PED - MERCADO DE TRABALHO NA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE EM
2002
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Em 2002, a taxa de participação global na Região Metropolitana do Recife
RMR apontou comportamento de relativa estabilidade, passando de 53,3%, em
2001, para 53,2%, no ano em análise. Desde 2000 este indicador vem
apresentando variação negativa, registrando, em 2002, a menor taxa de
participação anual da série da pesquisa, iniciada em 1998.
A População Economicamente Ativa PEA foi estimada em 1.511.000
pessoas.
A
taxa anual média de desemprego total na Região Metropolitana do Recife
RMR diminuiu 3,8%, passando de 21,1%, em 2001, para 20,3% da População
Economicamente Ativa PEA, em 2002. Esta taxa corresponde à menor
registrada desde 1998. O contingente de desempregados foi estimado em 307.000
pessoas.
A
redução do contingente de desempregados em 6.000 pessoas, em 2002, decorreu
do desempenho favorável do nível ocupacional regional, que gerou 32.000
novas ocupações, número mais que suficiente para absorver as 26.000 pessoas
que ingressaram no mercado de trabalho, no período em análise.
Em
2002, o nível ocupacional cresceu 2,7%, dando continuidade à evolução
positiva verificada desde o início da PED em 1998, embora, com intensidades
de crescimento diferenciadas para cada ano analisado. No ano em análise foram
gerados 32.000 novos postos de trabalho, elevando para 1.204.000 o total de pessoas
ocupadas na Região.
O
rendimento real médio do total de ocupados na Região Metropolitana do Recife
continuou a apresentar movimento de declínio, verificado desde 1999, ano possível
de ser analisado, à medida que a PED começou a ser realizada, nesta região,
em 1998. A redução de 4,7% no rendimento real médio observada para o total
de ocupados significou uma alteração no valor médio de R$ 572, em 2001,
para R$ 545, em 2002, o menor valor recebido desde 1998, acumulando decréscimo
de 19,6% ao longo desse período.
Quanto
à distribuição da massa total de rendimentos do trabalho observou-se um
discreto aumento da participação dos 50% dos ocupados de menores
rendimentos, que, em 2001, se apropriavam de 16,0% passaram para 17,0% em
2002. A parcela da renda apropriada pelos 25% com maiores rendimentos alcançou,
no período em análise, 65,2% da massa total de rendimentos do trabalho na
Região Metropolitana do Recife, parcela quase quatro vezes superior ao grupo
dos 50% de menores rendimentos.
Evolução da População Economicamente Ativa
Em 2002, a taxa de
participação global na Região Metropolitana do Recife RMR apontou
comportamento de relativa estabilidade, passando de 53,3% para 53,2%, no ano
em análise. Desde 2000 este indicador vem apresentando variação negativa,
registrando, neste último ano, a menor taxa de participação anual da série
da pesquisa, iniciada em 1998. A
População Economicamente Ativa PEA foi estimada em 1.511.000 pessoas. (Tabelas
1 e 2)
A
taxa de participação global, quando examinada por atributos pessoais e
escolaridade, indicou comportamentos diferenciados entre os grupos
populacionais analisados.(Tabelas
3 e 4)
Na
análise, segundo sexo, observou-se decréscimo de 0,6% da taxa de participação
dos homens que passou para 63,9%, mantendo trajetória de declínio desde
1999. Para as mulheres a taxa de participação apresentou relativa
estabilidade pelo segundo ano consecutivo registrando patamar de 44,2% no ano
de 2002.
Por
faixa etária, verificou-se expressiva redução de 12,8% na participação
das crianças e adolescentes de 10 a 17 anos, movimento que se reproduz pelo
quarto ano consecutivo. Entre os jovens de 18 a 24 anos a taxa de participação
também declinou, porém com menor intensidade, 1,2% e para as pessoas adultas
com 25 a 39 anos a taxa permaneceu relativamente estável (-0,3%).
O único segmento que apresentou crescimento deste indicador foi o de
pessoas com idade igual ou superior a 40 anos (0,8%).
No que se refere à posição
no domicílio constatou-se que a taxa de participação dos chefes apresentou
declínio de 0,7%, passando de 67,9% para 67,4%, enquanto a dos cônjuges
cresceu 2,0%, variando de 45,5% para 46,4%, entre 2001 e 2002. Para as pessoas
que compõem o grupo dos demais membros do domicílio em que residem e entre
os filhos, a taxa de participação declinou, 2,2% e 0,8%, respectivamente.
Ressalte-se que, em comparação ao ano de 1998, a taxa de participação dos
cônjuges apresentou crescimento de 2,7%, ao passo que a dos chefes indicou
forte retração de 4,8%.
Considerando o nível de
escolaridade, na comparação com o ano anterior, registrou-se diminuição da
taxa de participação para todos os grupos populacionais, diferenciando-se
apenas em intensidade. Em termos relativos, a redução mais expressiva
ocorreu entre os analfabetos (2,8%). Embora o peso da sua participação na
força de trabalho em relação aos demais grupos não seja muito elevado -
cerca de 5,6% - este grupo mantém contínua trajetória de declínio.
Destacaram-se, também, as reduções na participação das pessoas com ensino
fundamental incompleto em 1,6%, fundamental completo 1,2%, ensino médio
completo 1,5% e superior completo 1,0%.
Comportamento do Desemprego
A
taxa anual média de desemprego total na Região Metropolitana do Recife
RMR diminuiu 3,8%, passando de 21,1%, em 2001, para 20,3% da População
Economicamente Ativa PEA, em 2002. Esta taxa corresponde à menor
registrada em toda a série da PED, iniciada em 1998. O contingente de
desempregados foi estimado em 307.000 pessoas.
(Tabelas
1 e 5)
A
redução do contingente de desempregados em 6.000 pessoas, em 2002, decorreu
do desempenho favorável do nível ocupacional regional, que gerou 32.000
novas ocupações, número mais que suficiente para absorver as 26.000 pessoas
que ingressaram no mercado de trabalho, no período em análise.
No
ano passado, o comportamento da taxa média de desemprego, na Região, foi
determinado pela expressiva redução de 6,7% do desemprego aberto, que passou
de 12,0% para 11,2%, enquanto que o desemprego oculto manteve-se no mesmo
patamar de 9,1%, registrado em 2001. O número de pessoas em situação de
desemprego aberto e oculto foi estimado em 169.000 e 138.000 indivíduos,
respectivamente.
(Tabela 1 e 5)
A
taxa anual média de desemprego apresentou movimento de retração para quase
todos segmentos populacionais analisados. Houve diminuição das taxas de
desemprego para os segmentos: masculino (1,1%) e feminino (6,7%); das crianças
e adolescentes de 10 a 17 anos (1,1%), dos jovens de 18 a 24 anos (4,6%) e das
pessoas com idade igual ou superior a 40 anos (3,0%); dos filhos (7,6%) e cônjuges
(2,6%); para as pessoas de cor branca (5,3%) e para as não-brancas (3,6%); e
também, para as pessoas com e sem experiência anterior de trabalho, 3,0% e
4,7%, respectivamente. Para os adultos na faixa etária de 25 a 39 anos, a
taxa de desemprego manteve-se inalterada em 19,3%, quando comparada ao ano
anterior. É importante ressaltar o aumento de 3,4% na taxa de desemprego do
chefe de domicílio, interrompendo o movimento de declínio ocorrido nos dois
anos anteriores.
(Tabela 6)
Segundo
nível de instrução observou-se diminuição da taxa de desemprego total
para todos os graus de escolaridade, com exceção das pessoas com Ensino
Fundamental Completo que apresentaram aumento de 3,4% neste indicador,
sustando o movimento de retração havido nos dois anos anteriores. (Tabela 8)
Desempenho do Nível Ocupacional
Em
2002, o nível ocupacional cresceu 2,7%, dando continuidade à evolução
positiva verificada desde o início da PED em 1998, embora, com intensidades
de crescimento diferenciadas para cada ano analisado. No ano em análise foram
gerados 32.000 novos postos de trabalho, elevando para 1.204.000 o total de
pessoas ocupadas na Região.
O
comportamento positivo da ocupação, quando analisado segundo setor de
atividade econômica, representa o resultado de movimentos opostos verificados
entre os diversos setores de atividade econômica descritos a seguir:
a Indústria de Transformação mantendo
comportamento semelhante ao observado no ano anterior eliminou 1.000
postos de trabalho, reduzindo o número de ocupados para 108.000 pessoas,
passando a representar 9,0% dos ocupados, na região;
o Comércio suprimiu 4.000 empregos,
reduzindo seu contingente de ocupados para 246.000 pessoas, diminuindo sua
proporção para 20,4% dos ocupados;
os Serviços em trajetória ascendente
desde 1999 gerou 28.000 ocupações, expandindo para 639.000 o número de
ocupados, passando a responsabilizar-se por 53,1% da ocupação regional;
a Construção Civil criou 3.000 empregos
aumentando seu contingente para 58.000 pessoas e sua representação para 4,8%
do total de ocupados;
os Serviços Domésticos, embora tenha
ofertado 1.000 empregos e expandido seu contingente ocupacional para 108.000
indivíduos, reduziu sua proporção para 9,0% dos ocupados;
o agregado Outros Setores gerou 5.000 ocupações
aumentando seu número de trabalhadores para 45.000 pessoas e sua participação
para 3,7% dos ocupados, na região.
ESTIMATIVAS
DA POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA, DA OCUPADA, SEGUNDO SETOR DE
ATIVIDADE, E DA DESEMPREGADA
REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE
1998-2002
Em 1.000
pessoas
População
Economicamente
Ativa
Estimativas
Populacionais
Variações
Absoluta
Relativa(%)
1998
1999
2000
2001
2002
2002/2001
2002/2001
Total
1.416
1.448
1.465
1.485
1.511
26
1,8
Ocupados
1.110
1.128
1.162
1.172
1.204
32
2,7
Indústria
111
105
110
109
108
-1
-0,9
Comércio
230
243
251
250
246
-4
-1,6
Serviços
572
581
594
611
639
28
4,6
Construcão
Civil
53
53
55
55
58
3
5,5
Emprego
Doméstico
108
108
110
107
108
1
0,9
Outros
(2)
36
38
42
40
45
5
12,5
Desempregados
306
320
303
313
307
-6
-1,9
Fonte:
DIEESE/PED-RMR. Contrato SEPLANDES - DIEESE/SEADE
NOTAS: (1) Dados populacionais compilados pelo CONDEPE
atualizados com base na contagem de 1996 e censo 2000 da FIBGE. As
estimativas das séries de números absolutos referentes aos
contingentes de ocupados foram calculadas pela PED/RMR. (2) Incluem:
Outras atividades não definidas.
A tímida redução
do nível ocupacional na indústria de transformação deveu-se aos
comportamentos diversos entre os ramos de atividade:
crescimento
no emprego nos ramos de Metal-Mecânica, Alimentação, Mobiliário e no
agregado Outras Indústrias;
redução da participação da ocupação de postos nos ramos de Vestuário e
Têxtil e Gráfica e Papel;
estabilidade no
ramo de Química e Borracha. (Tabela 12)
O
notável crescimento no setor de Serviços representou o saldo entre as expansões
ocupacionais observadas nos ramos de Serviços Especializados, Utilidade Pública,
Administração Pública, Alimentação, Educação e Serviços Pessoais e as
reduções nos Serviços de Oficina, Transportes e no agregado Outros Serviços.
Por sua vez, os ramos de Serviços Creditícios e de Saúde permaneceram com
seus contingentes ocupacionais inalterados. (Tabela 12)
No ano em análise, o crescimento do
nível ocupacional, quando estudado segundo posição na ocupação, resultou
do aumento no assalariamento (3,8%), nos Serviços Domésticos (0,9%) e no
agregado Demais Posições (4,6%), visto que o trabalho autônomo permaneceu
relativamente estável (-0,3%). O desempenho favorável do emprego assalariado
em trajetória positiva desde 1999 derivou da expansão de 8,3%
registrada no setor público e de 3,0% no setor privado.
Ressalte-se que a ampliação constatada no setor público, apesar de
expressiva, não recuperou o nível de emprego verificado no ano de 1998, pois
ocorreram consideráveis retrações nos anos de 1999 e 2000.
(Tabela 13)
O
aumento do emprego no setor privado deveu-se ao crescimento de 1,9% para os
assalariados com carteira de trabalho assinada e, com maior intensidade, de
5,2% para os que não a possuíam.
Comparados
a 1998, tanto o assalariamento com carteira de trabalho assinada como o sem
carteira apresentaram crescimentos de 14,1% e 15,6%, respectivamente.
Estima-se que houve incremento de 47.000 e 19.000 empregos, em cada uma dessas
formas de inserção no mercado de trabalho.
Em
2002, a jornada média trabalhada pela população ocupada permaneceu no mesmo
patamar dos anos anteriores: 45 horas semanais. A parcela de ocupados que
trabalharam além da jornada legal de 44 horas semanais manteve-se inalterada
em 49,9%. Tal desempenho representou o saldo entre o crescimento na proporção
de indivíduos que trabalharam horas extras na Indústria de Transformação e
no Comércio e a redução dessa proporção no setor de Serviços e da
Construção Civil.
(Tabela
14)
Neste
mesmo período, os assalariados no setor Privado, quando examinados segundo
tempo de permanência no trabalho atual, apresentaram redução na parcela de
empregados trabalhando até 6 meses, de 25,3% para 23,2%, e de 6 meses até 01
ano, de 15,2% para 14,4%. Ao contrário, aumentou de 16,7% para 17,4% a proporção
de pessoas que trabalhavam há mais de 1 até 2 anos, e de 42,8% para 45,0% o
percentual daqueles que permaneceram no mesmo emprego por mais de 2 anos.
(Tabela
15)
Examinando
a ocupação segundo categorias ocupacionais observaram-se elevações na
participação dos grupos de Direção e Planejamento e Apoio, estabilidade no
segmento de Execução e redução no agregado Ocupações Mal Definidas.
Dados adicionais indicam que, ao longo dos quatro anos, o crescimento
no grupo de Direção e Planejamento deveu-se exclusivamente ao aumento
verificado no subgrupo de Planejamento e Organização, uma vez que o subgrupo
de Empresários Direção e Gerência apresentou redução significativa
durante o período.
(Tabela
16) Evolução dos Rendimentos Médios
Em
2002, o rendimento real médio do total de ocupados na Região Metropolitana
do Recife continuou a apresentar movimento de declínio, verificado desde
1999, ano possível de ser analisado à medida que a PED começou a ser
realizada, nesta região, em 1998. A redução de 4,7% no rendimento real médio
observada para o total de ocupados significou uma alteração no valor médio
de R$ 572, em 2001, para R$ 545, em 2002, o menor valor recebido desde 1998,
acumulando decréscimo de 19,6%, ao longo desse período. (Tabelas 17 e 18)
Segundo
os setores de atividade econômica, o rendimento real médio apresentou declínio
para os principais setores, destacando-se a trajetória decrescente que a Indústria,
o Comércio e os Serviços vêm apresentando nos quatro anos anteriores:
os
ocupados na Indústria tiveram uma
redução de 5,1%, passando de R$ 604 para R$ 573;
no
Comércio a remuneração média
paga teve decréscimo de 9,6%, resultando numa perda monetária de R$ 46 sobre
o valor de 2001, passando a corresponder
R$ 433, no ano em análise;
nos
Serviços, embora em menor
intensidade, houve uma diminuição de 3,3% no valor pago, passando de R$ 695
para R$ 672;
na
Construção Civil houve uma retração
de 8,9% representando uma redução de R$ 43 no valor pago em 2001, passando a equivaler
R$ 438. (Tabelas 17 e 18)
O
comportamento desfavorável dos rendimentos, assim como no ano anterior,
deveu-se às retrações generalizadas nas remunerações médias dos
principais segmentos dos ocupados:
os
assalariados tiveram redução de 3,7% no salário real médio recebido
que passou de R$ 641 para R$ 617;
entre
os autônomos, a diminuição de 3,6% alterou o valor do rendimento
real médio de R$ 358 para R$ 345;
os
Empregadores obtiveram uma expressiva retração dos seus rendimentos
(10,2%), que passou de R$ 1.772 para R$ 1.592;
no
rendimento dos Empregados Domésticos a redução de 4,9% resultou num
valor médio de R$ 194 e no dos trabalhadores que compõem o agregado Demais
Posições o declínio intenso de 10,3% significou um valor de R$ 901,
para o ano de 2002. (Tabelas 19 e 20)
Em
2002, o salário real médio do setor privado, registrou redução de 5,5%,
diminuindo em R$ 28 o valor recebido em 2001, passando a valer R$ 484. É
importante assinalar que esse valor corresponde a 82,6% do salário real médio
do setor privado de 1998.
No
setor público a diminuição dos rendimentos reais médios dos assalariados
foi de 2,8%, alterando o valor auferido para R$ 1.057. A trajetória
decrescente desses rendimentos, durante os quatro anos consecutivos em
diferentes intensidades, determinou que o rendimento médio em 2002
correspondesse a 85,7% do valor de 1998.
A
diminuição do salário real médio pago no setor privado, em 2002, deveu-se
à redução do salário médio dos trabalhadores com carteira assinada (6,0%)
e dos sem carteira (1,2%). É interessante observar que, em 2001, o salário médio
dos trabalhadores sem carteira representava 58,9% dos com carteira e, em 2002,
esse percentual passou a corresponder 61,9%.
Na
análise do rendimento real médio dos ocupados segundo categorias
ocupacionais observou-se diminuição generalizada no rendimento real médio
em 2002:
o
rendimento dos ocupados em cargos de Direção e Planejamento foi o que
apresentou maior declínio (7,3%), passando a equivaler R$ 1.614;
os
ocupados no grupo de Execução, que registrou redução pelo quarto ano
consecutivo, tiveram decréscimo de 1,8%, passando a receber R$ 427;
o grupo de Atividades de Apoio e as Ocupações Mal Definidas tiveram a mesma
diminuição de rendimentos (6,4%), passando a auferir remunerações médias
de R$ 496 e R$ 249, respectivamente.
(Tabelas
21 e 22)
Por tempo de permanência
no trabalho atual o rendimento teve comportamento desfavorável tanto para os
assalariados com pouco tempo como para aqueles com mais tempo no trabalho
atual. O salário real médio do grupo com menor tempo de permanência (até
seis meses) teve redução de 7,4%, semelhante aos grupos com permanência
entre um e dois anos (7,4%) e aqueles com mais de dois anos de trabalho no
emprego (7,2%).
(Tabela
23)
Quanto
à distribuição da massa total de rendimentos do trabalho observou-se um
discreto aumento da participação dos 50% dos ocupados de menores
rendimentos, que, em 2001, se apropriavam de 16,0% e passaram para 17,0% em
2002. A parcela da renda apropriada pelos 25% com maiores rendimentos alcançou,
no período em análise, 65,2% da massa total de rendimentos do trabalho na
Região Metropolitana do Recife, parcela quase quatro vezes superior ao grupo
dos 50% de menores rendimentos.
DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Económicos