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DIEESE - Mercado de Trabalho - Maio/98
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DESEMPREGO AUMENTA MAIS UM POUCO

O desemprego voltou a crescer em todas as regiões cujos dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pelo convênio DIEESE e Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), em parceria com instituições e governos estaduais, para março foram divulgados (apenas para a Grande Salvador 1 os números não foram divulgados até maio). O crescimento mais expressivo (5,8%), ocorreu na região metropolitana de Porto Alegre (RMPA) 2 e o menor (1,0%), no Distrito Federal 3 . A região de Brasília - que divulgou simultaneamente os dados referentes a fevereiro e março - foi a única a registrar desempenho positivo, no período, para o nível de ocupação. O balanço final para fevereiro - que não pode ser feito na edição anterior deste Boletim por não estarem disponíveis os dados do Distrito Federal e da Grande Salvador - também indica o aumento do desemprego nas seis regiões pesquisadas, com o total de desempregados passando de 2.602.300, em janeiro, para 2.722.000, em fevereiro.


O crescimento do desemprego, em março, foi determinado tanto pelo aumento da população economicamente ativa (PEA), registrado em todas as regiões pesquisadas, quanto pela redução no total de empregos, só não verificada no Distrito Federal. O maior incremento da PEA verificou-se na região metropolitana de Recife (RMR) 4 , chegando a 0,9%, enquanto o menor ocorreu na Grande Belo Horizonte 5 , com 0,2% (quadro 1). Já em fevereiro, o conjunto da PEA atingiu 15.554.100 pessoas, contra 15.501.400 em janeiro. Nestas duas regiões, a PEA reduziu-se em fevereiro: -0,3% e -0,1%, respectivamente.

Em doze meses, até março, o maior incremento da PEA verificou-se no Distrito Federal (4,2%), enquanto o menor foi verificado na Grande Porto Alegre (1,7%). As mesmas regiões haviam registrado o maior e o menor crescimento da PEA, em fevereiro - de 5,6% e 1,0%, respectivamente.

O número de desempregados no conjunto das cinco regiões cujos dados para março foram divulgados passou de 2.406.000, em fevereiro, para 2.535.000, em março. Na Grande Porto Alegre, ocorreu a maior alta no total de desempregados, em termos relativos, no período (6,1%), o que representou 13 mil pessoas a mais nesta condição, enquanto a menor registrou-se no Distrito Federal (1,8%), com 3 mil desempregados a mais que no mês anterior. Já com a divulgação dos dados da região metropolitana de Salvador (RMS) referentes à fevereiro, verificou-se que foi esta a região em que o total de desempregados menos cresceu, no mês (3,0%).



Quadro 1 - População economicamente ativa em seis regiões metropolitanas - 1997/1998 - (em 1.000 pessoas)
Regiões metropolitanas fev/97 mar/97 set/97 out/97 nov/97 dez97 jan/98 fev/98 mar/98
Distrito Federal 803,0 819,9 861,4 862,4 862,4 855,3 850,4 848,1 854,1
Belo Horizonte 1.776 1.799 1.851 1.865 1.863 1.864 1.843 1.856 1.860
Porto Alegre 1.539 1.532 1.521 1.526 1.520 1.544 1.541 1.554 1.557
Recife d/i d/i d/i d/i 1.372 1.383 1.380 1.385 1.398
Salvador 1.314 1.324 1.354 1.357 1.362 1.368 1.368 1.367 n/d
São Paulo 8.396 8.421 8.646 8.655 8.651 8.619 8.519 8.544 8.598

Fonte: SEP. Convênio Seade-DIEESE; FEE-FGTAS- Sine/RS; Ipardes-Sempre-Sine/PR-Copel; Codeplan/GDF-STb/GDF; CEI/FJP-Setascad-Sine/MG.
Nota: Como a pesquisa na região metropolitana de Curitiba foi suspensa devido ao término do contrato mantido entre o Ipardes e o Governo do Paraná, com o DIEESE e Fundação Seade, deixamos de publicar os dados referentes à esta região. Caso a pesquisa seja retomada, os dados voltarão a ser divulgados.
nd = dado não disponível.


Em doze meses - entre março de 1997 e março de 1998 - o maior crescimento no número de desempregados, tanto em termos absolutos, quanto relativos, ocorreu na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), onde o total de desempregados passou de 1.263.000 desempregados, em 1997, para os 1.556.000 registrados em março último, o que representa um crescimento de 23,2% (tabela 1). No mesmo período, a Grande Porto Alegre foi a região com menor crescimento relativo do desemprego (9,2%), repetindo o comportamento apurado nos doze meses encerrado em fevereiro. Naquele mês, foi no Distrito Federal que se verificou o maior aumento relativo do desemprego (26,1%), resultado acréscimo de 34.100 pessoas ao conjunto de desempregados. Ou seja, a região de Brasília passou a ter 165 mil desempregados, em fevereiro último (quadro 2), contra os 130.900 contabilizados em fevereiro de 1997.



Quadro 2 - Total de desempregados em seis regiões metropolitanas - 1997/1998 - (em 1.000 pessoas)
Regiões metropolitanas fev/97 mar/97 set/97 out/97 nov/97 dez/97 jan/98 fev/98 mar/98
Distrito Federal 130,9 147,5 156,6 159,6 159,1 158,3 158,3 165,0 168,0
Belo Horizonte 217 239 254 252 242 239 247 269 282
Porto Alegre 197 207 199 192 187 211 200 213 226
Recife d/i d/i d/i d/i 265 263 277 289 303
Salvador 262 277 297 296 297 295 306 316 n/d
São Paulo 1.192 1.263 1.409 1.428 1.436 1.431 1.414 1.470 1.556

Fonte: SEP. Convênio Seade-DIEESE; FEE-FGTAS- Sine/RS; Codeplan/GDF-STb/GDF; CEI/FJP-Setascad-Sine/MG; STAS-PE.
Nota: Como a pesquisa na região metropolitana de Curitiba foi suspensa devido ao término do contrato mantido entre o Ipardes e o Governo do Paraná, com o DIEESE e Fundação Seade, deixamos de publicar os dados referentes à esta região. Caso a pesquisa seja retomada, os dados voltarão a ser divulgados.
nd = dado não disponível.
d/i = dado inexistente.


A maior taxa de desemprego - entre as cinco regiões para as quais os dados da PED, referentes a março foram divulgados - registrou-se na região metropolitana de Recife (21,7%), com uma taxa 3,8% superior à de fevereiro. A menor taxa verificou-se na Grande Porto Alegre (14,5%), onde, porém, a PED apurou o maior aumento (5,8%), em relação à do mês anterior. Já o menor crescimento do índice em relação a fevereiro ocorreu no Distrito Federal, com a taxa atingindo o recorde regional (19,7%). A divulgação dos últimos dados referentes a fevereiro mostra que, mais uma vez, a RMS foi a que registrou a maior taxa de desemprego (23,1%), ainda que tenha apresentado, também, o menor crescimento (3,1%), em relação ao mês anterior (quadro 3).

Na comparação com março de 1997, o maior crescimento da taxa de desemprego foi verificado pelo DIEESE e Fundação Seade, na Grande São Paulo, com 20,7%, uma vez que saltou dos 15,0%, apurados no ano passado, para os 18,1%, taxa recorde verificada em março último. Já na região metropolitana de Porto Alegre (RMPA), apesar de a taxa apurada em março também ser a maior registrada na pesquisa (14,5%), o crescimento é o menor entre as regiões pesquisadas (7,4%). O fechamento dos dados de fevereiro no Distrito Federal e na RMS indicou que, nestas duas regiões, as taxas de desemprego cresceram, respectivamente, 19,6% e 16,1%, em relação a igual período em 1997.



Quadro 3 - Taxas de desemprego total em seis regiões metropolitanas - 1997/1998 - (em %)
Regiões metropolitanas fev/97 mar/97 set/97 out/97 nov/97 dez/97 jan/98 fev/98 mar/98
Distrito Federal 16,3 18,0 18,2 18,5 18,5 18,5 18,6 19,5 19,7
Belo Horizonte 12,2 13,3 13,7 13,5 13,0 12,8 13,4 14,5 15,3
Porto Alegre 12,8 13,5 13,1 12,6 12,3 13,0 13,0 13,7 14,5
Recife d/i d/i d/i d/i 19,3 19,0 20,1 20,9 21,7
Salvador 19,9 20,9 21,9 21,8 21,8 21,6 22,4 23,1 n/d
São Paulo 14,2 15,0 16,3 16,5 16,6 16,6 16,6 17,2 18,1

Fonte: SEP. Convênio Seade-DIEESE, FEE-FGTAS - Sine/RS; Codeplan/GDF-STb/GDF; CEI/FJP-Setascad-Sine/MG,SEI/Setras/UFBa; STAS/PE.
Nota: Como a pesquisa na região metropolitana de Curitiba foi suspensa devido ao término do contrato mantido entre o Ipardes e o Governo do Paraná, com o DIEESE e Fundação Seade, deixamos de publicar os dados referentes à esta região. Caso a pesquisa seja retomada, os dados voltarão a ser divulgados.
nd = dado não disponível
d/i = dado inexistente

Desemprego oculto em queda


Enquanto a taxa de desemprego aberto 6 apresentou, em março crescimento entre 3,3%, no Distrito Federal e 11,2%, na região metropolitana de Belo Horizonte, o desemprego oculto 7 registrou quedas de 2,7% e 3,6%, nestas mesmas regiões e estabilidade nas outras três cujos dados para março foram divulgados. Este comportamento - no que diz respeito ao desemprego oculto - diferencia-se do apurado na comparação de fevereiro contra janeiro, uma vez que, apenas na Grande São Paulo, a PED havia apurado declínio na taxa e a estabilidade só se verificara em Porto Alegre. No Distrito Federal e na região metropolitana de Salvador verificou-se - a exemplo do que ocorrera na RMBH e na Grande Recife naquele mês -, crescimento em suas taxas. No caso da Grande Salvador a taxa de desemprego oculto (10,6%), foi a maior entre o conjunto de regiões pesquisadas (quadros 4 e 5), como vem acontecendo desde que o levantamento teve início nesta região.



Quadro 4 - Taxas de desemprego aberto em seis regiões metropolitanas - 1997/1998 - (em%)
Regiões metropolitanas fev/97 mar/97 set/97 out/97 nov/97 dez/97 jan/98 fev/98 mar/98
Distrito Federal 9,8 11,4 10,8 11,0 11,0 11,0 11,2 12,0 12,4
Belo Horizonte 7,7 8,9 9,2 9,1 8,3 7,9 8,0 8,9 9,9
Porto Alegre 8,9 9,4 9,9 9,1 8,5 8,9 9,1 9,8 10,6
Recife d/i d/i d/i d/i 10,8 10,1 10,3 11,0 11,8
Salvador 10,7 11,4 12,8 12,8 12,7 12,0 12,0 12,5 n/d
São Paulo 9,1 9,9 10,5 10,5 10,5 10,2 10,3 11,1 12,0

Fonte: SEP. Convênio Seade-DIEESE; FEE-FGTAS- Sine/RS; Codeplan/GDF-STb/GDF; CEI/FJP-Setascad-Sine/MG; SEI/Setras/UFBa.; STAS-PE.
Nota: Como a pesquisa na região metropolitana de Curitiba foi suspensa devido ao término do contrato mantido entre o Ipardes e o Governo do Paraná, com o DIEESE e Fundação Seade, deixamos de publicar os dados referentes à esta região. Caso a pesquisa seja retomada, os dados voltarão a ser divulgados.
nd: dado não disponível.
d/i: dado inexistente.



Quadro 5 - Taxas de desemprego oculto em seis regiões metropolitanas - 1997/1998 - (em%)
Regiões metropolitanas fev/97 mar/97 set/97 out/97 nov/97 dez/97 jan/98 fev/98 mar/98
Distrito Federal 6,5 6,6 7,4 7,5 7,5 7,5 7,4 7,5 7,3
Belo Horizonte 4,5 4,4 4,5 4,5 4,3 4,9 5,4 5,6 5,4
Porto Alegre 3,9 4,1 3,2 3,5 3,8 4,1 3,9 3,9 3,9
Recife d/i d/i d/i d/i 8,5 8,9 9,8 9,9 9,9
Salvador 9,2 9,5 9,1 9,0 9,1 9,6 10,4 10,6 n/d
São Paulo 5,1 5,1 5,8 6,0 6,1 6,4 6,3 6,1 6,1

Fonte: SEP. Convênio Seade-DIEESE; FEE-FGTAS- Sine/RS; Codeplan/GDF-STb/GDF; CEI/FJP-Setascad-Sine/MG;SEI/Setras/UFBa; STAS-PE.
Nota: Como a pesquisa na região metropolitana de Curitiba foi suspensa devido ao término do contrato mantido entre o Ipardes e o Governo do Paraná, com o DIEESE e Fundação Seade, deixamos de publicar os dados referentes à esta região. Caso a pesquisa seja retomada, os dados voltarão a ser divulgados.
nd = dado não disponível.
di = dado inexistente.


Em doze meses (comparação de março de 1998, com igual mês em 1997), o desemprego aberto cresceu de maneira expressiva em todas as regiões pesquisadas. Na Grande São Paulo, a taxa - que em março do ano passado era de 9,9%, subiu para 12,0%, registrando uma variação de 21,2% (tabela 2). A evolução, porém, foi bem menos intensa no Distrito Federal (8,8%), ainda que a mesma comparação, com os doze meses encerrados em fevereiro, apontasse para o maior aumento nesta taxa (22,4%), para o conjunto das regiões pesquisadas.

O crescimento de 11,2%, na comparação com fevereiro, da taxa de desemprego aberto da RMBH, fez com que o total de pessoas em tal condição atingisse 184 mil, 19 mil a mais que no mês anterior. Para compensar, a região foi a que registrou o maior recuo no desemprego oculto
(-3,6%), totalizando 101 mil pessoas nessa situação, 3 mil a menos que em fevereiro.

Na Grande Porto Alegre, o desemprego aberto cresceu 8,2%, em março, com a taxa atingindo 10,6%, resultado do acréscimo de 13 mil pessoas ao conjunto dos que se encontravam nesta situação. Com isso, a PED-RMPA estimou a existência de 165 mil pessoas em desemprego aberto. Já o desemprego oculto manteve-se estabilizado em 3,9% - a menor taxa entre as regiões pesquisadas, correspondendo a 61 mil pessoas.

Na região metropolitana de São Paulo, o desemprego aberto subiu de 11,1%, em fevereiro, para 12,0%, em março, o que representa a existência de 1.032.000 pessoas nesta condição. Foi a primeira vez que este total ultrapassou 1 milhão de pessoas. Já o desemprego oculto manteve-se no patamar de 6,1%, já apurado em fevereiro, mas o número de pessoas nesta situação chegou a 524 mil, 3 mil a mais que no mês anterior.

O Distrito Federal registrou o menor crescimento na taxa de desemprego aberto - com a taxa situando-se em 12,4%, bem como queda na de desemprego oculto. Com esse comportamento, o total de pessoas na primeira condição ficou em 105.900 pessoas e na segunda, 62.100.
O crescimento de ambas as taxas, na região, foram verificados na comparação de fevereiro com janeiro, com o desemprego aberto passando de 11,2%, para 12,0% e a oculto evoluindo de 7,4%, para 7,5%.

A taxa de desemprego aberto na RMR cresceu 0,8 ponto percentual, atingindo 11,8%, em março, sendo a principal responsável para que a taxa de desemprego total chegasse a 21,7%, uma vez que o desemprego oculto manteve-se estável, em 9,9%. A PED estima a existência de 165 mil pessoas em desemprego aberto e de 138 mil, em desemprego oculto.

Os dados disponíveis para a região metropolitana de Salvador, referentes à fevereiro, indicam a existência de 171 mil em desemprego aberto, correspondentes a uma taxa de 12,5% (0,5 ponto percentual superior a de janeiro) e 145 mil, em desemprego oculto, o que representa uma taxa de 10,6%.

Na maioria das regiões pesquisadas, a taxa de desemprego dos homens cresceu mais que a feminina, em março. Os crescimentos mais expressivos, para os homens, foram apurados na Grande Porto Alegre (7,4%), na RMBH (5,8%) e na região metropolitana de Recife (5,3%).
A Grande São Paulo foi a exceção, uma vez que a taxa de desemprego feminina cresceu 6,2%, enquanto a masculina aumentou 3,8% (tabela 3). Em doze meses, a RMSP apresenta incremento expressivo tanto na taxa de desemprego dos homens (20,6%) e das mulheres (20,7%). Somente a taxa de desemprego feminino, na Grande Belo Horizonte, teve aumento mais significativo (27,9%), em doze meses, que as verificadas em São Paulo.

Por faixa etária, os maiores crescimentos do desemprego ocorreram, na comparação mensal, para as crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos na Grande Porto Alegre (11,1%) e na região metropolitana de Recife (11,8%) e na RMBH (9,2%); para pessoas com idade entre 25 e 39 anos na região metropolitana de São Paulo (9,5%) e para aquelas com 40 anos e mais, na Grande Recife (9,1%). As reduções na taxa verificaram-se para os jovens e adolescentes do Distrito Federal (-1,4%), para a faixa etária de 25 e 39 anos na mesma região (-1,3%) e para pessoas com mais de 40 anos na região metropolitana de Belo Horizonte (-1,4%). Em doze meses, os aumentos mais expressivos das taxas por faixa etária registraram-se para crianças entre 10 e 14 anos na RMSP (28,4%) e, na mesma região, para pessoas com 40 anos e mais (37,2%).

Ocupação só cresce no Distrito Federal

O mês de março foi marcado pela queda no nível de ocupação em quatro das cinco regiões cujos dados foram divulgados. Apenas no Distrito Federal houve a geração de 3 mil empregos (quadro 6), enquanto nas demais, houve a extinção de 55 mil vagas. Com esse comportamento, o total de ocupados nas cinco regiões chegou a 11.781.100 pessoas. Os dados completos referentes a fevereiro indicaram que também houve perda de vagas na comparação deste mês com janeiro. O total de ocupados então atingiu 12.832.100, 51 mil a menos que em janeiro. Em doze meses, apenas a região metropolitana de São Paulo apresenta queda no nível de ocupação e o desempenho mais positivo é verificado no Distrito Federal (2,0%).



Quadro 6 - Evolução do total de ocupados em cinco regiões metropolitanas - 1997/1998 - (em 1.000 pessoas)
Regiões metropolitanas fev/97 mar/97 set/97 out/97 nov/97 dez/97 jan/98 fev/98 mar/98
Distrito Federal 672,1 672,4 704,8 702,8 703,3 697,0 692,1 683,1 686,1
Belo Horizonte 1.559 1.560 1.597 1.613 1.621 1.625 1.596 1.587 1.575
Porto Alegre 1.342 1.325 1.322 1.334 1.333 1.333 1.341 1.341 1.331
Recife d/i d/i d/i d/i 1.107 1.120 1.103 1.096 1.095
Salvador 1.053 1.047 1.057 1.061 1.065 1.073 1.062 1.051 n/d
São Paulo 7.274 7.158 7.237 7.227 7.215 7.188 7.105 7.074 7.042

Fonte: SEP. Convênio Seade-DIEESE; FEE-FGTAS- Sine/RS; Codeplan/GDF-STb/GDF; CEI/FJP-Setascad-Sine/MG; STAS-PE.
Nota: Como a pesquisa na região metropolitana de Curitiba foi suspensa devido ao término do contrato mantido entre o Ipardes e o Governo do Paraná, com o DIEESE e Fundação Seade, deixamos de publicar os dados referentes à esta região. Caso a pesquisa seja retomada, os dados voltarão a ser divulgados.
nd = dado não disponível.
di = dado inexistente.


A queda no nível de ocupação na Grande São Paulo, em março, foi de 0,5%, com o total de ocupados fixando-se em 7.042.000 pessoas, 32 mil a menos que em fevereiro. Em comparação com março de 1997, a redução atinge 116 mil postos, o que corresponde a uma queda de 1,6% (quadro 7 e tabela 4).


Quadro 7 - Total de ocupados por setor de atividade econômica na
Grande São Paulo - 1997/1998
Setores Estimativas
(em mil pessoas)
Variações
Absoluta Relativa (%)
mar/97 fev/98 mar/98 mar-98/fev-98 mar-98/mar-97 mar-98/fev-98 mar-98/mar-97
Indústria 1.589 1.387 1.401 14 - 188 1,0 - 11,8
Comércio 1.224 1.238 1.190 - 48 - 34 - 3,9 - 2,8
Serviços 3.500 3.629 3.627 - 2 127 - 0,1 3,6
Outros (1) 845 820 824 4 - 21 0,5 - 2,5
Total 7.158 7.074 7.042 - 32 - 116 -0,5 - 1,6

Fonte: SEP. Convênio DIEESE-Seade
(1) Inclui construção civil, serviços domésticos, etc.


A situação apurada em março resultou, fundamentalmente, do desempenho do Comércio, que desativou 48 mil postos e do setor Serviços, que eliminou outros 2 mil. A Indústria (mais 14 mil empregos) e os Outros Setores - que englobam a Construção Civil e os Serviços Domésticos - (mais 4 mil, geraram novas ocupações. Em relação a março de 1997, apenas o setor Serviços registra comportamento positivo (3,6%) e a principal retração ocorreu Indústria (-11,8%).

O comportamento apurado na Indústria, em março, reverteu um quadro que vinha se registrando desde fevereiro do ano passado. O desempenho favorável verificou-se especialmente nos ramos metal-mecânico (1,7%) e gráfica e papel (5,9%). A única retração foi apurada no agregado outros ramos da indústria (3,8%) - composto por mobiliário e produtos de madeira; vidros, cristais e cerâmicas; material de construção; artesanato; artefatos de couro; joalheria e lapidação de pedras; instrumentos musicais e brinquedos; e indústrias extrativas (tabela 5a).

Em doze meses, as retrações mais significativas ocorreram nos ramos vestuário e têxtil (47%), no agregado outros ramos (18%) e gráfica e papel (14%). Estima-se que o setor industrial que, no mês em análise reúne 1.401.000 ocupados, teve queda em sua participação de 22,2%, para 19,9%, no último ano.

A oscilação de -0,1% verificada no setor Serviços decorreu da abertura de vagas nos serviços de saúde (4,3%), serviços de limpeza e vigilância e outras oficinas (3,8%), serviços especializados (1,8%) e no agregado outros serviços (1,7%), que praticamente compensaram as reduções observadas nos serviços de educação (-7,9%); transportes (-5,8%); creditícios e financeiros
(-2,0%) e de reformas de edificações (-1,6%) (tabela 5b).

Entre março de 1997 e 1998, o crescimento de 3,6% no nível de ocupação dos Serviços, equivalente à criação de 127 mil novos postos de trabalho, distribuiu-se, principalmente, entre o agregado outros serviços (26%), limpeza, vigilância e outras oficinas (26%), serviços de reformas de edificações (22%), educação (20%), oficinas mecânicas (17%) e saúde (13%). Com esse resultado, a participação dos serviços no conjunto dos ocupados da região elevou-se de 48,9% para 51,5%, no mesmo período.

A variação negativa do nível de ocupação (-0,5%) observada em março decorreu, especialmente, da redução do contingente dos trabalhadores autônomos (3,4%), dado que houve ampliação do assalariamento (1,2%), no período. O crescimento do número de assalariados do setor privado (1,4%), a maioria com carteira de trabalho assinada, contrabalançou o declínio observado no setor público (-1,5%).

O Distrito Federal foi a única das regiões em que a PED é realizada a ter, em março, geração de empregos, interrompendo um comportamento declinante que se verificava há três meses. O nível de ocupação cresceu 0,4%, com a criação de 3 mil novas vagas (quadro 8). Em doze meses, o quadro também é positivo, com a geração de 13.700 postos.

Todos os setores de atividade registraram comportamento positivo em março, ainda que apenas a Construção Civil (1,6%), a Indústria (1,5%) e os Outros Setores (5,5%) - que inclui os trabalhadores do setor agropecuário, de embaixadas, consulados e representações oficiais e políticas - apresentaram variações relativas mais significativas, apesar da pouca expressão no emprego regional. Em doze meses, porém, a Indústria (-23,9%), a Administração Pública (-2,5%) e os Outros Setores (-7,9%), registraram desempenho negativo.

O trabalho assalariado apresentou pequena variação positiva (0,2%), devido principalmente, à expansão do assalariamento entre os estatutários (4,0%), em particular do Governo do Distrito Federal. Houve, ainda, aumento de 2,2% no emprego doméstico e decréscimo de 2,6%, no trabalho autônomo. Em doze meses, observou-se o crescimento do trabalho assalariado derivado do desempenho do setor privado (5,6%), uma vez que o setor público apresentou relativa estabilidade (0,1%). O emprego doméstico registrou crescimento de 4,6%, enquanto o trabalho autônomo retraiu-se em 7,3%.


Quadro 8 - Total de ocupados por setor de atividade econômica no
Distrito Federal - 1997/1998
Setores Estimativas
(em mil pessoas)
Variações
Absoluta Relativa (%)
fev/97 mar/97 fev/98 mar/98 mar-98/ fev-98 fev-98/ jan-98 fev-98/ fev-97 mar-98/ mar-97 mar-98/ mar-97
Indústria 36,2 35,5 26,6 27,0 0,4 -10,1 -26,5 1,5 -23,9
Comércio 97,4 100,7 104,3 105,1 0,8 4,1 7,1 0,8 4,4
Serviços 359,8 357,8 378,4 379,2 0,8 -1,8 5,2 0,2 6,0
Construção Civil 30,1 30,8 30,7 31,2 0,5 2,0 2,0 1,6 1,3
Administração Pública 142,4 141,3 137,6 137,8 0,2 -2,7 -3,4 0,1 -2,5
Outros (1) 6,2 6,3 5,5 5,8 0,3 0,0 -11,3 5,5 -7,9
Total 672,1 672,4 683,1 686,1 3,0 -1,3 1,6 0,4 2,0

Fonte: Codeplan/GDF, STb/GDF, DIEESE/Seade-SP
(1) Inclui os trabalhadores do setor agropecuário, de embaixadas, consulados e representações oficiais e políticas.


Após dois meses de relativa estabilidade, o nível de ocupação registrou retração de 0,8%, na região metropolitana de Porto Alegre, com a eliminação de 10 mil postos de trabalho. Com isso, o total de ocupados é estimado em 1.331.000. Em relação à março de 1997, porém a região apresentou desempenho positivo (1,0%), com a criação de 6 mil empregos.

Apesar desse comportamento, dois setores - Indústria e Comércio - apresentaram resultados negativos, tanto na comparação mensal, quanto na anual. No mês, a retração na Indústria ficou em 1,9%, enquanto no ano atinge 6,3%; no Comércio a queda foi, respectivamente de 3,3% e 2,1%. Os Serviços e os Outros Setores registraram desempenho positivo no ano, compensando as perdas ocorridas nos outros dois setores de atividade.


Quadro 9 - Total de ocupados por setor de atividade econômica na
Grande Porto Alegre - 1997/1998
Setores Estimativas
(em mil pessoas)
Variações
Absoluta Relativa (%)
mar/97 fev/98 mar/98 mar-98/fev-98 mar-98/mar-97 mar-98/fev-98 mar-98/mar-97
Indústria 269 257 252 -5 -17 -1,9 -6,3
Comércio 234 237 229 -8 -5 -3,3 -2,1
Serviços 642 655 657 2 15 0,3 2,3
Outros (1) 180 192 193 1 13 0,5 7,2
Total 1.325 1.341 1.331 -10 6 -0,8 1,0

Fonte: PED-RMPA - Convênio FEE, FGTAS/Sine-RS e DIEESE/Seade-SP.
(1) Inclui construção civil, serviços domésticos, agricultura, pecuária, extração vegetal e outras atividades não classificadas.


A queda na ocupação ocorrida em março atingiu praticamente todos os segmentos de trabalhadores, com destaque para o dos autônomos (-2,5%). Já o assalariamento apresentou pequeno recuo de 0,5%, devido ao fato de o incremento ocupacional no setor público (1,2%) ter atenuado a variação negativa no assalariamento privado (-0,9%). Em comparação com março do ano passado, registra-se queda de 0,8% no assalariamento, fruto do movimento negativo do setor público (-3,8%), dado que o assalariamento no setor privado permaneceu estável. Esta estabilidade derivou do aumento da contratação de assalariados sem carteira assinada (9,8%) combinada com a retração do assalariamento sem carteira (-1,5%).

Na região metropolitana de Belo Horizonte, o nível de ocupação vem caindo desde janeiro. Em março, a retração foi de 0,8%, com a desativação de 12 mil postos, fazendo com que o total de ocupados seja estimado em 1.575.000 pessoas. Em comparação com março de 1997, o número de empregos cresceu 0,9% (quadro 10).

Em março, apenas o setor de Serviços apresentou geração de novas vagas, com a abertura de
8 mil ocupações de assalariados com carteira assinada e de empregadores; em doze meses, o saldo também é positivo, com a criação de 25 mil novos empregos. Já a Indústria, a Construção Civil e os Outros Setores apresentam desempenho negativo, tanto no mês, quanto em doze meses. Na Indústria, a queda, em relação a fevereiro, é de 1,6% e em comparação com igual mês, no ano passado, chega a 2,4%; Na Construção Civil, a retração nos dois períodos, fica em
-3,0% e -1,5%, respectivamente; quanto aos Outros Setores (que na RMBH engloba, principalmente, os serviços domésticos, as atividades da agricultura, pecuária e extração vegetal), o recuo foi de 5,7% e de 7,3%, respectivamente.

O Comércio, apesar de haver desativado 2 mil empregos (-0,8%), em março último, apresenta um saldo positivo de 4,7% na comparação anual, com a geração de 11 mil empregos.


Quadro 10 - Total de ocupados por setor de atividade econômica na
Grande Belo Horizonte - 1997/1998
Setores Estimativas
(em mil pessoas)
Variações
Absoluta Relativa (%)
mar/97 fev/98 mar/98 mar-98/
fev-98
mar-98/
mar-97
mar-98/
fev-98
mar-98/
mar-97
Indústria (1) 250 248 244 -4 -6 -1,6 -2,4
Comércio 236 249 247 -2 11 -0,8 4,7
Serviços (2) 764 781 789 8 25 1,0 3,3
Construção Civil 133 135 131 -4 -2 -3,0 -1,5
Outros (3) 177 174 164 -10 -13 -5,7 -7,3
Total 1.560 1.587 1.575 -12 15 -0,8 0,9

Fonte: Fundação João Pinheiro (FJP)/Centro de Estatística e Informações (CEI). Convênio FJP/DIEESE/Seade e Sine-MG.
(1) Indústrias de transformação e extrativa mineral.
(2)Inclui reformas e reparação de edificações.
(3) Inclui serviços domésticos, agricultura, pecuária e extração vegetal e outras atividades.


Com relação ao vínculo empregatício, o movimento do mercado de trabalho na Grande Belo Horizonte indicou que foram gerados, em março, 7 mil ocupações (1,1%) para assalariados com carteira assinada. O saldo também é positivo em relação à março de 1997 (3,6%), com a criação de 22 mil vagas. Já o assalariamento sem carteira assinada registrou o fechamento de 2 mil empregos em março (-1,3%), e uma queda mais expressiva, em relação a 1997: -6,8%. O trabalho autônomo também registrou decréscimo no mês (-3,8%), quanto no ano, mas crescimento em relação a março de 1997 (6,3%).

O nível de ocupação na região metropolitana do Recife manteve-se relativamente estável, em março (-0,1%), com o total de ocupados situando-se em 1.095.000, mil a menos que em fevereiro. Em relação ao início da pesquisa, em novembro, foram desativados 12 mil postos de trabalho (quadro 11).

A Indústria, que gerou 2 mil novos empregos e os Serviços, com mais 6 mil ocupações foram os setores que abriram novas vagas no mês. No entanto, o Comércio ( menos mil postos), a Construção Civil (menos 5 mil) e os Outros Setores (menos 3 mil), foram os responsáveis pela desativação de empregos.


Quadro 11 - Total de ocupados por setor de atividade econômica na
Grande Recife - 1997/1998
Setores Estimativas
(em mil pessoas)
Variações
Absoluta Relativa (%)
nov/97 fev/98 mar/98 mar-98/
fev-97
mar-98/
nov-97
mar-98/
fev-97
mar-98/
nov-97
Indústria 112 106 108 2 -4 1,9 -3,6
Comércio 226 229 228 -1 2 -0,4 0,9
Serviços 571 556 562 6 -9 1,1 -1,6
Construção Civil 53 59 54 -5 1 -8,5 1,9
Outros (1) 145 146 143 -3 -2 -2,1 -1,4
Total 1.107 1.096 1.095 14 -12 -0,1 -1,1

Fonte: DIEESE/PED-RMR. Convênio STAS-DIEESE/Seade
(1) Englobam: serviços domésticos, etc.


Com relação ao posicio NAMEnto ocupacional, houve relativa estabilidade no nível de emprego dos assalariados (-0,2%) e redução entre os autônomos (-2,2%), que praticamente foram compensadas pela ampliação das demais posições na ocupação (emprego doméstico, trabalhador familiar sem remuneração, profissional universitário autônomo, dono de negócio familiar e empregadores).

Na região metropolitana de Salvador - onde os últimos dados disponíveis referem-se a fevereiro - o nível de ocupação decresceu 1,0% em comparação com janeiro, e o total de ocupados é estimado em 1.051 mil pessoas. Em relação a fevereiro de 1996, a queda é de 0,2%.

Entre os diferentes setores, todos eliminaram empregos em fevereiro: a Indústria, que em janeiro registrava 85 mil ocupados, eliminou aproximadamente, mil postos, em fevereiro (-1,2%); o Comércio extinguiu 3 mil vagas (-1,6%), com o total de ocupados ficando em 187 mil pessoas; o setor Serviços também fechou 3 mil empregos (-0,5%), com seu contingente sendo estimado em 613 mil pessoas; os Outros Setores - basicamente a construção civil e os serviços domésticos - registrou o fechamento de outras 3 mil vagas (-2,1%), totalizando 167 mil empregos. Em doze meses, a variação apurada é de -4,5%, na Indústria; -7,0%, no Comércio; 4,4%, nos Serviços e
-4,7%, nos Outros Setores.

A posição na ocupação indicou que, no mês, houve crescimento de 0,6%, para os assalariados do setor privado - mais intenso para o assalariamento sem carteira (1,8%) - e para os empregados do setor público (2,3%), e retração no emprego autônomo (-4,6%). Em doze meses, o assalariamento do setor privado cresceu 7,0%, determinado pelo incremento (10,5%) do assalariamento com carteira assinada, enquanto o setor público (-6,2%) e o trabalho autônomo
(-5,7%) registraram variações negativas.

Rendimentos


O nível de rendimentos apresentou, em fevereiro, comportamentos diferenciados segundo as cinco regiões cujos dados para o período foram divulgados. No Distrito Federal e na região metropolitana de Porto Alegre, a PED apurou retração tanto na comparação com janeiro, como em relação à fevereiro de 1997, para ocupados e assalariados. Na Grande Belo Horizonte, foi apurado crescimento - tanto para assalariados quanto ocupados, no mês, mas queda na comparação com fevereiro do ano passado. Já na RMSP, apesar do recuo no nível de rendimento no ano, para ocupados e assalariados, no mês há crescimento no rendimento médio e estabilidade no salário médio. Na região metropolitana de Salvador, onde os dados de rendimento referem-se a janeiro, ha aumento nos ganhos de assalariados e ocupados no mês e no ano (quadro 12).


Quadro 12 - Rendimento médio real de ocupados e assalariados em seis regiões metropolitanas - Fevereiro 1998
RM Ocupados (A) Assalariados (B) Variação (%)
fev-98/
jan-98
fev-98/
fev-97
fev/97 jan/98 fev/98 fev/97 jan/98 fev/98 (A) (B) (A) (B)
RMDF (1) 1.016 927 921 1.143 1.027 1.017 -0,6 -1,0 -9,3 -11,1
RMBH (2) 629,68 578,94 594,63 611,05 571,01 528,73 2,7 2,1 -5,6 -4,6
RMPA (3) 603 601 585 580 576 567 -2,7 -1,5 -2,8 -2,1
RMR (6) --- 448 445 --- 483 479 -0,7 -0,8 --- ---
RMSP (5) 899 851 861 866 861 861 1,2 0,0 -4,2 -0,5
Janeiro/98

Ocupados (A) Assalariados (B) jan-98/
dez-97
jan-98/
jan-97
jan/97 dez/97 jan/98 jan/97 dez/97 jan/98 (A) (B) (A) (B)
RMS (4) 468 481 492 530 547 554 2,2 1,2 5,1 4,4

Fonte: PED. Convênio DIEESE/Seade; FEE,FGTAS, Sine-RS;Codeplan/GDF-STb/GDF; FJP/CEI, Setascad e
Sine-MG;SEI,Setras,UFBa.
1. Inflator utilizado: ICV-Codeplan. Valores em reais de dezembro de 1997. Base: média de 1992 = 100.
2. Inflator utilizado: IPCA-BH/IPEAD. Valores em reais de janeiro de 1998 Base: média de 1995 = 100.
3. Inflator utilizado: IPC-IEPE. Valores em reais de janeiro de 1998. Base: média de 1993 = 100.
4. Inflator utilizado: Índice de preços ao consumidor/SEI. Valores em reais de dezembro de 1997. Base: dezembro de 1996 = 100.
5. Inflator utilizado: ICV-DIEESE. Valores em reais de janeiro de 1998. Base: média de 1985 = 100
6. Inflator utilizado - IPC-Descon-Fundaj.Valores em reais de janeiro de 1998. Base: Outubro de 1997 = 100.


Na Grande São Paulo, os rendimentos dos ocupados cresceram 1,2%, em fevereiro, após quatro meses sem ter apresentado aumento. Seu valor médio fixou-se em R$ 861,00, idêntico ao salário médio da região, em igual período. Entre os assalariados, porém, este valor indica estabilidade. Em doze meses, no entanto, os dois indicadores apontam para queda nos rendimentos, mais expressiva (-4,2%) para o conjunto dos ocupados que para os assalariados (-0,5%) (tabela 6).

A massa de rendimento dos ocupados apresentou, em fevereiro, variação positiva (0,6%), após cinco meses consecutivos em declínio, em conseqüência do crescimento do rendimento médio. Já a massa salarial permaneceu praticamente estável (-0,1%), resultado da estabilidade do nível de assalariamento e do salário médio (tabela 7). Em doze meses, as massas de rendimentos dos ocupados e dos assalariados reduziram-se em 5,9% e 2,5%, respectivamente.

Em fevereiro, o rendimento máximo dos 10% dos ocupados com menor rendimento aumentou 12,3%, tornando-se equivalente a R$ 170,00. O valor mínimo obtido pelos 10% dos ocupados com maior rendimento também aumentou (1,6%), passando a corresponder a R$ 2.000,00, no mês em análise. Estes aumentos ocorreram após cinco e doze meses, respectivamente, sem registro de elevação. Na comparação com fevereiro, no entanto, houve decréscimo destes valores: 0,8% para os 10% dos ocupados com menor rendimento e 4,2% para os 10% com maior rendimento (tabelas 8 e 9).

Os dados apurados no Distrito Federal indicaram variação negativa de 0,6% para o rendimento médio dos ocupados, com seu valor chegando a R$ 921,00, em fevereiro último. O salário médio, por sua vez, registrou queda de 1,0%, fixando-se em R$ 1.017,00. A região é a que apresenta as mais expressivas retrações anuais, com - 9,3% e -11,1%, respectivamente.

A massa de rendimento médio real diminuiu, em fevereiro, 0,9%, para os ocupados, enquanto a massa salarial caiu 1,1%. Em doze meses, as retrações foram de 6,2% e 7,1%, respectivamente. As quedas nos rendimentos foram determinantes para estes comportamentos anuais.

Em fevereiro, o rendimento máximo recebido pelos 10% dos ocupados com menor renda
(1º decil) diminuiu em 1,8%, chegando a R$ 150,00. Para os 10% ocupados mais ricos, a menor renda recebida permaneceu estável em R$ 2.037,00. Em comparação com fevereiro de 1997, os recuos são de 6,4%, para o 1º decil e de 9,1%, para os 10% mais ricos.

Na RMPA, o rendimento médio real apurado pela PED, em fevereiro, ficou em R$ 585,00, com queda de 2,7% em relação a janeiro. O salário médio recuou para R$ 567,00, uma retração de 1,5%, também na comparação com janeiro. Em ambos os casos, as quedas vêm se registrando a quatro meses. Em um ano, as retrações são de 2,8% e de 2,1%, respectivamente.

Na mesma região, a massa de rendimentos reais apresentou movimento desfavorável para o conjunto dos ocupados (-2,7%), determinado pela queda de seus rendimentos. Já para a massa de salários, a estabilidade verificada no mês em análise decorreu da queda dos rendimentos, compensada pelo aumento do nível de emprego.

No exame por estratos de rendimentos, foi no grupo dos 25% de trabalhadores que recebem as maiores remunerações - 4º quartil - que se constataram as quedas mais significativas. Entre os ocupados, o recuo foi de 4,0% e, entre os assalariados, de 3,3%. Ocorreram quedas generalizadas para os outros três grupos dos ocupados e relativa estabilidade para os demais grupos dos assalariados, com exceção do grupo 1 (os 25% mais pobres), que apresentou pequeno crescimento.

O rendimento médio da população ocupada da Grande Belo Horizonte foi de R$ 594,63, em fevereiro de 1998, 2,7% superior ao de janeiro. Entre os assalariados, o salário médio de R$ 582,73 é 2,1% maior que o do mês anterior. Em relação a fevereiro de 1997 houve queda para ambos indicadores, respectivamente de 5,6% e 4,6%.

A combinação do comportamento do nível de emprego, com os resultados do rendimento real médio determinaram expansão da massa de rendimentos reais em 2,4%, em fevereiro. Já a massa salarial ampliou-se 1,6%, no mesmo período.

Na região metropolitana do Recife, o rendimento real médio dos ocupados e dos assalariados passou a equivaler, em fevereiro, a R$ 445,00 e R$ 479,00, respectivamente. No primeiro caso, este movimento, comparado a janeiro deste ano, registra um declínio de 0,7% e, no segundo, de 0,8%.

O rendimento médio dos 10% mais pobres da população da Grande Recife caiu 0,7%, em fevereiro, com seu valor máximo situando-se em R$ 80,00. Para os 10% mais ricos, a retração chegou a 4,4%, e o mínimo recebido por essa parcela ficou em R$ 963,00. Entre os assalariados, houve ganho de 0,1%, para os 10% mais pobres e perda de 7,5%, para os 10% mais ricos.

Na região metropolitana de Salvador, o rendimento médio, em janeiro, registrou variações positivas tanto para os ocupados (2,2%), quanto para os assalariados (1,2%). Entre os ocupados, o rendimento médio foi de R$ 492,00, enquanto para os assalariados o salário médio ficou em R$ 554,00.

Entre os ocupados, o rendimento máximo alcançado pelos 10% de menor renda aumentou 17,3%, tendo alcançado R$ 70,00. Para os assalariados, nessa mesma condição, o valor desse rendimento foi de R$ 120,00, com uma variação positiva de apenas 0,5%. Em relação a janeiro de 1997, esses rendimentos encontram-se 22,2% mais elevados, para os ocupados e 12,2% para os assalariados. No extremo oposto, o rendimento mínimo obtido pelos trabalhadores correspondentes aos 10% mais ricos teve aumento de 1,1%, tanto para ocupados, quanto para assalariados.

No mês em análise, a massa dos rendimentos reais dos ocupados apresentou uma variação positiva de 2,4%, enquanto a massa salarial ficou 1,6% mais elevada, registrando aumento pelo terceiro mês consecutivo. O aumento da massa de rendimentos foi apurada apesar da retração no nível geral de ocupação. A massa de salários encontra-se em patamar 12,2% superior à de janeiro de 1997.


1 Na região metropolitana de Salvador, a metodologia desenvolvida pelo DIEESE e a Fundação Seade, é empregada para realização da PED em parceria com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento Ciência e Tecnologia (Seplantec), com a Secretaria do Trabalho e da Ação Social (Setras), ambas pertencentes ao Governo do Estado da Bahia, e a Universidade Federal da Bahia (UFBa), através da Faculdade de Ciências Econômicas.
2 A realização da PED na Grande Porto Alegre é de responsabilidade da Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser (FEE), órgão vinculado à Secretaria da Coordenação e Planejamento do Estado do Rio Grande do Sul, que adotou a metodologia desenvolvida pelo DIEESE e Fundação Seade, mediante convênio com a Fundação Gaúcha do Trabalho e da Ação Social (FGTAS/Sine-RS).
3 No Distrito Federal, a PED foi implantada pela Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central (Codeplan), órgão vinculado à Secretaria da Fazenda e Planejamento do Distrito Federal, que mantém convênio com a Secretaria do Trabalho (STb/DF), a Fundação Seade e o DIEESE.
4 A PED é realizada, na região metropolitana do Recife, por iniciativa do DIEESE e da Fundação Seade, e conta com o apoio do Governo do Estado de Pernambuco através da Secretaria do Trabalho e Ação Social (STAS) e da Secretaria do Planejamento.
5 Na Grande Belo Horizonte, a realização da PED, também segundo a metodologia do DIEESE e Fundação Seade, é de responsabilidade da Fundação João Pinheiro (FJP), com apoio da Secretaria de Estado do Trabalho, da Assistência Social, da Criança e do Adolescente (Setascad/Sine MG).
6 O desemprego aberto refere-se às pessoas que estavam procurando emprego nos trinta dias que antecederam a entrevista, e não exerceram qualquer "bico" nos sete dias imediatamente anteriores
7 O desemprego oculto subdivide-se em oculto pelo trabalho precário - aqueles que apesar de procurarem ocupação, realizaram uma atividade eventual remunerada ou não, nos sete dias anteriores à entrevista - e pelo desalento - aqueles que suspenderam a busca por uma colocação devido às dificuldades no último mês, mas vinham procurando emprego no último ano e pretendem voltar a procurá-lo em momento mais propício.



Aqui você pode acessar os releases completos das PEDs do Distrito Federal e São Paulo.
DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Económicos