulo
outubro/98 a outubro/99(em%)

Índice Geral

No Ano

Anual

e por Estrato

01/99 - 10/99

11/98 - 10/99

Total Geral

7,27

7,06

Estrato 1

7,38

7,07

Estrato 2

7,69

7,28

Estrato 3

7,03

6,93
Fonte: DIEESE

Expectativa inflacionária
Para a análise dos preços no mercado consumidor, os itens do ICV foram agrupados segundo o grau de concorrência. Assim, os bens cujos preços são administrados pelo governo foram agregados no grupo públicos, os relacionados a setores com pouca concorrência foram denominados de oligopolizados e os demais itens que sofrem mais a disputa no mercado consumidor foram denominados de concorrenciais.


Tabela 7 - Índice do Custo Vida (ICV/DIEESE)
Taxas mensais agrupadas segundo condições de mercado
Município de São Paulo - julho a outubro de 1999 (em%)

Setores

Jul./99

Ago./99

Set./99

Out./99

Concorrenciais

-0,13

-0,01

0,28

0,81

Públicos

5,83

1,30

0,52

1,28

Oligopolizados

1,65

1,67

0,83

1,18

Total Geral

1,19

0,38

0,37

0,93
Fonte: DIEESE

Observa-se pela tabela 7, que nos últimos quatro meses, houve uma reação nos preços do mercado concorrencial, que passaram da taxa de -0,13% em julho para 0,81% em outubro. Os preços administrados pelo governo em julho registraram o maior aumento (5,83%), vindo a cair nos meses subseqüentes e elevando-se novamente em outubro (1,28%), em função dos preços dos combustíveis (1,53%) e da tarifa de táxi (20,00%). Nos setores oligopolizados, as taxas de julho e agosto foram semelhantes (1,65% e 1,67%), diminuíram em setembro (0,83%) e neste mês voltaram a subir (1,18%).

Em outubro, o peso no orçamento doméstico dos bens concorrenciais foi de 72,11%, portanto o reajuste de 0,81% neste grupo, significa uma contribuição da ordem de 0,58 pp no cálculo do índice (0,93%).

O agrupamento feito acima, foi realizado para o acumulado no ano de 1999, conforme tabela 8 abaixo.


Tabela 8 - Índice do Custo Vida (ICV/DIEESE)
Taxas acumuladas segundo condição de mercado
Município de São Paulo - 1999(em%)

Setores

Peso

(%)

Contribuição

(pp)

Taxas

(%)

Concorrenciais

74,46

2,97

3,98

Públicos

17,80

3,06

17,21

Oligopolizados

7,74

1,24

15,98

Total Global

100,00

7,27

7,27
Fonte: DIEESE

A análise destes resultados revela que nos dez primeiros meses deste ano a contribuição no cálculo do índice dos setores oligopolizados e públicos foi de 4,30 pp. Por outro lado, os concorrenciais contribuíram com 2,97 pp, no índice geral acumulado (7,27%).

A comparação dos dados de outubro com as séries de taxas mensais e acumuladas permite afirmar que o mercado concorrencial começou a reagir, ajustando seus preços.

Este comportamento de certa forma era esperado. Do lado da oferta de bens inúmeras causas pressionam as altas nos preços, tais como: diminuição da oferta interna devido ao aumento das exportações, reajustes das tárifas públicas pressionando os custos de produção, alta do dólar acarretando reajustes nos preços dos bens e insumos importados e forte concentração nos setores produtivos e comerciais. Do lado da demanda, é de se esperar, com a aproximação do fim do ano, um ligeiro aquecimento, fruto de maior nível de emprego e da entrada em circulação do 13° salário.

Os reajustes de preço nos próximos meses, deverão ter origem principalmente nos setores concorrenciais, devido a seus aumentos de custos, redução da oferta interna e aquecimento da demanda. Portanto, não é improvável que as taxas dos próximos dois meses situem-se em torno de 1%, o que permite estimar uma inflação para o ano de 1999 entre 9% e 10%.



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