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FEIJÃO E TOMATE PRESSIONAM O CUSTO DA CESTA BÁSICA
Em abril, os preços dos alimentos subiram em todas as dezesseis capitais nas quais o DIEESE realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. O custo da cesta básica teve maior alta na região Nordeste: Aracaju (10,48%), Natal (8,83%), João Pessoa (7,40%) e Recife (7,22%). A pesquisa registrou menor aumento do custo da cesta no Rio de Janeiro (1,08%) e em Brasília (2,59%).
O levantamento do custo dos gêneros de primeira necessidade baseia-se na composição dos principais grupos alimentícios definidos pelo decreto-lei 399, de 30 de abril de 1938 - única legislação sobre o assunto em vigor no país -, que prevê os produtos e as quantidades ideais que um trabalhador deve consumir por mês para se reproduzir como força de trabalho. Na região Centro-Sul são pesquisados treze itens, enquanto no Norte e Nordeste são coletados os preços de doze produtos. Com essa pesquisa, o DIEESE também acompanha o poder de compra do salário mínimo e calcula a jornada de trabalho necessária para a aquisição do conjunto de alimentos essenciais.
A exemplo do que vem ocorrendo desde novembro de 1997, o maior valor para o conjunto de produtos essenciais foi apurado em Curitiba, com R$ 109,07. Em São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro, o valor da cesta também superou R$ 100,00, totalizando, respectivamente, R$ 106,30, R$ 102,42 e R$ 101,44. Os menores valores foram apurados em Salvador (R$ 82,44) e Goiânia (R$ 84,95).
Todas as capitais pesquisadas acumulam no ano de 1998 variações positivas, com destaque para João Pessoa (24,30%), Aracaju (23,13%), Fortaleza (20,58%) e Natal (20,58%). As menores taxas foram registradas em Porto Alegre (6,09%) e Vitória (6,39%).
Como permaneceu com o maior custo entre as dezesseis capitais, a cesta básica apurada em Curitiba serviu de referência para o cálculo do salário mínimo necessário à manutenção dos gastos de uma família composta de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças). Em abril, o valor mínimo estimado pelo DIEESE para atender às necessidades básicas com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e Previdência Social alcançou R$ 916,30. Este valor é 7,64 vezes maior que os R$ 120,00 vigentes desde 1( de maio de 1997.
Desembolso
O gasto na aquisição da cesta básica pelo trabalhador que ganha salário mínimo aumentou em abril e se mantém elevado em todas as capitais pesquisadas, comprometendo bem mais da metade de seu rendimento líquido.
Em abril, na média das dezesseis capitais, o trabalhador comprometeria 84,97% do salário mínimo líquido (R$ 110,40, após o desconto de 8% para a Previdência Social) apenas para adquirir a cesta básica, percentual acima dos 80,98% apurados no mês anterior. Há um ano, quando o mínimo estava fixado em R$112,00, o comprometimento foi similar ao verificado agora, ou melhor, 84,98% de sua renda líquida (R$ 103,04).
Este mesmo trabalhador precisaria trabalhar um pouco mais para comprar a cesta básica. Em abril, na média das dezesseis capitais, a jornada necessária calculada pelo DIEESE (considerando o salário bruto de R$ 120,00) totalizou 172 horas, contra as 164 horas de março. Há um ano, o tempo de trabalho necessário equivalia, também, a 172 horas.
Variações por produto
O tomate e o feijão foram os produtos que mais pressionaram os preços em abril. O tomate apresentou altas acentuadas em todas as capitais pesquisadas, tendência igual à apurada no mês anterior. Os aumentos mais expressivos foram registrados em: Florianópolis (55,95%), Curitiba (46,49%) e Recife (35,19%). A menor taxa foi verificada em Fortaleza (7,95%).
A seca no Nordeste levou à perda de quase toda a produção da safra de feijão de Irecê, na Bahia. Este fato, somado ao excesso de chuva no Paraná, levou a uma oferta insuficiente de feijão no mercado interno, sendo necessária a importação deste produto de países como o Chile e a Argentina, a preços muito superiores aos praticados aqui no Brasil.
Com isso, a pesquisa do DIEESE vem constatando, desde de fevereiro deste ano, uma alta nos preços do feijão carioquinha em todas as capitais em que ele é pesquisado (São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia e todas as cidades do Norte e Nordeste). No mês de abril, todas estas cidades mostraram altas que variaram de 70,63%, em Aracaju, a 7,72% em Belém.
Em relação ao feijão preto, pesquisado nas demais capitais, o comportamento de preços também foi de alta. Apenas em Florianópolis o preço do produto caiu (-2,08%), e nas demais cidades as altas variaram entre 14,21% (Brasília) e 3,91% (Vitória).
A batata, que é pesquisada somente na região Centro-Sul, mostrou um comportamento diferenciado: em São Paulo, seu preço se manteve estável. Brasília (-6,54%), Vitória (-1,41%) e Goiânia (-0,92%) apresentaram recuo em seus preços, em relação a março. As altas aconteceram em Florianópolis (18,48%), Curitiba (4,76%), Rio de Janeiro (4,39%), Belo Horizonte (1,85%) e Porto Alegre (1,49%).
No caso da carne, produto que tem maior peso na composição da cesta, a pesquisa registrou queda de preço em onze das dezesseis cidades onde o DIEESE realiza a coleta de dados. As maiores retrações ocorreram em: Belo Horizonte (-3,20%), Curitiba (-3,12%) e Brasília (-3,06%). As altas ocorreram em Porto Alegre (2,06%), Aracaju (1,66%) e Natal (0,64%). No Rio de Janeiro e em Vitória, o preço da carne se manteve estável.
Nove capitais apresentaram queda nos preços do arroz tipo 2. Destacam-se as taxas de Curitiba (-3,49%) e Vitória (-3,19%). Em Belo Horizonte e Belém, os preços se mantiveram estáveis, e as altas foram apuradas em Salvador (4,69%), João Pessoa (2,37%), Aracaju (1,89%) e Recife (0,90%).
O açúcar (refinado e cristal), que desde fevereiro vem registrando alta na maioria das capitais, repete este comportamento em abril. Apenas em Curitiba (-1,82%) foi verificada uma variação negativa. Em Porto Alegre e Fortaleza, o preço deste produto se manteve estável. Nas demais cidades, as altas variaram entre 8,20% (taxa esta apurada em Brasília) e 1,45% ( registrada em João Pessoa).
Custo e variação da cesta básica em dezesseis capitais - Abril de 1998
| Capital | Valor da cesta básica (R$) | Variação mensal (%) | Porcentagem do salário mínimo líquido | Tempo de trabalho | Variação acumulada no ano
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| Curitiba
| 109,07 | 5,35 | 98,80 | 199h 58min | 9,45
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| São Paulo
| 106,30 | 4,25 | 96,29 | 194h 53min | 8,12
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| Porto Alegre
| 102,42 | 2,90 | 92,77 | 187h 46min | 6,09
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| Rio de Janeiro
| 101,44 | 1,08 | 91,88 | 185h 58min | 6,68
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| Belo Horizonte
| 97,65 | 3,02 | 88,45 | 179h 02min | 6,92
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| Florianópolis
| 97,44 | 6,11 | 88,26 | 178h 38min | 6,99
|
| Brasília
| 94,15 | 2,59 | 85,28 | 172h 37min | 6,84
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| Natal
| 93,69 | 8,83 | 84,86 | 171h 46min | 20,58
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| Aracaju
| 92,43 | 10,48 | 83,72 | 169h 27min | 23,13
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| Vitória
| 89,91 | 3,93 | 81,44 | 164h 50min | 6,39
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| Fortaleza
| 88,58 | 5,09 | 80,24 | 162h 24min | 20,58
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| Belém
| 87,60 | 2,68 | 79,35 | 160h 36min | 8,34
|
| João Pessoa
| 87,06 | 7,40 | 78,86 | 159h 37min | 24,30
|
| Recife
| 85,86 | 7,22 | 77,77 | 157h 25min | 14,28
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| Goiânia
| 84,95 | 3,98 | 76,95 | 155h 45min | 9,50
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| Salvador
| 82,44 | 5,79 | 74,67 | 151h 08min | 15,06
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Fonte: Pesquisa Nacional da Cesta Básica - DIEESE.
Tabelas da Cesta Básica Nacional
Quanto se trabalha para comer em
Região Centro-Oeste
Brasília
Goiânia
Região Centro-Oeste
Belo Horizonte
Rio de Janeiro
São Paulo
Vitória
Região Sul
Curitiba
Florianópolis
Porto Alegre
Regiões Norte e Nordeste
Aracaju
Belém
Fortaleza
João Pessoa
Natal
Recife
Salvador
Ração Essencial Preços Médios em abril de 1998 (em R$)
| Produtos | Centro-Oeste | Sudeste | Sul | Norte/Nordeste
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| Brasília | Goiânia | Belo Horizonte | Rio de Janeiro | São Paulo | Vitória | Curitiba | Floria- nópolis | Porto Alegre | Aracaju | Belém | Fortaleza | João Pessoa | Natal | Recife | Salvador
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| Carne | 4,12 | 3,80 | 4,23 | 3,96 | 4,51 | 4,20 | 4,37 | 4,48 | 4,44 | 4,22 | 3,42 | 4,10 | 4,23 | 4,54 | 4,13 | 4,00
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| Leite | 0,68 | 0,57 | 0,79 | 0,75 | 0,80 | 0,68 | 0,76 | 0,67 | 0,67 | 0,71 | 0,83 | 0,80 | 0,78 | 0,79 | 0,82 | 0,76
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| Feijáo | 2,00 | 1,58 | 1,44 | 1,78 | 1,78 | 1,89 | 1,67 | 1,88 | 1,68 | 1,91 | 1,27 | 1,80 | 1,45 | 1,42 | 1,37 | 1,35
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| Arroz | 0,80 | 0,91 | 0,72 | 0,86 | 0,82 | 0,91 | 0,83 | 0,88 | 0,75 | 1,05 | 0,91 | 0,90 | 0,96 | 0,96 | 0,94 | 0,93
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| Farinha de trigo 1 | 0,68 | 0,70 | 0,61 | 0,63 | 0,71 | 0,69 | 0,48 | 0,67 | 0,56 | 0,76 | 0,90 | 0,66 | 1,01 | 0,86 | 0,86 | 0,68
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| Batata 2 | 1,00 | 1,08 | 1,10 | 1,19 | 1,26 | 0,70 | 1,32 | 1,09 | 1,36 | - | - | - | - | - | - | -
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| Tomate | 1,15 | 1,16 | 1,35 | 1,83 | 1,75 | 1,24 | 1,67 | 1,31 | 1,58 | 1,67 | 1,57 | 1,63 | 1,54 | 1,88 | 1,46 | 1,26
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| Pão | 2,10 | 1,91 | 2,59 | 2,72 | 2,41 | 2,40 | 2,20 | 2,34 | 2,58 | 1,94 | 2,50 | 2,31 | 1,80 | 1,75 | 2,09 | 2,01
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| Café | 7,06 | 7,16 | 6,22 | 6,70 | 7,81 | 6,12 | 8,12 | 6,95 | 6,11 | 6,77 | 7,06 | 6,96 | 6,92 | 7,77 | 8,20 | 8,45
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| Banana | 1,44 | 0,77 | 1,34 | 1,20 | 1,20 | 0,90 | 1,93 | 0,68 | 1,04 | 1,60 | 1,77 | 1,14 | 1,47 | 1,74 | 1,28 | 1,36
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| Açúcar | 0,66 | 0,53 | 0,65 | 0,59 | 0,61 | 0,61 | 0,54 | 0,60 | 0,62 | 0,59 | 0,65 | 0,62 | 0,70 | 0,67 | 0,60 | 0,59
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| Óleo | 1,15 | 1,18 | 1,13 | 1,19 | 1,22 | 1,19 | 1,16 | 1,26 | 1,12 | 1,40 | 1,49 | 1,48 | 1,44 | 1,42 | 1,27 | 1,20
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| Manteiga | 6,38 | 7,66 | 7,51 | 6,13 | 9,59 | 5,50 | 7,05 | 7,70 | 6,55 | 7,52 | 3,80 | 6,15 | 5,85 | 5,63 | 6,70 | 7,36
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| Gasto Mensal | 94,15 | 84,95 | 97,65 | 101,44 | 106,30 | 89,91 | 109,07 | 97,44 | 102,42 | 92,43 | 87,60 | 88,58 | 87,06 | 93,69 | 85,86 | 82,44
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| Tempo de trabalho | 172h 37min | 155h 45min | 179h 02min | 185h 58min | 194h 53min | 164h 50min | 199h 58min | 178h 38min | 187h 46min | 169h 27min | 160h 36min | 162h 24min | 159h 37min | 171h 46min | 157h 25min | 151h 08min
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Cidade
mais cara | 7ª | 15ª | 5ª | 4ª | 2ª | 10ª | 1ª | 6ª | 3ª | 9ª | 12ª | 11ª | 13ª | 8ª | 14ª | 16ª
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(1)Farinha de mandioca no Nordeste; farinha de trigo nas demais Regiões. (2)Ração do Nordeste não prevê consumo de batata. Os preços médios da Ração Essencial referem-se a 1 quilo, 1 litro e 1 dúzia, exceto no caso do óleo (900ml). No mês de abril de 1998, o salário mínimo em todas as cidades pesquisadas valia R$ 120,00.
Salário mínimo nominal e necessário
Abril de 1996 a abril de 1998
| Período | Salário mínimo nominal | Salário mínimo necessário
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| 1996
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| Abril | R$ 100,00 | R$ 775,26
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| Maio | R$ 112,00 | R$ 801,95
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| Junho | R$ 112,00 | R$ 803,28
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| Julho | R$ 112,00 | R$823,21 (1)
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| Agosto | R$ 112,00 | R$ 817,08
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| Setembro | R$ 112,00 | R$ 814,39
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| Outubro | R$ 112,00 | R$ 809,44
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| Novembro | R$ 112,00 | R$ 794,40
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| Dezembro | R$ 112,00 | R$ 778,27
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| 1997
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| Janeiro | R$ 112,00 | R$ 774,40
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| Fevereiro | R$ 112,00 | R$ 787,93
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| Março | R$ 112,00 | R$ 849,51
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| Abril | R$ 112,00 | R$ 863,71
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| Maio | R$ 120,00 | R$ 820,86
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| Junho | R$ 120,00 | R$ 790,11
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| Julho | R$ 120,00 | R$ 770,37
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| Agosto | R$ 120,00 | R$ 768,36
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| Setembro | R$ 120,00 | R$ 776,42
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| Outubro | R$ 120,00 | R$ 789,69
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| Novembro | R$ 120,00 | R$ 802,13
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| Dezembro | R$ 120,00 | R$ 837,16
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| 1998
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| Janeiro | R$ 120,00 | R$ 864,88
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| Fevereiro | R$ 120,00 | R$ 854,55
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| Março | R$ 120,00 | R$ 869,76
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| Abril | R$ 120,00 | R$ 916,30
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Salário mínimo nominal: salário mínimo vigente.
Salário mínimo necessário: Salário mínimo de acordo com o preceito constitucional "salário mínimo fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, reajustado periodicamente, de modo a preservar o poder aquisitivo, vedada sua vinculação para qualquer fim" (Constituição da República Federativa do Brasil, capítulo II, Dos Direitos Sociais, artigo 7°;, inciso IV). Foi considerado em cada Mês o maior valor da ração essencial das localidades pesquisadas. A família considerada é de dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto. Ponderando-se o gasto familiar, chegamos ao salário mínimo necessário.
(1) Utilizando a nova ponderação para o item Alimentação, para o 1°; tercil, obtido com a realização da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 1994/95.
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