PED - O MERCADO DE TRABALHO NA
REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE, EM 2003
aaaa
Em
2003, a taxa de participação global na Região Metropolitana do Recife (RMR)
indicador da proporção de pessoas com 10 anos ou mais incorporadas ao
mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas declinou de 53,2% para
52,7%, a menor taxa da série iniciada em 1998. A População Economicamente
Ativa (PEA) foi estimada em 1.527 mil pessoas.
A taxa anual média de
desemprego total, na RMR, apresentou expressivo crescimento de 14,3%, passando
de 20,3%, em 2002, para 23,2%, em 2003, a maior da série. Estima-se que
haviam 354 mil desempregados, um acréscimo de 47 mil pessoas. Tal acréscimo
deveu-se ao desempenho negativo do nível ocupacional, com a redução de 31
mil postos de trabalho, associado ao ingresso de 16 mil pessoas à força de
trabalho regional.
Em 2003, o nível ocupacional interrompeu movimento de expansão
observado desde o início da série, apresentando decréscimo de 2,6%. O
contingente de ocupados na Região foi estimado em 1.173 mil pessoas no ano em
análise.
Neste mesmo período, houve elevação na proporção de
pessoas que trabalharam além da jornada legal, passando de 46,1% para 48,7%
do total de assalariados na RMR. Tal comportamento deveu-se ao crescimento na
proporção de assalariados que extrapolaram a jornada legal nos setores da
Indústria de Transformação, do Comércio, dos Serviços e da Construção
Civil.
O rendimento real médio dos
ocupados na RMR, em 2003, manteve a trajetória de declínio iniciada em 1999,
apresentando a maior redução anual da série: 17,7%.
O valor do rendimento real médio dos ocupados foi de R$ 531, contra R$
646, em 2002.
O salário real médio, por sua vez, reduziu 16,2%, passando
de R$ 728 para R$ 610 e o rendimento real médio dos autônomos decresceu
17,0%, passando a equivaler R$ 343.
2. ANÁLISE DOS RESULTADOS2.1 - Evolução da População Economicamente Ativa
Em 2003, a População Economicamente Ativa (PEA) da Região
Metropolitana do Recife (RMR) foi estimada em 1.527 mil pessoas, o que
representou um crescimento de 1,1% em relação ao ano anterior, inferior ao
crescimento da População em Idade Ativa (PIA), no mesmo período (2,0%).
(Tabela A)
ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO TOTAL, POPULAÇÃO
MENOR DE 10 ANOS, POPULAÇÃO EM IDADE ATIVA (PIA), POPULAÇÃO
ECONOMICAMENTE ATIVA (PEA) E INATIVOS MAIORES DE 10 ANOS
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Em 1.000 pessoas
Populações
Estimativas Populacionais
Variação (2003/2002)
Períodos
Absoluta
Relativa(%)
1998
1999
2000
2001
2002
2003
População
Total(1)
3.206
3.268
3.331
3.395
3.461
3.529
68
2,0
População Menor de 10 anos
574
586
597
608
620
632
12
1,9
População em Idade Ativa - PIA
2.632
2.682
2.734
2.787
2.841
2.897
56
2,0
População Economicamente Ativa - PEA
1.416
1.448
1.465
1.485
1.511
1.527
16
1,1
Inativos Maiores de 10 anos
1.216
1.234
1.269
1.302
1.330
1.370
40
3,0
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Notas:
(1) Dados populacionais compilados pelo CONDEPE e atualizados com base
na contagem de 1996 e censo de 2000 da FIBGE. As estimativas das séries
de números absolutos referentes aos contingentes de ocupados,
desempregados e inativos, foram calculados pela PED/RMR.
No ano em análise, a Taxa de
Participação Global foi de 52,7%, a menor já
registrada na série iniciada em 1998, dando continuidade ao movimento de declínio
verificado desde 2000. (Tabela B)
Na comparação com o
ano de 2002, a Taxa de Participação Global, quando analisada por atributos
pessoais, declinou para a maioria dos segmentos examinados, com destaque para:
os homens (1,4%);
as crianças e adolescentes de 10 a 17 anos (4,3%);
as pessoas de cor branca (2,7%);
os chefes de domicílio (2,2%); e,
os analfabetos (5,4%).
(Tabela B)
TAXAS DE PARTICIPAÇÃO, SEGUNDO ATRIBUTOS PESSOAIS
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Em porcentagem
Atributos
Pessoais
Taxas de Participação
Períodos
Variação Relativa
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2003/2002
2002/2001
2001/2000
2000/1999
1999/1998
Total
53,8
54,0
53,6
53,3
53,2
52,7
-0,9
-0,2
-0,6
-0,7
0,4
Sexo
Homens
65,8
65,2
64,6
64,3
63,9
63,0
-1,4
-0,6
-0,5
-0,9
-0,9
Mulheres
43,6
44,4
44,2
44,1
44,2
43,9
-0,7
0,2
-0,2
-0,5
1,8
Faixa
Etária
10 a 17 anos
16,7
16,2
14,4
13,3
11,6
11,1
-4,3
-12,8
-7,6
-11,1
-3,0
18 a 24 anos
67,6
67,7
67,4
67,3
66,5
67,3
1,2
-1,2
-0,1
-0,4
0,1
25 a 39 anos
76,7
77,2
77,0
76,6
76,4
76,0
-0,5
-0,3
-0,5
-0,3
0,7
40 anos e mais
48,8
49,0
48,2
48,0
48,4
47,5
-1,9
0,8
-0,4
-1,6
0,4
Cor(1)
Branca
53,1
53,5
53,2
52,8
52,7
51,3
-2,7
-0,2
-0,8
-0,6
0,8
Não Branca
54,2
54,3
53,8
53,6
53,4
53,3
-0,2
-0,4
-0,4
-0,9
0,2
Posição
no Domicílio
Chefe
70,8
69,9
68,7
67,9
67,4
65,9
-2,2
-0,7
-1,2
-1,7
-1,3
Cônjuge
45,2
46,2
46,3
45,5
46,4
46,2
-0,4
2,0
-1,7
0,2
2,2
Filhos
46,6
47,7
47,3
47,4
47,0
47,1
0,2
-0,8
0,2
-0,8
2,4
Outros
46,6
45,2
45,0
45,4
44,4
44,5
0,2
-2,2
0,9
-0,4
-3,0
Nível
de Instrução(2)
Analfabeto
36,8
35,9
33,9
32,1
31,2
29,5
-5,4
-2,8
-5,3
-5,6
-2,4
Fundamental
Incompleto
44,3
44,3
43,9
42,7
42,0
40,9
-2,6
-1,6
-2,7
-0,9
0,0
Fundamental Completo
62,1
61,6
60,2
59,4
58,7
57,6
-1,9
-1,2
-1,3
-2,3
-0,8
Médio Completo
75,4
75,6
74,9
75,2
74,1
74,2
0,1
-1,5
0,4
-0,9
0,3
Superior Completo
82,1
82,0
81,3
80,5
79,7
78,3
-1,8
-1,0
-1,0
-0,9
-0,1
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Notas:
(1) Cor: Branca= branco+amarelo; Não Branca= preto+mestiço. (2)
Fundamental Completo= Ensino Fundamental Completo+Ensino Médio
Incompleto; Médio Completo= Ensino Médio Completo+Ensino Superior
Incompleto.
Observe-se que os jovens de 18
a 24 anos foram os únicos, entre os demais grupos de atributos pessoais, que
apresentaram elevação da taxa de participação (1,2%). Esse segmento
representava 22,3% da PEA, em 2003.
(Tabelas B e C)
Entre os segmentos de escolaridade, apenas o composto por pessoas com o
Ensino Médio Completo não apresentou redução da Taxa de Participação
entre 2002 e 2003 (passou de 74,1%, para 74,2%). Com isso, o seu peso na PEA
aumentou de 32,0% para 34,7% no período analisado. (Tabelas
B e C)
TABELA C
DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA (PEA), SEGUNDO
ATRIBUTOS PESSOAIS
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Em porcentagem
Atributos
Pessoais
Distribuição da População Economicamente Ativa (PEA)
Períodos
1998
1999
2000
2001
2002
2003
Total
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
Sexo
Homens
56,2
55,7
55,6
55,1
55,0
54,9
Mulheres
43,8
44,3
44,4
44,9
45,0
45,1
Faixa
Etária
10 a 17 anos
6,4
6,0
5,2
4,6
3,9
3,7
18 a 24 anos
22,4
22,5
22,4
22,7
22,1
22,3
25 a 39 anos
42,1
41,7
42,3
41,3
41,5
41,4
40 anos e mais
29,1
29,8
30,1
31,4
32,5
32,6
Cor(1)
Branca
36,1
34,5
34,6
33,3
31,6
29,2
Não Branca
63,9
65,5
65,4
66,7
68,4
70,8
Posição
no Domicílio
Chefe
40,6
40,2
40,4
40,6
41,1
40,3
Cônjuge
17,2
17,3
17,7
17,4
17,9
17,6
Filhos
32,7
33,0
32,7
32,8
31,7
32,7
Outros
9,5
9,5
9,2
9,2
9,3
9,4
Nível
de Instrução(2)
Analfabeto
7,4
7,1
6,4
6,0
5,6
5,3
Fundamental
Incompleto
41,7
40,3
39,9
37,4
35,8
34,4
Fundamental Completo
18,5
18,8
18,4
19,0
18,3
18,2
Médio Completo
24,6
26,3
27,6
29,7
32,0
34,7
Superior Completo
7,8
7,5
7,7
7,9
8,3
7,4
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE
Notas:
(1) Cor: Branca= branco+amarelo; Não Branca= preto+mestiço. (2)
Fundamental Completo= Ensino Fundamental Completo+Ensino Médio
Incompleto; Médio Completo= Ensino Médio Completo+Ensino Superior
Incompleto.
2.2
Comportamento do Desemprego
Em 2003, o aumento do desemprego, na RMR, deveu-se ao
desempenho negativo do nível ocupacional, com a redução de 31 mil ocupações,
associado ao ingresso de 16 mil pessoas à força de trabalho regional. (Tabela
D)
TABELA D
ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA (PEA)
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Em 1.000 pessoas
Populações
Estimativas Populacionais(1)
Variação (2003/2002)
Períodos
Absoluta
Relativa(%)
1998
1999
2000
2001
2002
2003
População
Economicamente Ativa - PEA
1.416
1.448
1.465
1.485
1.511
1.527
16
1,1
Desempregados
306
320
303
313
307
354
47
15,3
Ocupados
1.110
1.128
1.162
1.172
1.204
1.173
-31
-2,6
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Notas:
(1) Dados populacionais compilados pelo CONDEPE e atualizados com base
na contagem de 1996 e censo de 2000 da FIBGE. As estimativas das séries
de números absolutos referentes aos contingentes de ocupados,
desempregados e inativos, foram calculados pela PED/RMR.
No comparativo com o ano de 2002, a taxa anual média de
desemprego total, na RMR, aumentou 14,3%, passando de 20,3% para 23,2% da PEA,
a maior da série. Este resultado
contrastou com a taxa do ano anterior que foi a menor da série.
O contingente de desempregados foi estimado em 354 mil pessoas, o que
representou um acréscimo de 47 mil pessoas na
Região.
(Tabelas E e F)
O comportamento da taxa de desemprego total, no ano de 2003,
deveu-se, principalmente, ao aumento da Taxa de Desemprego Aberto, que passou
de 11,2% para 13,8%, tendo em vista que a de desemprego oculto total passou de
9,1% para 9,4%. O comportamento da taxa de desemprego oculto, por sua vez,
explicou-se pela elevação da Taxa de Desemprego Oculto pelo Desalento, que
passou de 4,4% para 4,8%, uma vez que a de desemprego oculto pelo Trabalho
Precário passou de 4,7% para 4,6% da PEA.
(Tabela E)
Em 2003, cerca de 211 mil pessoas encontravam-se em situação
de desemprego aberto, enquanto que 143 mil indivíduos estavam em situação
de desemprego oculto. (Tabela
F)
TABELA E
TAXAS DE DESEMPREGO TOTAL, SEGUNDO TIPO DE DESEMPREGO
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Em porcentagem
Períodos
Taxas de Desemprego Total, segundo Tipo de Desemprego
Total
Aberto
Oculto
Total
Precário
Desalento
1998
21,6
11,8
9,8
5,3
4,5
1999
22,1
11,8
10,3
5,9
4,4
2000
20,7
11,3
9,4
5,1
4,3
2001
21,1
12,0
9,1
4,8
4,3
2002
20,3
11,2
9,1
4,7
4,4
2003
23,2
13,8
9,4
4,6
4,8
Variação
Anual
2003/2002
14,3
23,2
3,3
-2,1
9,1
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
TABELA F
ESTIMATIVAS DOS DESEMPREGADOS, SEGUNDO TIPO DE DESEMPREGO
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Em 1.000 pessoas
Períodos
Distribuição dos Desempregados, segundo Tipo de Desemprego
Total
Aberto
Oculto
Total
Precário
Desalento
1998
306
167
139
75
64
1999
320
171
149
85
64
2000
303
165
138
75
63
2001
313
178
135
71
64
2002
307
169
138
71
67
2003
354
211
143
70
73
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Entre os anos de 2002 e 2003, a taxa de desemprego total,
quando examinada segundo atributos pessoais, apresentou aumento em todos os
segmentos, destacando-se as mulheres (14,4%); as pessoas com 40 anos e mais
(15,3%); os não-brancos (13,6%); e os cônjuges (14,9%). (Tabela G)
No ano em análise, a taxa de desemprego para as pessoas com
experiência anterior de trabalho também apresentou crescimento (11,7%),
oscilando de 16,3% para 18,2%. Para os sem experiência a expansão foi maior
(19,5%), embora a taxa de desemprego seja expressivamente menor (4,9% em
2003). (Tabela G)
TABELA G
TAXAS DE DESEMPREGO TOTAL, SEGUNDO ATRIBUTOS PESSOAIS E EXPERIÊNCIA
ANTERIOR DE TRABALHO
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Em porcentagem
Períodos
Taxas de Desemprego Total
Total
Atributos Pessoais
Experiência Anterior
Sexo
Faixa Etária
Cor
Posição no Domicílio
de Trabalho
Homens
Mulheres
10 a
17
Anos
18 a 24
Anos
25 a 39
Anos
40 Anos
e mais
Branca
Não
Branca
Chefe
Cônjuge
Filhos
Demais
Membros
Com
Experiência
Sem Experiência
1998
21,6
19,0
24,9
36,8
34,6
19,9
10,7
19,1
23,0
12,5
19,3
33,1
25,1
17,1
4,5
1999
22,1
19,6
25,2
36,6
35,4
20,1
11,8
19,7
23,3
13,9
20,0
32,1
25,4
18,2
3,9
2000
20,7
18,2
23,9
33,8
34,7
18,8
10,7
18,6
21,8
12,6
18,0
31,0
25,1
16,9
3,8
2001
21,1
17,8
25,3
36,1
36,8
19,3
10,1
19,0
22,2
11,6
19,3
32,8
25,0
16,8
4,3
2002
20,3
17,6
23,6
35,7
35,1
19,3
9,8
18,0
21,4
12,0
18,8
30,3
26,1
16,3
4,1
2003
23,2
20,0
27,0
43,0
39,5
22,0
11,3
20,3
24,3
13,0
21,6
34,2
31,5
18,2
4,9
Variação
Anual
2003/2002
14,3
13,6
14,4
20,4
12,5
14,0
15,3
12,8
13,6
8,3
14,9
12,9
20,7
11,7
19,5
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Em 2003, o perfil da população desempregada era constituído
na sua maioria por mulheres (52,6%); adultos na faixa etária de 25 a 39 anos
(39,3%); jovens de 18 a 24 anos (37,9%); pessoas de cor não-branca (74,4%);
filhos (48,2%); e pessoas com experiência anterior de trabalho (78,7%). (Tabela
H)
TABELA H
DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO
DESEMPREGADA, SEGUNDO ATRIBUTOS PESSOAIS E
EXPERIÊNCIA ANTERIOR DE TRABALHO
Em porcentagem
Períodos
Distribuição da População Desempregada
Total
Atributos Pessoais
Experiência Anterior
de Trabalho
Sexo
Faixa Etária
Cor
Posição no Domicílio
Homens
Mulheres
10 a 17
Anos
18 a 24
Anos
25 a 39
Anos
40 Anos
e mais
Branca
Não
Branca
Chefe
Cônjuge
Filhos
Demais
Membros
Com
Experiência
Sem
Experiência
1998
100,0
49,4
50,6
10,9
35,9
38,8
14,4
31,9
68,1
23,4
15,4
50,1
11,1
79,2
20,8
1999
100,0
49,4
50,6
10,0
36,0
38,0
16,0
30,7
69,3
25,4
15,7
48,0
10,9
82,4
17,6
2000
100,0
48,8
51,2
8,5
37,5
38,4
15,6
31,1
68,9
24,6
15,4
49,0
11,1
81,7
18,3
2001
100,0
46,3
53,7
7,8
39,4
37,8
15,0
30,0
70,0
22,3
15,9
50,9
10,8
79,6
20,4
2002
100,0
47,7
52,3
6,8
38,1
39,5
15,6
28,0
72,0
24,3
16,6
47,2
11,9
80,0
20,0
2003
100,0
47,4
52,6
6,9
37,9
39,3
15,9
25,6
74,4
22,6
16,4
48,2
12,8
78,7
21,3
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Neste mesmo período, a taxa de
desemprego, segundo nível de instrução, expandiu-se em todos os níveis,
com destaque para as pessoas com Ensino Médio Completo (19,7%), que em 2003
representavam 36,3% dos desempregados na RMR, a maior proporção por nível
de escolaridade. (Tabelas I e J)
TABELA I
TAXAS DE DESEMPREGO TOTAL, SEGUNDO NÍVEL DE INSTRUÇÃO
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Em porcentagem
Períodos
Taxas de Desemprego Total, segundo Nível de Instrução
Total(1)
Analfabeto
Ensino Fundamental
Ensino Médio
Completo(3)
Ensino Superior
Completo
Incompleto
Completo(2)
1998
21,6
17,1
24,4
27,1
18,8
6,8
1999
22,1
18,2
24,4
27,7
20,0
6,4
2000
20,7
15,2
22,2
26,8
19,8
6,3
2001
21,1
15,8
22,0
26,7
21,5
6,6
2002
20,3
14,8
20,8
27,6
20,3
6,3
2003
23,2
15,4
23,0
30,5
24,3
6,6
Variação
Anual
2003/2002
14,3
4,1
10,6
10,5
19,7
4,8
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Notas:
(1) Inclusive os que não declararam o nível de instrução. (2) Inclui
Fundamental Completo e Médio Incompleto. (3) Inclui Médio Completo e
Superior Incompleto.
TABELA J
DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO DESEMPREGADA, SEGUNDO NÍVEL DE
INSTRUÇÃO
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Em porcentagem
Períodos
Distribuição da População Desempregada, segundo Nível de
Instrução
Total(1)
Analfabeto
Ensino Fundamental
Ensino Médio
Completo(3)
Ensino Superior
Completo
Incompleto
Completo(2)
1998
100,0
5,7
47,1
23,3
21,4
2,4
1999
100,0
5,8
44,5
23,7
23,8
2,2
2000
100,0
4,7
42,8
23,8
26,3
2,4
2001
100,0
4,5
38,9
23,9
30,2
2,5
2002
100,0
4,1
36,5
24,8
32,0
2,6
2003
100,0
3,5
34,1
24,0
36,3
2,1
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Notas:
(1) Inclusive os que não declararam o nível de instrução. (2) Inclui
Fundamental Completo e Médio Incompleto. (3) Inclui Médio Completo e
Superior Incompleto.
2.3
Desempenho do nível ocupacional
Em 2003, o nível ocupacional, interrompendo o movimento de
expansão observado desde o inicio da série, apresentou um decréscimo de
2,6%, passando de 1.204 mil para 1.173 mil ocupados, o que representou a
eliminação de 31 mil postos de trabalho. Tal comportamento reduziu o
contingente de ocupados praticamente ao patamar de 2001 (1.172 mil),
contrastando com o crescimento de 2002. (Tabela
L)
No ano em análise, o desempenho negativo do nível de ocupação,
quando estudado segundo setor de atividade, apresentou movimentos
diferenciados:
a Indústria permaneceu estável, com um
contingente de 108 mil ocupados;
o Comércio apresentou redução de 4,9% eliminando
12 mil postos de trabalho;
o setor de Serviços retraiu-se em 2,2%, suprimindo
14 mil ocupações;
a Construção Civil declinou 6,9%, reduzindo 4 mil
vagas;
o Emprego Doméstico contraiu-se em 1,9%, o que
representou a extinção de 2 mil empregos; e,
o agregado Outros Setores cresceu 2,2%, gerando 1
mil postos de trabalho. (Tabela L)
TABELA L
ESTIMATIVAS DO NÍVEL DE OCUPAÇÃO, SEGUNDO SETOR DE ATIVIDADE
ECONÔMICA
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Em 1.000 pessoas
Períodos
Estimativas do Nível de Ocupação, segundo Setor de Atividade
Econômica
Total
Indústria
Comércio
Serviços
Construção
Civil
Empregados
Domésticos
Outros
Setores
1998
1.110
111
230
572
53
108
36
1999
1.128
105
243
581
53
108
38
2000
1.162
110
251
594
55
110
42
2001
1.172
109
250
611
55
107
40
2002
1.204
108
246
639
58
108
45
2003
1.173
108
234
625
54
106
46
Variação
Anual
2003/2002
-2,6
0,0
-4,9
-2,2
-6,9
-1,9
2,2
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
No tocante à estrutura
ocupacional, por setor de atividade, podemos observar que o setor do Comércio
conjugado ao de Serviços representavam 73,2% do total de ocupados na RMR, em
2003. No entanto, enquanto o setor do Comércio retraiu sua participação no
mercado de trabalho metropolitano, de 21,6% em 2000 ano com a maior proporção
, para 19,9% em 2003, o setor de Serviços expandiu de 51,1% para 53,3% do
total de ocupados na região, no mesmo período.
(Tabela M)
O agregado Outros Setores também vem ampliando sua participação
no nível ocupacional desde o início da pesquisa, passando de 3,4%, em 1998,
para 3,9%, em 2003. Por outro lado, tanto o Emprego Doméstico quanto a Indústria
decresceram sua participação em relação aos demais setores entre 1998 e
2003, passando a representar, respectivamente, 9,0% e 9,3% da população
ocupada, no ano em análise. A Construção Civil, por sua vez, reduziu sua
participação no total de ocupados de 4,8%, em 1998, para 4,6%, em 2003. (Tabela
M)
TABELA M
DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO OCUPADA, SEGUNDO SETOR E RAMO DE
ATIVIDADE
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Em porcentagem
Setor
de Atividade
Distribuição da População Ocupada
Períodos
1998
1999
2000
2001
2002
2003
Total
de Ocupados
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
Indústria
9,9
9,3
9,5
9,3
9,0
9,3
Serviços
51,5
51,5
51,1
52,1
53,1
53,3
Comércio
20,7
21,5
21,6
21,3
20,4
19,9
Construção
Civil
4,8
4,7
4,7
4,7
4,8
4,6
Serviços
Domésticos
9,7
9,6
9,5
9,1
9,0
9,0
Outros
Setores
3,4
3,4
3,6
3,5
3,7
3,9
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Em 2003, o declínio do nível ocupacional, quando analisado
segundo posição na ocupação, resultou do decréscimo notado no trabalho
autônomo (3,3%), no emprego doméstico (1,9%) e no agregado Demais Posições
Ocupacionais (14,9%), que no ano em análise representava 8,3% do total de
ocupados na RMR. (Tabelas
N e O)
O assalariamento permaneceu relativamente estável no período
(-0,3%). Houve forte redução no nível ocupacional para os sem carteira
assinada no setor privado (7,1%) e para o setor público (1,3%). Por sua vez,
os assalariados com carteira de trabalho assinada no setor privado
apresentaram crescimento de 2,6%. (Tabela
O)
Em 2003, a estrutura ocupacional da RMR, segundo posição na
ocupação, revelou que 57,6% dos ocupados eram assalariados. Dentre os
assalariados, 23% estavam no setor público e 77% no setor privado. Dentre os
assalariados do setor privado, 25% não possuíam carteira de trabalho
assinada e 75% eram trabalhadores registrados. (Tabela N)
No que se refere ao assalariamento privado, podemos observar
ao longo dos seis anos que compõe a série histórica, que o emprego com
carteira de trabalho assinada manteve uma trajetória de crescimento
apresentando, entre 1998 e 2003, uma expansão de 17,1% e, em menor
intensidade, de 7,4% para o emprego sem vínculo formal. (Tabela
O)
TABELA N
DISTRIBUIÇÃO DO NÍVEL DE OCUPAÇÃO, SEGUNDO POSIÇÃO NA OCUPAÇÃO
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Em porcentagem
Períodos
Distribuição do Nível de Ocupação, segundo Posição na Ocupação
Total
Assalariados(1)
Autônomos
Empregados
Domésticos
Demais
Posições(3)
Total
Setor
Público(2)
Setor Privado
Total
Trabalha
para o Público
Trabalha
para Empresa
Total
Com
Carteira
Sem
Carteira
1998
100,0
55,4
14,4
41,0
30,0
11,0
24,4
17,2
7,2
9,7
10,5
1999
100,0
54,8
13,4
41,3
30,3
11,0
26,0
18,3
7,7
9,6
9,7
2000
100,0
55,4
12,5
42,8
31,1
11,7
25,9
18,1
7,8
9,5
9,2
2001
100,0
55,7
12,4
43,2
31,8
11,4
26,0
18,1
7,9
9,1
9,3
2002
100,0
56,3
13,0
43,3
31,6
11,7
25,2
17,7
7,5
9,0
9,5
2003
100,0
57,6
13,2
44,4
33,2
11,2
25,1
18,0
7,1
9,0
8,3
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Notas:
(1) Exclui empregados domésticos.
(2) Engloba empregados nos
Governos Municipal, Estadual
e Federal, nas
empresas de economia mista, nas autarquias, etc. (3) Engloba
empregadores, profissionais universitários autônomos, dono de negócio
familiar, etc.
TABELA O
ESTIMATIVA DO NÍVEL DE OCUPAÇÃO, SEGUNDO POSIÇÃO NA OCUPAÇÃO
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Em 1000 pessoas
Períodos
Estimativa do Nível de Ocupação, segundo Posição na Ocupação
Total
Assalariados(1)
Autônomos
Empregados
Domésticos
Demais
Posições(3)
Total
Setor
Público(2)
Setor Privado
Total
Trabalha
para o Público
Trabalha
para Empresa
Total
Com
Carteira
Sem
Carteira
1998
1.110
615
160
455
333
122
271
191
80
108
117
1999
1.128
618
151
466
342
124
293
207
86
108
109
2000
1.162
644
145
497
361
136
301
211
90
110
107
2001
1.172
653
145
506
373
134
305
213
92
107
109
2002
1.204
678
157
521
380
141
304
213
91
108
114
2003
1.173
676
155
521
390
131
294
211
83
106
97
Variação
Anual
2003/2002
-2,6
-0,3
-1,3
0,0
2,6
-7,1
-3,3
-0,8
-8,3
-1,9
-14,9
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Notas: (1) Exclui empregados
domésticos. (2)
Engloba empregados nos Governos Municipal, Estadual e Federal, nas
empresas de economia mista, nas autarquias, etc. (3) Engloba
empregadores, profissionais universitários autônomos, dono de negócio
familiar, etc.
Quando analisado segundo categoria ocupacional, podemos
observar que, em 2003, 59,1% dos ocupados atuavam nos grupos de Execução,
20,4% nos de Apoio e 10,5% em Ocupações Mal Definidas, enquanto apenas 10,0%
trabalhavam nas áreas de maior prestígio Direção e Planejamento. (Tabela
P)
TABELA P
DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO OCUPADA,
SEGUNDO GRUPO DE OCUPAÇÃO
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Períodos
Distribuição da População Ocupada, segundo Grupo de Ocupação
Total de
Ocupados
Direção e Planejamento
Execução
Apoio
Ocupações Mal
Definidas
Total
Empresários
Direção e Gerência
Planejamento
e Organização
Total
Qualificados
Semi
Qualificados
Não
Qualificados
Total
Não
Operacionais
Serviços de
Escritório
Serviços
Gerais
1998
100,0
12,2
7,2
5,0
55,8
7,9
33,8
14,2
18,3
6,4
5,2
6,6
13,7
1999
100,0
11,3
6,3
5,0
57,4
8,2
35,3
13,8
18,7
6,5
5,1
7,1
12,6
2000
100,0
11,0
6,0
5,0
57,3
8,3
35,7
13,4
18,4
6,8
4,6
7,0
13,3
2001
100,0
11,0
5,6
5,4
56,9
8,4
36,1
12,5
19,2
6,9
4,9
7,4
12,8
2002
100,0
11,5
5,7
5,8
56,9
8,1
36,2
12,6
19,4
7,0
4,9
7,5
12,2
2003
100,0
10,0
5,0
5,0
59,1
8,7
37,3
13,1
20,4
7,3
5,0
8,1
10,5
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Em 2003, na análise do nível ocupacional das pessoas em
atividades de Execução, observamos expansões entre os subgrupos de
Qualificados (4,1%) e Não-qualificados (1,3%), e relativa estabilidade entre
os Semiqualificados (0,5%). No grupo de apoio, notamos crescimento de 5,6%
para as atividades de Serviços Gerais, de 2,4% para as Não-operacionais e
redução de 1,7% para os Serviços de escritório. (Tabela Q)
TABELA Q
ESTIMATIVA DA POPULAÇÃO OCUPADA, SEGUNDO GRUPO DE OCUPAÇÃO
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Em 1000 pessoas
Períodos
Distribuição da População Ocupada, segundo Grupo de Ocupação
Total de
Ocupados
Direção e Planejamento
Execução
Apoio
Ocupações Mal
Definidas
Total
Empresários
Direção e Gerência
Planejamento
e Organização
Total
Qualificados
Semi
Qualificados
Não
Qualificados
Total
Não
Operacionais
Serviços de
Escritório
Serviços
Gerais
1998
1.110
135
80
56
619
88
375
158
203
71
58
73
152
1999
1.128
127
71
56
647
92
398
156
211
73
58
80
142
2000
1.162
128
70
58
666
96
415
156
214
79
53
81
155
2001
1.172
129
66
63
667
98
423
147
225
81
57
87
150
2002
1.204
138
69
70
685
98
436
152
234
84
59
90
147
2003
1.173
117
59
59
694
102
438
154
239
86
58
95
123
Variação
Anual
2003/2002
-2,6
-15,2
-14,5
-15,7
1,3
4,1
0,5
1,3
2,1
2,4
-1,7
5,6
-16,3
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
No comparativo
com 2002, a jornada média semanal trabalhada pelos ocupados na RMR, elevou-se
de 45 para 46 horas, depois de 4 anos estabilizada no patamar de 45 horas. As
informações por setor de atividade revelaram que houve, no ano em análise,
estabilidade para a jornada média trabalhada na Indústria de Transformação
e no setor de Serviços, ao passo que tanto o Comércio quanto a Construção
Civil apresentaram elevação de 1 hora em suas respectivas jornadas de
trabalho. (Tabela R)
Nesse mesmo período, a jornada média semanal trabalhada
pelos assalariados permaneceu estável em 44 horas, fato que vem se repetindo
desde o início da série. Houve acréscimo de
1 hora na jornada média para a Indústria, o Comércio e os Serviços e
estabilidade para a Construção Civil. (Tabela
S)
Entre os anos de 2002 e 2003, houve uma elevação na proporção
de assalariados que trabalharam além da jornada legal na RMR, passando de
46,1% para 48,7%. Tal comportamento deveu-se ao crescimento na proporção de
pessoas que extrapolaram a jornada legal nos setores da Indústria de
Transformação, do Comércio, dos Serviços e da Construção Civil.
(Tabela S)
TABELA R
HORAS SEMANAIS MÉDIAS TRABALHADAS PELOS OCUPADOS NO TRABALHO
PRINCIPAL, SEGUNDO SETOR DE ATIVIDADE ECONÔMICA
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Setor
de Atividade Econômica
Ocupados(1)
Horas Semanais Médias trabalhadas
no Trabalho Principal
% dos Ocupados que Trabalham
mais de 44 Horas Semanais
1998
1999
2000
2001
2002
2003
1998
1999
2000
2001
2002
2003
Total
45
45
45
45
45
46
50,4
50,4
50,0
49,9
49,9
52,2
Indústria
de Transformação
46
46
46
46
47
47
58,7
57,5
56,1
54,6
56,0
57,7
Comércio
49
49
49
49
49
50
59,3
58,4
58,9
58,6
61,8
65,3
Serviços
42
42
42
43
43
43
41,4
41,8
41,0
41,3
40,8
43,2
Construção
Civil
46
47
45
45
44
45
67,8
68,9
58,0
60,1
56,2
61,1
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Nota:
(1) Exclusive os Ocupados que não declararam horas trabalhadas ou
declararam zero hora.
TABELA S
HORAS SEMANAIS MÉDIAS TRABALHADAS PELOS ASSALARIADOS NO TRABALHO
PRINCIPAL, SEGUNDO SETOR DE ATIVIDADE ECONÔMICA
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Setor
de Atividade Econômica
Assalariados(1)
Horas Semanais Médias trabalhadas
no Trabalho Principal
% dos Assalariados que Trabalham
mais de 44 Horas Semanais
1998
1999
2000
2001
2002
2003
1998
1999
2000
2001
2002
2003
Total
44
44
44
44
44
44
47,0
47,7
46,5
46,0
46,1
48,7
Indústria
de Transformação
47
46
46
46
46
47
60,5
59,1
57,4
54,5
56,0
57,6
Comércio
50
49
49
49
50
51
64,0
65,3
64,7
64,3
67,5
73,2
Serviços
41
42
41
42
41
42
37,7
38,5
37,1
37,5
36,9
39,0
Construção
Civil
47
47
46
46
46
46
67,2
68,3
59,9
61,1
60,8
62,3
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Nota:
(1) Exclusive os Assalariados que não declararam horas trabalhadas ou
declararam zero hora.
2.4
Evolução dos Rendimentos Médios
Em 2003, o rendimento real médio
dos ocupados, na RMR, manteve a trajetória de declínio iniciada em 1999,
apresentando a maior redução anual da série (17,7%).
O valor do rendimento real médio dos ocupados foi de R$ 531, contra R$
646, em 2002.
(Tabelas T e U)
A análise deste indicador,
segundo setor de atividade, indicou que houve redução, com intensidades
distintas, em todos os segmentos:
o rendimento médio dos ocupados na Indústria de
Transformação recuou 15,6%, passando de R$ 684 para R$ 577;
o dos ocupados no Comércio declinou 16,0%,
variando de R$ 514 para R$ 432;
nos Serviços, o rendimento retraiu-se em 19,2%,
oscilando de R$ 796 para R$ 644;
na Construção Civil, a remuneração média paga
aos trabalhadores declinou de R$ 516 para R$ 457, o que representou uma redução
de 11,4%;
o rendimento do Emprego Doméstico, apesar de
apresentar a menor redução (6,3%) dentre os setores analisados, representa,
ainda assim, o mais baixo valor quando comparado com o observado para os
demais segmentos e declinou de R$ 228 para R$ 214; e,
o agregado Outros Setores reduziu a remuneração média
em 16,7%, passando de R$ 315 para R$ 263.
(Tabelas
T e U)
Na estrutura de rendimentos dos
ocupados, segundo setor de atividade, observamos que o setor de Serviços,
embora tenha apresentado a maior redução, permaneceu com a maior remuneração
média, fato que vem se repetindo desde o início da série. (Tabelas
T e U)
TABELA T
RENDIMENTO REAL MÉDIO DOS OCUPADOS, SEGUNDO SETOR DE ATIVIDADE
ECONÔMICA (1)
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Períodos
Rendimentos Real Médio dos Ocupados, segundo Setor de Atividade
Econômica(2)
Total
Indústria
Comércio
Serviços
Construção
Civil
Emprego
Doméstico
Outros
Setores
1998
800
813
689
988
638
239
375
1999
722
768
610
889
573
237
345
2000
684
733
567
845
574
227
350
2001
670
700
565
814
562
238
366
2002
646
684
514
796
516
228
315
2003
531
577
432
644
457
214
263
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Notas: (1) Valores em reais a preços de janeiro de 2004,
atualizados pelo INPC/RMR - IBGE. (2) Exclusive os assalariados e os
empregados domésticos assalariados que não tiveram remuneração no
período, os trabalhadores familiares sem remuneração salarial e os
trabalhadores que ganharam exclusivamente em espécie ou benefício.
TABELA U
ÍNDICES DO RENDIMENTO REAL MÉDIO DOS OCUPADOS, SEGUNDO SETOR DE ATIVIDADE ECONÔMICA
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Base: média do ano de 1998=100
Períodos
Índices do Rendimento Real Médio dos Ocupados, segundo Setor de
Atividade Econômica(1)
Total
Indústria
Comércio
Serviços
Construção
Civil
Emprego
Doméstico
Outros
Setores
1998
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
1999
90,3
94,5
88,6
90,0
89,8
99,1
92,1
2000
85,6
90,1
82,4
85,5
90,0
94,9
93,5
2001
83,8
86,2
82,1
82,3
88,2
99,7
97,5
2002
80,7
84,1
74,6
80,6
80,8
95,4
84,1
2003
66,4
71,0
62,7
65,1
71,6
89,4
70,1
Variação
Anual
2003/2002
-17,7
-15,6
-16,0
-19,2
-11,4
-6,3
-16,7
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Nota:
(1) Exclusive os assalariados e os empregados domésticos assalariados
que não tiveram remuneração no período, os trabalhadores familiares
sem remuneração salarial e os trabalhadores que ganharam
exclusivamente em espécie ou benefício.
Em
2003, o salário real médio do setor privado sofreu expressiva redução de
15,3%, diminuindo de R$ 572 para R$ 485. Os trabalhadores com carteira
assinada viram seus rendimentos declinarem de R$ 634 para R$ 536 e os sem
carteira tiveram seus rendimentos reduzidos em R$ 66, passando a equivaler R$
326. Neste contexto, o
trabalhador que não possuía carteira de trabalho assinada recebia em média,
60,8% da remuneração daquele que a possuía.
(Tabela V)
TABELA V
RENDIMENTO REAL MÉDIO DOS OCUPADOS, SEGUNDO POSIÇÃO NA OCUPAÇÃO(1)
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Base: média do ano de 1998=100
Períodos
Índices do Rendimento Real Médio dos Ocupados, segundo Posição
na Ocupação(1)
Total
Assalariados(3)
Autônomos
Empregadores
Empregados
Domésticos
Demais
Posições
Total
Setor
Público(4)
Setor Privado
Total
Trabalha
para o Público
Trabalha
para Empresa
Total
Com
Carteira
Sem
Carteira
1998
800
890
1.455
688
773
437
511
467
615
2.840
239
1.256
1999
722
819
1.405
627
706
391
455
421
535
2.574
237
1.240
2000
684
759
1.282
601
676
382
451
402
562
2.671
227
1.075
2001
670
757
1.296
601
668
398
420
391
487
2.050
238
1.159
2002
646
728
1.243
572
634
392
413
387
473
1.868
228
1.086
2003
531
610
1.029
485
536
326
343
319
401
1.504
214
857
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Notas:
(1) Valores em reais a preços de janeiro de 2004, atualizados pelo
INPC/RMR - IBGE. (2)
Exclusive os assalariados e os empregados domésticos assalariados que não
tiveram remuneração no mês, os trabalhadores familiares sem remuneração
salarial e os trabalhadores que ganharam exclusivamente em espécie ou
benefício. (3) Exclusive os assalariados que não tiveram remuneração
no período e os empregados domésticos. (4) Engloba empregados nos
Governos: Municipal, Estadual e Federal, nas empresas de economia mista,
nas autarquias, etc.
A
análise dos rendimentos, segundo posição na ocupação, confirmou o
movimento generalizado de redução, tanto em relação a 2002, quanto ao início
da série. Em 2003, destacamos as reduções verificadas nas remunerações do
agregado Demais Posições Ocupacionais (21,1%), empregadores (19,5%), autônomos
para o público (17,3%), setor público (17,2%) e para os assalariados sem
carteira (17,0%). A menor redução ocorreu na remuneração dos empregados
domésticos 6,3%, possivelmente, devido à política de reajustes do salário
mínimo que nos últimos anos tem, no mínimo, mantido seu poder aquisitivo,
através de reajustes iguais ou superiores à inflação. (Tabela
X)
TABELA X
ÍNDICES DO RENDIMENTO REAL MÉDIO DOS OCUPADOS, SEGUNDO POSIÇÃO
NA OCUPAÇÃO
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Base: média do ano de 1998=100
Períodos
Índices do Rendimento Real Médio dos Ocupados, segundo Posição
na Ocupação(1)
Total
Assalariados(3)
Autônomos
Empregadores
Empregados
Domésticos
Demais
Posições
Total
Setor
Público(4)
Setor Privado
Total
Trabalha
para o Público
Trabalha
para Empresa
Total
Com
Carteira
Sem
Carteira
1998
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
1999
90,3
92,0
96,5
91,1
91,4
89,4
89,1
90,1
87,0
90,6
99,1
98,7
2000
85,6
85,3
88,1
87,3
87,4
87,5
88,3
86,1
91,4
94,0
94,9
85,6
2001
83,8
85,1
89,0
87,4
86,5
90,9
82,2
83,7
79,1
72,2
99,7
92,3
2002
80,7
81,8
85,4
83,1
82,1
89,7
80,9
82,7
76,9
65,8
95,4
86,5
2003
66,4
68,6
70,7
70,4
69,4
74,5
67,2
68,4
65,2
52,9
89,4
68,3
Variação
Anual
2003/2002
-17,7
-16,2
-17,2
-15,3
-15,5
-17,0
-17,0
-17,3
-15,2
-19,5
-6,3
-21,1
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Notas:
(1) Exclusive os assalariados e os empregados domésticos assalariados
que não tiveram remuneração no mês, os trabalhadores familiares sem
remuneração salarial e os trabalhadores que ganharam exclusivamente em
espécie ou benefício. (2) Exclusive os assalariados que não tiveram
remuneração no período e os empregados domésticos. (3) Engloba
empregados nos Governos: Municipal, Estadual e Federal, nas empresas de
economia mista, nas autarquias, etc.
O rendimento real médio,
quando analisado segundo grupo de ocupação, denotou expressivas reduções
para todos os segmentos, com destaque para o grupo de direção e planejamento
(18,7%), que passou de R$ 1.917 para R$ 1.559, revelando uma perda monetária
de R$ 358, entre 2002 e 2003. Apesar desta notável redução, a remuneração
média deste segmento permaneceu, em 2003, fortemente elevada em relação à
observada para os demais grupos:
3 vezes superior à do grupo de Apoio;
3,6 vezes maior que o de Execução; e,
6,4 vezes mais alto que o de Ocupações mal
definidas.
(Tabelas Z e AA)
No ano analisado, a desagregação
dos dados para os grupos de ocupação revelou que o subgrupo de Planejamento
e Organização sofreu a maior redução no seu rendimento médio (20,0%),
passando de R$ 1.931 para R$ 1.545. A menor variação ocorreu para os
ocupados não-qualificados do grupo de Execução (6,8%). (Tabelas
Z e AA)
TABELA Z
RENDIMENTO REAL MÉDIO DOS OCUPADOS, NO TRABALHO PRINCIPAL,
SEGUNDO GRUPO DE OCUPAÇÃO(1)
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Períodos
Rendimento Real Médio dos Ocupados,
segundo Grupo de Ocupação(2)
Total de
Ocupados
Direção e Planejamento
Execução
Apoio
Ocupações
Mal
Definidas
Total
Empresários
Direção e
Gerência
Planejamento
e Organização
Total
Qualificados
Semi
Qualificados
Não
Qualificados
Total
Não
Operacionais
Serviços de
Escritório
Serviços
Gerais
1998
800
2.353
1.947
2.788
2.632
586
915
636
292
744
880
1098
345
377
1999
722
2.201
1.931
2.413
2.369
535
803
576
281
679
845
968
331
318
2000
684
2.194
2.459
1.795
2.262
511
781
541
276
607
763
858
302
305
2001
670
2.035
2.210
1.870
2.043
515
781
536
285
619
758
906
311
309
2002
646
1.917
2.228
1.613
1.931
501
750
530
274
586
720
854
303
295
2003
531
1.559
1.858
1.368
1.545
428
640
444
255
521
670
719
281
245
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Notas:
(1) Valores em reais a preços de janeiro de 2004, atualizados pelo
INPC/RMR - IBGE. (2) Exclusive os assalariados e os empregados domésticos
assalariados que não tiveram remuneração no mês, os trabalhadores
familiares sem remuneração salarial e os trabalhadores que ganharam
exclusivamente em espécie ou benefício.
TABELA AA
ÍNDICES DO RENDIMENTO REAL MÉDIO DOS OCUPADOS, SEGUNDO GRUPO DE
OCUPAÇÃO
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Base: média do ano de 1998=100
Períodos
Índices do Rendimento Real Médio dos
Ocupados, segundo Grupo de Ocupação(1)
Total de
Ocupados
Direção e Planejamento
Execução
Apoio
Ocupações
Mal
Definidas
Total
Empresários
Direção e
Gerência
Planejamento
e Organização
Total
Qualificados
Semi
Qualificados
Não
Qualificados
Total
Não
Operacionais
Serviços de
Escritório
Serviços
Gerais
1998
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
1999
90,3
93,5
99,2
86,6
90,0
91,2
87,8
90,5
96,2
91,3
96,0
88,2
95,8
84,3
2000
85,6
93,2
126,3
64,4
85,9
87,2
85,3
85,0
94,4
81,5
86,7
78,1
87,5
81,0
2001
83,8
86,5
113,5
67,1
77,6
87,9
85,4
84,3
97,6
83,2
86,2
82,5
90,1
82,0
2002
80,7
81,5
114,5
57,8
73,4
85,5
81,9
83,4
93,7
78,7
81,8
77,7
87,6
78,3
2003
66,4
66,2
95,4
49,1
58,7
73,0
70,0
69,8
87,3
70,0
76,1
65,5
81,3
65,0
Variação
Anual
2003/2002
-17,7
-18,7
-16,6
-15,2
-20,0
-14,6
-14,6
-16,3
-6,8
-11,1
-6,9
-15,8
-7,2
-17,0
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Nota:
(1) Exclusive os assalariados e os empregados domésticos assalariados
que não tiveram remuneração no mês, os trabalhadores familiares sem
remuneração salarial e os trabalhadores que ganharam exclusivamente em
espécie ou benefício.
Em 2003, quando estudamos a
distribuição da massa de rendimentos dos ocupados, segundo grupos de nível
de rendimentos, observamos elevação na participação dos 50% dos ocupados
com menores rendimentos, passando de 16,5% para 18,3%. Por outro lado,
verificou-se redução na massa de rendimentos
dos 25% mais bem remunerados da RMR, que, apesar disto, ainda se apropriavam
de 62,8% do total da massa dos rendimentos dos ocupados. (Tabela AB)
TABELA AB
DISTRIBUIÇÃO DA MASSA DE RENDIMENTOS DOS OCUPADOS, SEGUNDO
GRUPOS DE NÍVEL DE RENDIMENTO
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Períodos
Total
Distribuição da Massa de Rendimentos dos Ocupados, segundo
Grupo de Nível de Rendimento(1)
Grupo 1
Grupo 2
Grupo 3
Grupo 4
1998
100,0
4,6
10,0
18,0
67,4
1999
100,0
4,6
10,2
18,0
67,0
2000
100,0
4,7
10,5
18,1
66,7
2001
100,0
5,1
11,0
18,1
65,7
2002
100,0
5,3
11,2
18,1
65,5
2003
100,0
5,8
12,5
19,0
62,8
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Notas: (1) Grupo 1 - corresponde aos 25% dos ocupados com menores
rendimentos do trabalho principal; Grupo 2 - corresponde aos 25% dos
ocupados com menores rendimentos do trabalho principal imediatamente
superiores aos do Grupo 1; e assim por diante, até o Grupo 4, que
corresponde aos 25% dos ocupados com maiores rendimentos do trabalho
principal.
Neste mesmo período, o
comportamento do rendimento dos assalariados, quando analisado por tempo de
permanência no trabalho atual, denotou retração generalizada, destacando-se
a ocorrida entre aqueles que tinham mais de 1 até 2 anos de permanência no
trabalho (20,3%), os assalariados com 6 meses a 1 ano (19,1%) e os que estavam
há mais de 2 anos no trabalho (16,6%). Em valores monetários, tais
rendimentos passaram a equivaler a R$ 450, R$ 404 e R$ 783,
respectivamente.
(Tabelas AC e AD)
TABELA AC
RENDIMENTO REAL MÉDIO DOS ASSALARIADOS
NO SETOR PRIVADO, SEGUNDO TEMPO DE PERMANÊNCIA NO TRABALHO ATUAL(1)
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Períodos
Rendimento Real Médio dos Assalariados,
segundo Tempo de Permanência no Trabalho Atual(2)
Total
Até 6 meses
de 6 meses
até 1 ano
mais de 1
até 2 anos
mais de 2 anos
1998
890
494
568
671
1154
1999
819
454
525
604
1057
2000
759
427
500
608
975
2001
757
446
513
593
984
2002
728
409
499
565
940
2003
610
359
404
450
783
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Nota:
(1) Valores em reais a preços de janeiro de 2004, atualizados pelo
INPC/RMR - IBGE. (2) Exclusive os assalariados que não tiveram remuneração
no mês.
TABELA AD
ÍNDICES DO RENDIMENTO REAL MÉDIO DOS ASSALARIADOS, SEGUNDO
TEMPO DE PERMANÊNCIA NO TRABALHO ATUAL
Região Metropolitana do Recife
1998 - 2003
Base: média do ano de 1998=100
Períodos
Índices do Rendimento Médio Real dos Assalariados, segundo
Tempo de Permanência no Trabalho Atual(1)
Total
Até 6 meses
de 6 meses
até 1 ano
mais de 1
até 2 anos
mais de
2 anos
1998
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
1999
92,0
91,9
92,5
90,1
91,6
2000
85,3
86,6
88,0
90,7
84,5
2001
85,1
90,4
90,3
88,4
85,3
2002
81,8
83,0
88,0
84,3
81,4
2003
68,5
72,8
71,1
67,2
67,9
Variação
Anual
2003/2002
-16,2
-12,3
-19,1
-20,3
-16,6
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SCPS - DIEESE/SEADE.
Nota:
(1) Exclusive os assalariados que não tiveram remuneração no mês.
DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Económicos