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CUSTO DA CESTA BÁSICA TEM FORTES QUEDAS EM TODAS AS CAPITAIS
A Pesquisa Nacional da Cesta Básica apurou, em julho, queda de preço no conjunto dos gêneros de primeira necessidade em todas as dezesseis capitais em que o DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos - realiza o levantamento. Os menores recuos foram apurados em Porto Alegre (-1,70%) e Aracaju (-2,83%), e os maiores em Recife (-9,55%), Fortaleza (-8,27%) e Vitória (-7,41%). A última vez em que o custo da cesta caiu em todas as localidades foi há um ano, em julho de 1997.
Com esse comportamento, apenas duas capitais mantiveram o valor da cesta - conforme determinada pelo decreto-lei 399, de 30 de abril de 1938 - acima de R$ 100,00: São Paulo (R$ 105,08), a cidade com a cesta mais cara pelo terceiro mês consecutivo, e Porto Alegre (R$ 102,59). Em maio, o mesmo patamar foi verificado em seis cidades, e em junho, em quatro. Os menores custos foram apurados em Recife (R$ 83,88) e Goiânia (R$ 84,39).
Tomando por base o preceito constitucional relativo ao salário mínimo - atender às necessidades básicas com alimentação, moradia, vestuário, saúde etc. do trabalhador e de sua família -, e considerando uma família composta por casal e dois filhos menores, o DIEESE estima o valor do salário mínimo necessário. Como o salário mínimo é nacionalmente unificado, considera-se, para efeito de cálculo, o custo mais elevado da cesta, ou seja, R$ 105,08, verificado em São Paulo. Assim, o valor do salário mínimo necessário, isto é, a renda que permitiria uma vida digna a uma família, deveria ser de R$ 882,78, 6,8 vezes o mínimo vigente de R$ 130,00.
Comportamento dos preços
Tomate, feijão e batata (cujo preço só é levantado na região Centro-Sul) registraram queda em seus preços em todas as capitais pesquisadas. O tomate, que freqüentemente apresenta oscilações, apresentou as mais expressivas retrações em Vitória (-37,01%), Recife (-30,15%), Fortaleza (-29,70%), Curitiba (-29,58%) e Goiânia (-28,45%), e as menores reduções ocorreram em Belo Horizonte (-7,77%) e Salvador (-8,20%).
O recuo de preços do feijão verificou-se tanto nas regiões em que o DIEESE acompanha o feijão de cores (Norte e Nordeste, São Paulo, Belo Horizonte e Goiânia) quanto naquelas em que é apurado o preço do feijão preto (região Sul, Rio de Janeiro, Vitória e Brasília). No primeiro caso, as quedas mais significativas foram registradas em Belo Horizonte (-30,28%), Recife (-27,58%) e São Paulo (-21,48%), e as menos expressivas ocorreram em Fortaleza (-3,26%) e Natal (-4,41%). Já a maior retração entre as capitais em que é levantado o preço do feijão preto deu-se em Vitória (-24,90%), e a menor no Rio de Janeiro (-4,44%).
As reduções no preço da batata variaram entre -1,14%, registrada em Florianópolis, e -11,43%, verificada em Curitiba.
O preço do óleo de soja apresentou queda em treze capitais, com destaque para os comportamentos apurados em Aracaju (-6,76%), Brasília (-5,93%) e Porto Alegre (-5,00%). Em duas cidades, os preços do óleo permaneceram estáveis - Curitiba e Recife -, e a única alta ocorreu em Belém (0,70%).
Também ocorreram quedas generalizadas nos preços do café (comportamento apurado em onze capitais) e açúcar (com retração em dez localidades). Para a banana e o pão francês foram apurados recuos em oito cidades, enquanto este último produto ainda apresentou estabilidade em quatro.
A manteiga foi o produto cujo preço caiu em menor número de capitais (seis). Mesmo assim, teve aumento expressivo em três: Natal (25,18%), João Pessoa (19,48%) e Brasília (9,76%).
Situação pior
Apesar da queda generalizada no preço do conjunto de produtos alimentícios básicos, em julho, a situação do trabalhador que ganha salário mínimo ainda é pior que em comparação com igual mês no ano passado. Em julho último, o trabalhador que ganhava salário mínimo necessitou gastar - na média das dezesseis capitais - 77,18% de seu rendimento líquido (R$ 119,60, após o desconto da parcela referente à Previdência Social) para adquirir os gêneros básicos. No mesmo mês de 1997, essa relação era menor: 70,62%.
Comparação semelhante pode ser feita considerando-se, para o mesmo trabalhador, a jornada de trabalho necessária para a aquisição da cesta básica, caso em que o DIEESE considera o rendimento bruto. Em julho de 1998, foi necessário trabalhar 156 horas e 16 minutos, enquanto no mesmo mês de 1997 a jornada era menor: 142 horas e 55 minutos.
Essa situação ocorre porque enquanto o salário mínimo foi reajustado, em maio último, em 8,33% (passando de R$ 120,00 para R$ 130,00), a cesta básica teve aumentos anuais superiores a este patamar em praticamente todas as capitais pesquisadas. As maiores variações anuais ocorreram nas capitais do Norte/Nordeste: Natal, com alta de 39,76%; João Pessoa, 31,16%; Aracaju, 27,43%; Fortaleza, 26,55%; Salvador, 24,09%; Belém, 21,06%. Apenas em Recife a alta foi menor, com 11,40%. A única capital em que a elevação do preço da ração essencial mínima foi inferior ao reajuste do salário mínimo foi Brasília (8,23%).
Em Curitiba, a variação em doze meses também ficou abaixo de 10% (9,54%). Tal situação foi determinada pelo comportamento dos preços neste ano, uma vez que é a única capital a registrar uma variação acumulada negativa entre janeiro e julho (-4,86%). O maior aumento, neste ano, deu-se em João Pessoa (28,34%).
Tabelas da Cesta Básica Nacional
Quanto se trabalha para comer em
Região Centro-Oeste
Brasília
Goiânia
Região Centro-Oeste
Belo Horizonte
Rio de Janeiro
São Paulo
Vitória
Região Sul
Curitiba
Florianópolis
Porto Alegre
Regiões Norte e Nordeste
Aracaju
Belém
Fortaleza
João Pessoa
Natal
Recife
Salvador
Custo e variação da cesta básica em dezesseis capitais - Julho de 1998
| Capital
| Valor da cesta básica (R$) | Variação mensal (%) | Porcentagem do salário mínimo líquido
| Tempo de Trabalho | Variação acumulada no ano
|
| São Paulo
| 105,08 | -5,73 | 87,86 | 177h 50min | 6,88
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| Porto Alegre
| 102,59 | -1,70 | 85,78 | 173h 37min | 6,27
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| Natal
| 98,03 | -3,39 | 81,96 | 165h 54min | 26,12
|
| Rio de Janeiro
| 96,92 | -3,91 | 81,04 | 164h 01min | 1,92
|
| Curitiba
| 94,81 | -6,59 | 79,27 | 160h 27min | -4,86
|
| Florianópolis
| 94,28 | -4,26 | 78,83 | 159h 33min | 3,52
|
| Belo Horizonte
| 93,16 | -6,64 | 77,89 | 157h 39min | 2,00
|
| Brasília
| 92,48 | -5,57 | 77,32 | 156h 30min | 4,95
|
| Aracaju
| 91,14 | -2,83 | 76,20 | 154h 14min | 21,41
|
| João Pessoa
| 89,89 | -3,81 | 75,16 | 152h 07min | 28,34
|
| Belém
| 88,35 | -3,94 | 73,87 | 149h 31min | 9,26
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| Fortaleza
| 87,08 | -8,27 | 72,81 | 147h 22min | 18,54
|
| Vitória
| 86,93 | -7,41 | 72,68 | 147h 07min | 2,86
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| Salvador
| 86,86 | -3,11 | 72,63 | 147h 00min | 21,23
|
| Goiânia
| 84,39 | -5,87 | 70,56 | 142h 49min | 8,78
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| Recife
| 83,88 | -9,55 | 70,13 | 141h 57min | 11,65
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Fonte: Pesquisa Nacional da Cesta Básica - DIEESE.
Ração Essencial Preços Médios em julho de 1998 (em R$)
| Produtos | Centro-Oeste | Sudeste | Sul | Norte/Nordeste
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| Brasília | Goiânia | Belo Horizonte | Rio de Janeiro | São Paulo | Vitória | Curitiba | Floria- nópolis | Porto Alegre | Aracaju | Belém | Fortaleza | João Pessoa | Natal | Recife | Salvador
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| Carne | 4,07 | 3,86 | 4,07 | 3,94 | 4,43 | 3,98 | 4,46 | 4,64 | 4,76 | 4,58 | 3,45 | 4,00 | 4,29 | 4,52 | 4,13 | 3,93
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| Leite | 0,67 | 0,58 | 0,77 | 0,83 | 0,80 | 0,75 | 0,73 | 0,69 | 0,71 | 0,77 | 0,78 | 0,80 | 0,85 | 0,79 | 0,85 | 0,76
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| Feijáo | 2,24 | 2,20 | 1,98 | 1,91 | 2,59 | 2,11 | 2,05 | 2,28 | 1,77 | 2,23 | 2,39 | 2,70 | 2,54 | 2,60 | 1,92 | 2,30
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| Arroz | 1,01 | 1,00 | 0,91 | 1,08 | 1,02 | 1,17 | 1,07 | 1,09 | 0,91 | 1,20 | 1,10 | 1,07 | 1,13 | 1,19 | 1,15 | 1,15
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| Farinha de trigo 1 | 0,62 | 0,68 | 0,61 | 0,64 | 0,72 | 0,67 | 0,54 | 0,68 | 0,61 | 0,80 | 0,87 | 0,79 | 1,05 | 0,85 | 0,95 | 0,77
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| Batata 2 | 0,90 | 0,94 | 0,94 | 0,94 | 1,14 | 0,57 | 0,93 | 0,87 | 1,08 | - | - | - | - | - | - | -
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| Tomate | 0,97 | 0,83 | 0,95 | 1,33 | 1,38 | 0,80 | 1,00 | 0,78 | 1,38 | 1,18 | 1,30 | 1,16 | 0,99 | 1,47 | 0,95 | 1,12
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| Pão | 2,09 | 1,92 | 2,58 | 2,79 | 2,43 | 2,60 | 2,00 | 2,26 | 2,46 | 1,92 | 2,50 | 2,20 | 1,80 | 1,78 | 2,09 | 2,00
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| Café | 6,59 | 6,85 | 5,56 | 5,44 | 6,58 | 5,37 | 7,46 | 6,34 | 6,11 | 6,65 | 6,58 | 6,01 | 6,88 | 6,68 | 7,00 | 8,00
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| Banana | 1,34 | 0,74 | 1,23 | 1,15 | 1,14 | 0,80 | 0,92 | 0,66 | 1,10 | 1,69 | 1,55 | 1,16 | 1,80 | 2,04 | 1,33 | 1,44
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| Açúcar | 0,72 | 0,44 | 0,61 | 0,59 | 0,60 | 0,58 | 0,50 | 0,60 | 0,60 | 0,61 | 0,64 | 0,61 | 0,71 | 0,71 | 0,63 | 0,61
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| Óleo | 1,11 | 1,14 | 1,16 | 1,15 | 1,22 | 1,16 | 1,17 | 1,28 | 1,11 | 1,38 | 1,44 | 1,43 | 1,43 | 1,40 | 1,25 | 1,24
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| Manteiga | 6,73 | 8,28 | 6,89 | 6,79 | 9,79 | 6,75 | 7,70 | 8,05 | 7,35 | 7,44 | 4,33 | 6,70 | 6,70 | 7,03 | 7,20 | 8,13
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| Gasto Mensal | 92,48 | 84,39 | 93,16 | 96,92 | 105,08 | 86,93 | 94,81 | 94,28 | 102,59 | 91,14 | 88,35 | 87,08 | 89,89 | 98,03 | 83,88 | 86,86
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| Tempo de trabalho | 156h 30min | 142h 49min | 157h 39min | 164h 1min | 177h 50min | 147h 7min | 160h 27min | 159h 33min | 173h 37min | 154h 14min | 149h 31min | 147h 22min | 152h 7min | 165h 54min | 141h 57min | 146h 60min
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Cidade
mais cara | 8º | 15º | 7º | 4º | 1º | 13º | 5º | 6º | 2º | 9º | 11º | 12º | 10º | 3º | 16º | 14º
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(1)Farinha de mandioca no Nordeste; farinha de trigonas demais Regiões. (2)Ração do Nordeste não prevê consumo de batata. Os preços médios da Ração Essencial referem-se a 1 quilo, 1 litro e 1 dúzia, exceto no caso do óleo (900ml). No mês de julho de 1998, o salário mínimo em todas as cidades pesquisadas valia R$ 130,00.
Salário mínimo nominal e necessário
Julho de 1996 a julho de 1998
| Período | Salário mínimo nominal | Salário mínimo necessário
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| 1996
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| Julho | R$ 112,00 | R$823,21 (1)
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| Agosto | R$ 112,00 | R$ 817,08
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| Setembro | R$ 112,00 | R$ 814,39
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| Outubro | R$ 112,00 | R$ 809,44
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| Novembro | R$ 112,00 | R$ 794,40
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| Dezembro | R$ 112,00 | R$ 778,27
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| 1997
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| Janeiro | R$ 112,00 | R$ 774,40
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| Fevereiro | R$ 112,00 | R$ 787,93
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| Março | R$ 112,00 | R$ 849,51
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| Abril | R$ 112,00 | R$ 863,71
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| Maio | R$ 120,00 | R$ 820,86
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| Junho | R$ 120,00 | R$ 790,11
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| Julho | R$ 120,00 | R$ 770,37
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| Agosto | R$ 120,00 | R$ 768,36
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| Setembro | R$ 120,00 | R$ 776,42
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| Outubro | R$ 120,00 | R$ 789,69
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| Novembro | R$ 120,00 | R$ 802,13
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| Dezembro | R$ 120,00 | R$ 837,16
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| 1998
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| Janeiro | R$ 120,00 | R$ 864,88
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| Fevereiro | R$ 120,00 | R$ 854,55
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| Março | R$ 120,00 | R$ 869,76
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| Abril | R$ 120,00 | R$ 916,30
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| Maio | R$ 130,00 | R$ 942,09
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| Junho | R$ 130,00 | R$ 936,46
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| Julho | R$ 130,00 | R$ 882,78
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Salário mínimo nominal: salário mínimo vigente.
Salário mínimo necessário: Salário mínimo de acordo com o preceito constitucional "salário mínimo fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, reajustado periodicamente, de modo a preservar o poder aquisitivo, vedada sua vinculação para qualquer fim" (Constituição da República Federativa do Brasil, capítulo II, Dos Direitos Sociais, artigo 7°;, inciso IV). Foi considerado em cada Mês o maior valor da ração essencial das localidades pesquisadas. A família considerada é de dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto. Ponderando-se o gasto familiar, chegamos ao salário mínimo necessário.
(1) Utilizando a nova ponderação para o item Alimentação, para o 1°; tercil, obtido com a realização da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 1994/95.
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