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DIEESE - PED Belo Horizonte - Janeiro/2001
O MERCADO DE TRABALHO NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE: 1996 A 2000

.....

A Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (PED/RMBH), uma parceria entre a Setascad, a Fundação João Pinheiro, o Dieese e a Fundação Seade, acumulou até o ano 2000 cinco anos completos de coleta, processamento, análise e divulgação de informações relativas ao nosso mercado de trabalho metropolitano.

Embora o ano que terminou tenha apresentado resultados melhores que aqueles dos dois anos anteriores, entre 1996 e 2000 o número estimado de postos de trabalho na região passou de 1.529.000 para 1.674.000, um crescimento de 9,5%, que não foi suficiente para absorver o crescimento da população economicamente ativa, de 1.751.000 para 2.037.000, ou cerca de 16,3%. Como conseqüência, o número de desempregados que foi estimado em 222.000 em 1996 alcançou 363.000 pessoas em 2000, representando um aumento de 63%.

Nos anos de 1998 e 1999 a população economicamente ativa (PEA) cresceu menos que a população em idade ativa (PIA), o que pode ser demonstrado pela queda da taxa de participação (PEA/PIA) nestes dois anos: de 57,9%, em 1997, caiu para 57,6%, em 1998 e 57,2%, em 1999. No mesmo período a ocupação ficou praticamente estagnada, sem criação líquida de postos de trabalho, o que reforça a hipótese de que a disponibilidade para trabalhar de pelo menos parcela da população em idade ativa está relacionada às oportunidades de trabalho existentes.

Assim, no ano 2000 a taxa de participação elevou-se para 57,7%, com a entrada de 85 mil pessoas no mercado de trabalho. No mesmo ano, a ocupação voltou a crescer com a criação de 71 mil postos de trabalho. O número de desempregados, portanto, foi acrescido de 14 mil pessoas, passando de 349.000 para 363.000. Apesar deste aumento, a taxa de desemprego ficou praticamente estável, passando de 17,9%, em 1999 para 17,8%, no ano em questão, uma vez que foi relativamente maior o crescimento da PEA (o denominador da taxa).

Nos anos em que o desemprego total cresceu de maneira mais intensa - 1998 e 1999 - foram observados aumentos mais expressivos nos seus componentes desemprego aberto , com o crescimento do número de desempregados nesta situação de, respectivamente, 21,8% e 17,7%, e desemprego oculto pelo trabalho precário, com aumentos de, respectivamente, 29,5% e 13,2%. Em 2000, estes dois contingentes variaram menos que 2%. O número de pessoas na situação de desemprego oculto pelo desalento , por sua vez, comportou-se de maneira diferente, crescendo a uma taxa anual em torno dos 9%, em 1998 e 1999, e 21,7%, entre 1999 e 2000.

Tabela 1 - População economicamente ativa e desempregada
Taxas de desemprego
Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - 1996-2000

ESPECIFICAÇÃO

VARIAÇÃO ABSOLUTA

VARIAÇÕES RELATIVAS (%)

1996

1999

2000

00/99

00/99

00/96

Em mil pessoas

População economicamente ativa

1.751

1.952

2.037

85

4,3

16,3

População ocupada

1.529

1.603

1.674

71

4,5

9,5

Desempregados

Total

222

349

363

13

3,7

63,0

Aberto

137

230

234

4

1,7

71,5

Oculto por trabalho precário

58

84

86

2

1,9

48,1

Oculto por desalento

28

35

43

8

21,7

52,7

Taxa de Participação (PEA/PIA) (%)

56,7

57,2

57,7

0,5

0,9

1,8

Taxas de Desemprego (% da PEA)

Total

12,7

17,9

17,8

-0,1

-0,6

40,2

Aberto

7,8

11,8

11,5

-0,3

-2,5

47,4

Oculto por trabalho precário

3,3

4,3

4,2

-0,1

-2,3

27,3

Oculto por desalento

1,6

1,8

2,1

0,3

16,7

31,3
Fonte:Fundação João Pinheiro (FJP), Centro de Estatística e Informações (CEI).
Convênio FJP/DIEESE/SEADE/SINE MG

Participação no mercado de trabalho

A evolução da taxa total de participação na segunda metade da década de 90 revelou a queda da disponibilidade para trabalhar nos anos em que não foram geradas ocupações (1998 e 1999), em termos líquidos, e elevação desta nos anos em que a ocupação cresceu (1997 e 2000).

Esta mesma disponibilidade da população em idade de trabalhar pode ser avaliada segundo atributos de sexo, idade, posição no domicílio e escolaridade.

A taxa de participação masculina seguiu o mesmo comportamento da taxa de participação total, estabelecendo-se em 67,7% no ano 2000. Já a taxa de participação feminina manteve trajetória ascendente, passando de 46,5%, em 1996, para 48,9%, em 2000.

Segundo a idade, as maiores quedas na participação foram notadas entre aqueles com idade inferior a 18 anos e entre os com 60 anos ou mais. No primeiro caso, a taxa de participação caiu continuamente a partir de 1998; entre as crianças com 10 a 14 anos passou de 7,6%, em 1997 para 3,9%, em 2000; e no grupo com 15 a 17 anos, de 41% para 34,8%, respectivamente. A taxa de participação das pessoas com 60 anos ou mais foi estimada em 17,9% em 1997 e 15,5% em 2000.

A oscilação das taxas de participação foi bem menor para as pessoas com idade entre 18 e 59 anos. Nestes casos, a disponibilidade para trabalhar foi menos afetada pelo ciclo econômico e chegou a subir em anos desfavoráveis, como é o caso da participação das pessoas com 25 a 39 anos e com 40 a 59 anos, que aumentou no ano de 1999.

Comparando o ano 2000 com o de 1996, observou-se que a taxa de participação aumentou para as pessoas com 18 a 39 anos e diminuiu para as demais faixas.

Segundo a posição no domicílio, uma vez que a maior parte dos que são declarados chefes são homens e os cônjuges, mulheres, o comportamento destas duas posições aproximou-se daquele verificado conforme o sexo. Os filhos tiveram a maior taxa registrada em 1998, de 52%, caindo em 1999 para 51% e retornando ao patamar de 51,7%, em 2000. Outros moradores apresentaram queda contínua na taxa de participação entre 1997 (59%) e 2000 (55,7%).

Em relação à escolaridade, a principal mudança ocorrida foi na participação das pessoas analfabetas e das que ainda não concluíram o ensino fundamental. Estes dois grupos apresentaram quedas sucessivas nas taxas de participação a partir de 1998, inclusive em 2000. Este é, provavelmente, um resultado combinado de políticas de recrutamento mais seletivas em época de desemprego elevado e, indiretamente, do aumento da escolaridade da população com 10 anos ou mais no período, restringindo ainda mais as alternativas de emprego para as pessoas com baixa escolaridade. As taxas de participação das pessoas com o ensino fundamental completo e médio completo permaneceram estáveis em 2000, em relação a 1999, em respectivamente, 64,7% e 73,7%. A participação das pessoas com ensino superior apresentou queda em 1998 e depois de relativa estabilidade em 1999, voltou a subir, alcançando o patamar de 83,3% em 2000.

Tabela 2 - Taxas de participação segundo atributos pessoais
Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - 1996-2000

ESPECIFICAÇÃO

1996

1997

1998

1999

2000

TOTAL

56,7

57,9

57,6

57,2

57,7

Sexo

Homens

68,1

69

68,6

67,4

67,7

Mulheres

46,5

47,9

47,7

48,1

48,9

Faixa etária

10 a 14 anos

7,4

7,6

6,8

4,1

3,9

15 a 17 anos

39,2

41,0

40,4

36,5

34,8

18 a 24 anos

72,5

74,5

74,8

74,8

74,6

25 a 39 anos

78,2

78,7

79,0

79,8

80,9

40 a 59 anos

65,9

66,1

64,7

64,9

65,3

60 anos e mais

17,0

17,9

17,7

15,8

15,5

Posição no Domicílio

Chefe

72,6

73,3

71,2

70,6

70,6

Cônjuge

45,2

48,0

47,9

48,3

49,8

Filhos

49,9

50,5

52,0

51,0

51,7

Outros

58,1

59,0

57,0

56,9

55,7

Escolaridade

Analfabeto

30,4

31,8

30,1

27,4

26,0

Fundamental incompleto

49,1

50,1

49,4

47,5

47,2

Fundamental completo

64,1

65,0

65,1

64,7

64,7

Médio completo

73,7

74,0

74,1

73,7

73,7

Superior completo

84,9

84,6

82,4

82,6

83,3
Fonte:Fundação João Pinheiro (FJP), Centro de Estatística e Informações (CEI).
Convênio FJP/DIEESE/SEADE/SINE MG



Desemprego

Em 2000 a taxa de desemprego atingiu 17,8% da PEA, sendo o número de desempregados estimado em 363 mil pessoas. Este resultado significou uma relativa estabilidade da taxa em relação a 1999, mas também a confirmação de um patamar de desemprego muito superior ao verificado em 1996, quando a taxa atingiu 12,7% da PEA, depois de aumentos expressivos em 1998 e 1999.

A taxa de desemprego masculina foi estimada em 16,1% em 2000, pouco superior à taxa de 1999, estimada em 15,9%. Entre as mulheres houve queda da taxa de desemprego entre 1999 e 2000, que passou de 20,4% para 19,9%. O desemprego caiu para as mulheres em 2000 mesmo com o aumento da participação feminina no mercado de trabalho, significando a obtenção de mais postos de trabalho pelas mulheres.

Segundo faixa etária, o aumento das taxas de desemprego, entre 1996 e 2000, das pessoas com idade entre 10 e 17 anos, período em que há queda da participação deste grupo, refletiu a dificuldade que crianças e adolescentes encontram para conseguir uma ocupação num mercado de trabalho em crise. Em relação a 1999, entretanto, caiu o desemprego das crianças de 10 a 14 anos (de 48,4% para 44,1%), enquanto para os adolescentes com 15 a 17 anos, continuou subindo (de 44,4% para 45,6%). Entre as pessoas com 18 a 24 anos o desemprego subiu até 1999 e apresentou pequena queda em 2000; para os com 25 a 39 anos comportou-se da mesma maneira até 1999 e se estabilizou no último ano; para as pessoas com 40 anos ou mais o desemprego aumentou durante todo o período, passando de 5,7%, em 1996 para 9,9%, em 2000.

Entre as pessoas analfabetas houve aumento do desemprego em todos os anos considerados, mesmo com queda expressiva da sua taxa de participação a partir de 1998. Para os demais, as taxas de desemprego aumentaram entre 1996 e 1999, exceto para aqueles com 3º grau, cuja taxa pouco se alterou em 1997. Entre 1999 e 2000, este indicador registrou movimentos diferenciados, com decréscimo para aqueles com ensino fundamental incompleto e superior completo, aumento para aqueles com ensino fundamental completo e relativa estabilidade para as pessoas que haviam concluído o ensino médio.

Tabela 3 - Taxas de desemprego segundo atributos pessoais
Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - 1996-2000

ESPECIFICAÇÃO

1996

1997

1998

1999

2000

TOTAL

12,7

13,4

15,9

17,9

17,8

Sexo

Homens

11,5

11,5

13,7

15,9

16,1

Mulheres

14,2

15,8

18,7

20,4

19,9

Faixa etária

10 a 14 anos

42,0

44,6

48,5

48,4

44,1

15 a 17 anos

34,0

37,1

43,4

44,4

45,6

18 a 24 anos

19,2

20,2

23,9

28,3

27,6

25 a 39 anos

9,9

10,0

12,3

14,5

14,4

40 anos e mais

5,7

6,4

7,6

9,2

9,9

Posição no Domicílio

Chefe

6,8

6,8

8,2

10,1

10,3

Cônjuge

10,9

12,2

14,9

16,9

16,4

Filhos

20,3

21,6

24,9

27,3

26,8

Outros

13,2

14,9

16,9

19,0

19,7

Escolaridade

Analfabeto

9,6

10,0

13,4

15,7

17,7

Fundamental incompleto

15,2

16,0

18,5

20,8

20,4

Fundamental completo

14,9

15,6

19,1

22,3

23,0

Médio completo

9,1

10,4

12,7

14,5

14,6

Superior completo

3,8

3,6

4,5

5,2

5,0
Fonte:Fundação João Pinheiro (FJP), Centro de Estatística e Informações (CEI).
Convênio FJP/DIEESE/SEADE/SINE MG

Indicadores relacionados ao tempo despendido na procura por emprego e ao tempo em que o desempregado perdeu o emprego anterior - no caso daqueles que possuíam experiência de trabalho - demonstram a deterioração do mercado de trabalho nesta meia década e, em especial, chamam a atenção para a situação daqueles que se encontram desempregados.

O tempo médio de procura por emprego aumentou durante todo o período, passando de 32 semanas em 1996 para 46 semanas em 1999 e 54 semanas em 2000.

A proporção de pessoas desempregadas com experiência anterior de trabalho que perderam seu posto de trabalho há mais de um ano, aumentou em 2000 para todos os grupos observados, tanto em relação a 1996, como em relação a 1999. Em 2000, 40,7% das mulheres e 33% dos homens desempregados com experiência tinham perdido seus empregos há mais de um ano. Chama a atenção o caso dos desempregados analfabetos, que tiveram este indicador aumentado em quase três vezes entre 1996 e 2000, de 13% para 35,5%, e o daqueles que ainda não concluíram o ensino fundamental, cuja proporção que estava sem emprego há mais de um ano passou de 21,2% para 38,2% no mesmo período.

Tabela 4 - Proporção de desempregados com experiência anterior de trabalho, que perderam o último trabalho há mais de um ano
Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - 1996-2000

ESPECIFICAÇÃO

1996

1999

2000

VARIAÇÕES RELATIVAS (%)

00/99

00/96

Sexo

Homens

18,0

26,3

33,0

25,5

83,3

Mulheres

28,6

35,7

40,7

14,0

42,3

Posição no domicílio

Chefe

24,5

30,3

37,8

24,8

54,3

Cônjuge

43,4

48,4

53,3

10,1

22,8

Filhos

16,8

24,6

30,7

24,8

82,7

Outros

14,2

27,0

28,1

4,1

97,9

Escolaridade

Analfabeto

13,0

30,0

35,5

18,3

173,1

Fundamental incompleto

21,2

30,6

38,2

24,8

80,2

Fundamental completo

23,4

30,7

33,4

8,8

42,7

Médio completo

29,6

31,0

36,7

18,4

24,0

Superior completo

30,8

38,4

44,0

14,6

42,9
Fonte:Fundação João Pinheiro (FJP), Centro de Estatística e Informações (CEI).
Convênio FJP/DIEESE/SEADE/SINE MG

Ocupação

Em 2000, o mercado de trabalho da Região Metropolitana de Belo Horizonte apresentou resultado mais favorável, em termos de geração de postos de trabalho, do que em 1999 e 1998. Se nesses dois anos o nível ocupacional estava praticamente estagnado, em 2000 foram criadas 71 mil vagas.

Vale notar que, em termos relativos, o aumento do nível ocupacional e da PEA foram ligeiramente superiores ao incremento da PIA. Tanto a PEA quanto a população ocupada cresceram 4,4%, entre 1999 e 2000, enquanto a PIA apresentou elevação de 3,4%.

A estimativa do número de ocupados passou de 1.603 mil, em 1999, para 1.674 mil, no ano de 2000. No entanto, este desempenho resultou de comportamentos distintos dos setores de atividade e das posições na ocupação, além de ter atingido os grupos populacionais de forma diferenciada.

A proporção de mulheres no mercado de trabalho mantém a trajetória ascendente pelo segundo ano consecutivo, tendo elas passado a ocupar 43,7% dos postos de trabalho, em 2000, contra 43,1%, em 1999 e 42,5% ,em 1996. Assim, enquanto o nível da ocupação masculina aumentou 7,2%, o das mulheres elevou-se 12,6% em relação a 1996.

Segundo faixa etária, constatou-se que a proporção de adolescentes de 10 a 14 anos permaneceu estável em relação a 1999, mas caiu pela metade se comparada à encontrada em 1996. Também para aqueles de 15 a 17 anos se observa uma redução em praticamente todos os anos da pesquisa. Já para os jovens de 18 a 24 anos, houve aumento da ocupação (cresceram a proporção destes na população ocupada e o número de ocupados) tanto em relação a 1999 quanto a 1996. A proporção de pessoas de 25 a 29 anos e de 60 anos e mais elevou-se em 2000, ao passo que a de pessoas de 40 a 59 anos reduziu-se em comparação a 1999.

Segundo posição no domicílio, a proporção de chefes manteve-se inalterada, enquanto a de cônjuges e de filhos aumentou no período analisado.

A análise dos ocupados, segundo grau de escolaridade, indica que a seletividade do mercado de trabalho recrudesceu em 2000. Neste sentido, constata-se que a proporção de analfabetos e daqueles com menos de 8 anos de escolaridade (fundamental incompleto) reduziu-se pelo quarto ano consecutivo. Para aqueles que concluíram pelo menos o ensino fundamental, houve relativa estabilidade enquanto aumentou a proporção de pessoas que havia completado o ensino médio. Os trabalhadores de nível superior que ocupavam 11,6% das vagas, em 1999 passam a ocupar 11,7%, em 2000 (tab. 5).

Tabela 5 - Distribuição dos ocupados segundo atributos pessoais
Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - 1996-2000

ESPECIFICAÇÃO

1996

1997

1998

1999

2000

TOTAL

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

Sexo

Homens

57,5

57,6

58,0

56,9

56,3

Mulheres

42,5

42,4

42,0

43,1

43,7

Faixa etária

10 a 14 anos

1,1

1,0

0,8

0,5

0,5

15 a 17 anos

4,3

4,3

3,8

3,4

2,9

18 a 24 anos

20,7

20,9

21,2

20,8

21,2

25 a 39 anos

42,6

42,3

41,7

41,8

42,1

40 a 59 anos

28,2

28,3

29,1

30,4

30,0

60 anos e mais

3,1

3,1

3,3

3,1

3,3

Posição no Domicílio

Chefe

42,5

42,9

42,6

42,9

42,9

Cônjuge

17,3

18,0

17,9

18,1

18,6

Filhos

30,7

29,7

30,6

29,9

30,1

Outros

9,5

9,3

9,0

9,1

8,4

Escolaridade

Analfabeto

2,9

2,7

2,5

2,2

1,9

Fundamental incompleto

47,5

46,6

44,9

40,9

38,6

Fundamental completo

17,5

17,9

18,8

20,3

20,4

Médio completo

21,4

21,9

23,1

24,9

27,3

Superior completo

10,7

10,8

10,7

11,6

11,7
Fonte:Fundação João Pinheiro (FJP), Centro de Estatística e Informações (CEI).
Convênio FJP/DIEESE/SEADE/SINE MG

A expansão de 4,5% no nível ocupacional apresentou as seguintes características por setor de atividade, entre 1999 e 2000:

1)Depois de destruir 5,6% das vagas em 1999, a indústria reverteu o movimento de retração e criou 12 mil vagas (5,2%). Porém, o nível da ocupação neste setor ainda é inferior ao de 1996. O desempenho positivo da indústria deveu-se à geração de vagas no segmento metal-mecânica (8,6%), depois de dois anos de queda; na indústria de alimentação (4,5%), nas gráficas, papel e papelão (4,5%); e no agregado "outras indústrias de transformação" (8,5%). Na indústria têxtil e na do vestuário permaneceram estáveis e na indústria química, farmacêutica e plásticos retraíram-se 2,5%;

2) na construção civil houve redução do nível ocupacional pelo segundo ano consecutivo, com 7 mil vagas a menos que 1999. Este setor, que chegou a ocupar 8,6% da força de trabalho na RMBH (1998), passou a 8,3%, em 1999 e 7,5%, em 2000;

3) o comércio, no ano de 2000, foi acrescido de 11 mil ocupações, sendo 8 mil no ramo varejista e 3 mil no atacadista;

4) o setor de serviços mantém trajetória de crescimento desde o início da pesquisa. Em 2000, foram geradas 55 mil vagas neste setor, o que em termos percentuais representou aumento de 6,7% (15,7% em relação a 1996). Este desempenho foi resultante do aumento do nível ocupacional em praticamente todos os subsetores: nos serviços de oficinas de reparação mecânica (9,5%), reparação e limpeza (3,8%), transporte e armazenagem (16,5%), especializados (22%), utilidade e administração públicas (19,1%), alimentação (17,1%), educação (9,5%), saúde (12,1%), auxiliares (23,8%) e no conjunto dos "outros serviços" (27,1%). Somente nos serviços creditícios e financeiros houve ligeira retração de 0,4%.

Por seu turno, a análise da evolução do nível ocupacional segundo posição na ocupação indica o aumento do assalariamento tanto no setor privado quanto no público. Assistiu-se à criação de 30 mil vagas para assalariados com carteira assinada no setor privado, 10 mil sem carteira assinada e 11 mil no setor público.

Houve, ao mesmo tempo, geração de 9 mil ocupações para autônomos, sendo 5 mil para aqueles que trabalham para o público em geral e 4 mil para aqueles que trabalham para uma ou mais empresas. Enquanto o contingente de empregadores foi acrescido de 5 mil pessoas, o de dono de negócio familiar permaneceu relativamente estável (com menos mil postos de trabalho).

As estimativas de empregados domésticos revelaram o decréscimo de 2 mil diaristas e aumento de 6 mil mensalistas. Convém ressaltar que em comparação a 1996, o contingente de empregados domésticos mensalistas representa acréscimo de 12 mil, enquanto o de diaristas ficou praticamente inalterado.

No que tange à distribuição dos ocupados verifica-se que a proporção de assalariados foi ligeiramente maior em 2000 do que em 1999, embora inferior à de 1996. A parcela de autônomos na RMBH reduziu-se em 2000, interrompendo a trajetória ascendente observada nos anos anteriores.

Tabela 6 - Estimativa do número dos ocupados segundo posição na ocupação e setor de atividade econômica
Região metropolitana de belo horizonte (RMBH) - 1996-2000

ESPECIFICAÇÃO

VARIAÇÃO ABSOLUTA

VARIAÇÕES RELATIVAS (%)

1996

1999

2000

00/99

00/99

00/96

Posição na Ocupação

Assalariado com carteira

601

627

656

30

4,7

9,3

Assalariado sem carteira

150

155

166

10

6,6

10,7

Assalariado no setor público

209

202

213

11

5,3

1,5

Autônomo para o público

220

258

263

5

1,9

19,4

Autônomo para empresas

69

79

82

4

4,5

19,3

Empregador

79

77

82

5

6,6

3,2

Doméstico mensalista

124

130

136

6

4,5

9,5

Doméstico diarista

29

32

30

-2

-6,0

3,8

Trabalhador familiar

14

11

13

2

19,4

-2,6

Dono de negócio familiar

11

8

7

-1

-16,4

-37,4

Outras

21

24

27

3

11,4

25,2

Setor de Atividade

Indústria

246

231

243

12

5,2

-1,4

Construção civil

125

133

126

-7

-5,6

0,2

Comércio

231

240

251

11

4,5

8,8

Serviços

758

822

877

55

6,7

15,7

Serviços domésticos

153

163

164

1

0,4

7,3

Outros

14

13

12

-1

-8,6

-14,8
Fonte:Fundação João Pinheiro (FJP), Centro de Estatística e Informações (CEI).
Convênio FJP/DIEESE/SEADE/SINE MG

A jornada média de trabalho semanal passou de 42 horas em 1999 para 43 horas em 2000. No entanto, a parcela que trabalha mais do que a jornada legal (44 horas) permaneceu praticamente inalterada em relação ao ano anterior, 44,3% em 1999 e 44,2% em 2000, resultado este, bastante inferior a 1996, 47,4%.

Na indústria, a jornada semanal média (44 horas) foi ligeiramente superior à de 1999 (43 horas) e, ao mesmo tempo, houve queda da proporção daqueles que trabalharam mais do que a jornada legal (de 49,2% em 1999 para 47,4% em 2000).

Na construção civil a jornada de trabalho permaneceu estável enquanto a proporção de pessoas que realizava horas extras caiu pelo quarto ano consecutivo (49,7% em 1999 para 46,1% em 2000).

No comércio aumentaram tanto a jornada semanal média quanto a porcentagem dos que trabalhavam acima da jornada legal. Um trabalhador do comércio trabalhava, em média, 46 horas em 1999 e 47 horas em 2000. E, 58,1% e 58,6% trabalharam mais de 44 horas em 1999 e 2000, respectivamente.

O aumento da jornada semanal média (de 39 horas em 1999 para 41 horas em 2000) e da quantidade de trabalhadores que fazia horas extras (de 33,2% em 1999 para 37,8% em 2000) foi mais intenso no setor de serviços do que nos outros setores acima.

Tabela 7 - Jornada semanal dos ocupados segundo setor de atividade econômica
Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - 1996-2000

ESPECIFICAÇÃO

1996

1999

2000

VARIAÇÕES RELATIVAS (%)

00-99

00-96

Jornada semanal dos ocupados

43

42

43

2,4

0

% que trabalha mais que a jornada legal

47,4

44,3

44,2


Jornada semanal na indústria

43

43

44

2,3

2,3

% que trabalha mais que a jornada legal na indústria

51,3

49,2

47,4

-3,7

-7,6

Jornada semanal na construção civil

44

43

43

0,0

-2,3

% que trabalha mais que a jornada legal na c.civil

60,5

49,7

46,1

-7,2

-23,8

Jornada semanal no comércio

47

46

47

2,2

0,0

% que trabalha mais que a jornada legal no comércio

58,5

58,1

58,6

0,9

0,2

Jornada semanal nos serviços

41

39

41

5,1

0,0

% que trabalha mais que a jornada legal nos serviços

38,6

33,2

37,8

13,9

-2,1
Fonte:Fundação João Pinheiro (FJP), Centro de Estatística e Informações (CEI).
Convênio FJP/DIEESE/SEADE/SINE MG

Pode-se também acompanhar a evolução da subcontratação na RMBH pela PED. Neste sentido, constata-se que esta aumentou até 1999 e apresentou pequeno decréscimo no ano de 2000 (apesar de estar em patamar mais elevado que em 1996). Em 1996, 5,7% dos assalariados do setor privado eram subcontratados, esta parcela atingiu seu pico em 1999, ano em que 6,8% dos assalariados eram subcontratados e chegou em 2000 em 6,5%.

A trajetória da subcontratação na RMBH resulta de seu aumento na indústria e principalmente nos serviços de administração e utilidade públicas e nos serviços auxiliares. Estes dois ramos do setor de serviços foram responsáveis não só pelo intenso aumento da subcontratação em 1997 e 1998 (no caso dos serviços auxiliares) como da expressiva queda em 1999 e 2000. Resta ver que, em 1997, 57,7% dos trabalhadores dos serviços de administração e utilidade públicas eram subcontratados, e foi caindo nos anos subsequentes até alcançar 31,6% dos ocupados naquele ramo. No caso dos serviços auxiliares a queda teve início no ano de 1999, sendo que o nível de subcontratação atingiu seu pico em 1998, com 46,2% dos ocupados, e em 2000 atingia 32,7%. Nos serviços de recuperação a limpeza a subcontratação passou de 49,4%, em 1996, para 48,1%, em 1998, atingindo 51,2% em 2000.



Rendimentos

Desde o início da PED/RMBH, o rendimento anual médio da população ocupada sempre diminuiu. Tendo atingido R$ 705 em 1996, apresentou variações negativas em relação ao valor médio do ano anterior, de 0,9% em 1997, 4,6% em 1998, 4,0% em 1999 e 1,1% em 2000. Neste último ano, seu valor médio (R$ 633) foi 10,2% inferior ao verificado em 1996. (Tabela 8)

Tabela 8 - Rendimento real médio dos ocupados segundo posição na ocupação e setor de atividade econômica
Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - 1996-2000

ESPECIFICAÇÃO

RENDIMENTO MÉDIO ANUAL

VARIAÇÕES RELATIVAS (%)

(EM REAIS DE NOVEMBRO DE 2000)

1996

1999

2000

00-99

00-96

Ocupados

705

640

633

-1,1

-10,2

Posição na Ocupação

Assalariados (1)

686

662

645

-2,6

-6,0

Setor Privado

577

555

547

-1,4

-5,2

Subcontratados

333

371

365

-1,6

9,6

Com Carteira

627

596

596

0,0

-4,9

Sem Carteira

363

368

330

-10,3

-9,1

Setor Público

1.067

1.058

1.017

-3,9

-4,7

Autônomo para o Público

574

468

456

-2,6

-20,6

Autônomo para Empresas

810

685

736

7,4

-9,1

Empregador

2.035

1.961

1.836

-6,4

-9,8

Doméstico Mensalista

188

205

205

0,0

9,0

Doméstico Diarista

230

203

178

-12,3

-22,6

Setor de Atividade

Indústria

739

690

688

-0,3

-6,9

Construção Civil

587

519

514

-1,0

-12,4

Comércio

705

565

563

-0,4

-20,1

Serviços

829

771

747

-3,1

-9,9

Serviços Domésticos

196

205

200

-2,4

2,0
Fonte:Fundação João Pinheiro (FJP), Centro de Estatística e Informações (CEI).
Convênio FJP/DIEESE/SEADE/SINE MG
Valores em R$ de novembro de 2000. Inflator utilizado: IPCA-BH (Ipead)

Em comparação aos decréscimos observados em 1998 e em 1999, a variação negativa do rendimento anual médio dos ocupados na RMBH em 2000 foi, portanto, menos intensa. Diversos fatores contribuíram para este resultado, dentre os quais caberia assinalar:

1)A própria estabilidade, em 2000, do rendimento anual médio de categorias com forte peso na composição da força de trabalho regional. Empregados assalariados no setor privado com carteira de trabalho assinada (rendimento anual médio de R$ 596 em 1999 e em 2000) e empregados domésticos mensalistas (rendimento anual médio de R$ 205 em 1999 e em 2000) são os principais exemplos deste argumento; e

2) A ampliação, de 1999 para 2000, do rendimento anual médio dos autônomos que trabalham para empresas (7,4%), malgrado a pequena proporção da população ocupada que se enquadra nesta categoria, causou uma pequena compensação às perdas observadas nas seguintes posições na ocupação: 10,3% entre assalariados no setor privado sem carteira assinada, 3,9% entre assalariados no setor público, 2,6% entre autônomos que trabalham diretamente para o público, 6,4% entre empregadores e 12,3% entre empregados domésticos diaristas.

Considerando o conjunto de empregados assalariados na RMBH, verificou-se que o salário anual médio de R$.645 em 2000 foi 2,6% inferior ao observado em 1999 e 6,0% inferior ao observado em 1996. (Tabela 8)

A evolução do salário anual médio em 2000 refletiu comportamentos diferenciados em grupos de assalariados distinguidos pelo tempo de permanência no emprego atual. Para aqueles com até 6 meses no emprego atual no momento da entrevista, o rendimento anual médio aumentou 2,5%. Para assalariados com mais de 6 meses até 1 ano, ao contrário, houve redução de 8,8%. Nos demais grupos também houve redução, embora menos acentuada: 4,4% para aqueles de 1 até 2 anos no emprego atual, 2,1% para aqueles de 2 até 5 anos e 3% para aqueles com mais de 5 anos no emprego atual. (Tabela 9)

O aumento verificado no salário médio daqueles que estão há menos tempo no atual emprego não alterou de forma expressiva o seu baixo patamar (R$366,00), sendo inclusive menor que o registrado em 1996 (R$370,00).

Tabela 9 - Rendimento real médio dos assalariados segundo tempo de permanência no emprego atual
Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - 1996-2000

ESPECIFICAÇÃO

RENDIMENTO MÉDIO ANUAL

VARIAÇÕES RELATIVAS (%)

(EM REAIS DE NOVEMBRO DE 2000)

1996

1999

2000

00-99

00-96

Assalariados

686

662

645

-2,6

-6,0

Tempo de Permanência

Até 6 meses

370

357

366

2,5

-1,1

De 6 meses até 1 ano

433

453

413

-8,8

-4,6

De 1 até 2 anos

532

495

473

-4,4

-11,1

De 2 até 5 anos

683

607

594

-2,1

-13,0

Mais de 5 anos

1.115

1.098

1.065

-3,0

-4,5
Fonte:Fundação João Pinheiro (FJP), Centro de Estatística e Informações (CEI).
Convênio FJP/DIEESE/SEADE/SINE MG
Valores em R$ de novembro de 2000. Inflator utilizado: IPCA-BH (Ipead)

Por setor de atividade econômica, verificou-se que o rendimento anual médio permaneceu praticamente inalterado em 2000, com pequenas variações negativas, para o conjunto de ocupados na indústria (- 0,3%) e no comércio (- 0,4%). Na construção civil, houve diminuição de 1,0%. As maiores retrações ocorreram nos serviços domésticos (- 2,4%) e nos serviços (- 3,1%).

A relativa estabilidade do rendimento anual médio na indústria, entretanto, esconde variações bastante acentuadas em determinados subsetores: variações positivas de 24,9% no grupo de indústrias gráficas, do papel e do papelão, 20,5% na indústria extrativa mineral e 13,6% no conjunto "outras indústrias de transformação"; variações negativas de 14,3% nas indústrias da alimentação e de 9,5% no complexo metal-mecânico.

No comércio, vale destacar que houve aumento do rendimento anual médio nos ramos de comércio atacadista (+6,6%), mais do que compensado pela redução nos ramos do comércio de varejo (-2,6%) que ocupam número proporcionalmente maior de pessoas.

Também nos serviços, variações bem mais expressivas no rendimento anual médio foram verificadas em determinados subsetores: destacaram-se variações positivas de 18,5% nos serviços auxiliares e de 6,0% nos serviços de alimentação; e variações negativas de 17,7% nas oficinas de reparação mecânica, de 9,0% nos serviços de saúde, de 8,6% nos serviços de utilidade e de administração públicas, e de 8,0% no agregado "outros serviços".

Considerando a evolução do rendimento anual médio apenas no subconjunto de empregados assalariados no setor privado, verificou-se que o salário anual real de R$ 547 em 2000 foi 1,4% menor que o de 1999 e 5,2% menor que o de 1996. (Tabela 8)

Este resultado refletiu comportamentos diferenciados segundo o tamanho das empresas no setor privado. Houve aumento do rendimento anual médio em 2000 para trabalhadores naquelas com 50 a 99 empregados (+6,2%) e diminuição nos demais segmentos: de 4,6% naquelas com até 5 empregados, de 2,9% naquelas com 6 até 49 empregados, de 2,5% naquelas com 100 a 499 empregados e de 3,4% naquelas com 500 empregados ou mais. (Tabela 10)

Vale também notar que, para os assalariados no setor privado, o rendimento anual médio de empregados subcontratados (R$ 365) em 2000 foi 1,6% menor que o de 1999, mas 9,6% mais elevado que o registrado em 1996. (Tabela 8)

Tabela 10 - Rendimento real médio dos assalariados no setor privado segundo tamanho da empresa
Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - 1996-2000

ESPECIFICAÇÃO

RENDIMENTO MÉDIO ANUAL

VARIAÇÕES RELATIVAS(%)

(EM REAIS DE NOVEMBRO DE 2000)

1996

1999

2000

00-99

00-96

Assalariados no setor privado

577

555

547

-1,4

-5,2

Tamanho de Empresa

De 1 a 5 empregados

313

307

293

-4,6

-6,4

De 6 a 49 empregados

482

450

437

-2,9

-9,3

De 50 a 99 empregados

618

595

632

6,2

2,3

De 100 a 499 empregados

711

687

670

-2,5

-5,8

500 empregados ou mais

911

912

881

-3,4

-3,3

Fonte: Fundação João Pinheiro (FJP), Centro de Estatística e Informações (CEI).
Convênio FJP/DIEESE/SEADE/SINE MG
Valores em R$ de novembro de 2000. Inflator utilizado: IPCA-BH (Ipead)

Finalmente, quanto à apropriação da massa de rendimentos da população ocupada na RMBH, não foram verificadas mudanças consideráveis em 2000. A parcela da massa de rendimentos apropriada pelos 50% ocupados com menores rendimentos permaneceu praticamente estável, alterando-se de 16,1% em 1999 para 16,2% em 2000. Já os 10% ocupados com rendimentos mais elevados apropriaram-se de 43,3% da massa de rendimentos em 1999 e de 43,5% em 2000. Em 1996, os 50% de ocupados mais pobres se apropriaram de 15,0% da massa de rendimentos, e os 10% mais ricos, de 43,9% (Tabela 11).

Tabela 11 - Proporção da massa de rendimentos reais dos ocupados apropriada segundo decis da população
Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - 1996-2000

DECIS

ANO

1996

1997

1998

1999

2000

Grupo 1

1,2

1,4

1,4

1,5

1,4

Grupo 2

2,4

2,2

2,3

2,4

2,5

Grupo 3

3,0

3,0

3,2

3,2

3,2

Grupo 4

3,7

3,8

4,0

4,1

4,2

Grupo 5

4,7

4,9

4,9

4,9

4,9

50% com menores rendimentos

15,0

15,3

15,5

16,1

16,2

Grupo 6

5,9

6,2

6,1

6,0

6,0

Grupo 7

7,7

7,7

7,9

8,2

7,8

Grupo 8

10,8

10,7

10,6

10,2

10,6

Grupo 9

16,7

16,6

16,3

16,2

15,9

Grupo 10 (10% com maiores rendimentos)

43,9

43,5

43,2

43,3

43,5

Fonte: Fundação João Pinheiro (FJP), Centro de Estatística e Informações (CEI).
Convênio FJP/DIEESE/SEADE/SINE MG
Valores em R$ de novembro de 2000. Inflator utilizado: IPCA-BH (Ipead)




DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Económicos