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DIEESE - Mercado de Trabalho - Agosto/97
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DESEMPREGO CRESCE NO PRIMEIRO SEMESTRE

O comportamento dos principais dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) foi distinto, no mês de junho, em três das seis regiões metropolitanas em que o DIEESE realiza o levantamento em convênio com a Fundação Seade e órgãos de pesquisa e de governo locais. A taxa de desemprego caiu no Distrito Federal, registrou pequena elevação na Grande Porto Alegre e estabilizou-se na Grande São Paulo. No balanço do primeiro semestre, porém, o indicador apresentou aumentos acentuados, de até 17,4%, como se verificou na área metropolitana da capital gaúcha, a única onde também o total de ocupados se reduziu no período (- 1,6%). Os números da pesquisa disponíveis até o fechamento desta edição revelam ainda que, em maio, houve aumento mensal de 2,2% e 3,3% do desemprego, respectivamente, na Grande Belo Horizonte e Grande Salvador, a exemplo do que se observa desde o início do ano.

O mês de junho novamente caracterizou-se pela manutenção de elevadas taxas de desemprego em importantes regiões econômicas do país, apesar de os percentuais serem menores que os registrados pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) em igual período de 1996. Nos últimos doze meses, entretanto, o número de ocupados cresceu mais que o de desempregados na Grande São Paulo e no Distrito Federal, enquanto na região metropolitana de Porto Alegre essa evolução resultou em variações negativas de 0,2% e 0,9%, respectivamente.

A população economicamente ativa (PEA) cresceu mais, em junho, no Distrito Federal, onde a PED indicou a existência de 847.700 pessoas (com 10 anos e mais de idade, ocupadas ou desempregadas), número 0,9% superior ao do mês anterior. Em seguida está a Grande São Paulo, região em que esse contingente foi estimado em 8.710.000 indivíduos (0,5% mais que em junho) e a Grande Porto Alegre, com 1.527.000 (+ 0,3%) (quadro 1 e tabela 1).

Nos primeiros seis meses do ano, a PEA também teve o maior aumento no Distrito Federal (6,6%), crescendo 2,4%, na Grande São Paulo, e apenas 0,9%, na região metropolitana de Porto Alegre.

Na comparação com junho do ano passado, o quadro se inverte: a Grande São Paulo registra o maior incremento da PEA, da ordem de 1,9%, seguida pelo Distrito Federal (1,5%), enquanto na Grande Porto Alegre a pesquisa apurou queda de 0,3%.

Embora responda pela menor PEA entre as três regiões acompanhadas pela PED, o Distrito Federal apresentou, mais uma vez, em junho, a maior taxa de desemprego: 17,2%. Nos meses de abril e maio, esse percentual atingiu o recorde de 18,2% na série da pesquisa, iniciada em 1992 pela parceria DIEESE/Fundação Seade em convênio com a Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central (Codeplan) e a Secretaria de Trabalho do Governo do Distrito Federal (quadro 2).

Apesar de elevada, a taxa de desemprego no Distrito Federal registrou queda mensal de 5,5% e de 5,0%, quando confrontada com a de 18,1% de junho de 1996. No primeiro semestre do ano, contudo, o indicador acumulou alta de 11,7%.

Na Grande São Paulo, a taxa de desemprego total não apresentou variação em junho (mas avançou 12,7% desde o início do ano), permanecendo em 16,0% da PEA, o equivalente a 1.394.000 pessoas. Esse percentual reduziu-se 1,2%, se comparado com os 16,2% de doze meses atrás, mesmo resultado apurado em junho de 1992, até então o mais elevado da série da pesquisa, iniciada em 1985 pelo DIEESE em parceria com a Fundação Seade (tabela 2).

O desemprego teve significativo aumento de 17,4% entre janeiro e junho, na Grande Porto Alegre, quando a taxa representou 14,2% da PEA, situando-se 0,7% acima da verificada em maio (14,1%). Na comparação com junho do ano passado, o indicador caiu apenas 0,7%, mas ainda permaneceu no mesmo patamar verificado desde o início da PED na região, em junho de 1992 (14,8%), por iniciativa da Fundação de Estatística Siegfried Emanuel Heuser (FEE), com apoio da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS/Sine-RS), que adotaram a metodologia desenvolvida pelo DIEESE e pela Fundação Seade.

Na comparação entre junho de 1997 e o mesmo mês de 1994 - período que corresponde aos três anos de vigência do Plano Real -, a taxa de desemprego total na Grande Porto Alegre cresceu 12,7%, correspondendo ao acréscimo de 37 mil pessoas ao total de desempregados na região.

Apesar da queda e relativa estabilidade das taxas de desemprego no Distrito Federal e nas áreas metropolitanas de São Paulo e Porto Alegre, em junho, o total de desempregados na soma das três regiões saltou 16,3% desde o início do ano, frente à expansão de apenas 2,5% da PEA, correspondendo a 1.761.000 pessoas. No entanto, tanto na comparação mensal quanto anual, essa variação foi bem menos intensa, registrando-se aumento de 0,3% nos dois casos.

O número de desempregados recuou (- 2,3%) apenas no Distrito Federal, em junho, quando foi estimado em 149.800 pessoas, apesar da expansão da PEA. Mas, desde o início do ano, esse contingente aumentou 22,0%, reduzindo-se somente 1,0% em relação a igual período de 1996 (quadro 3).

Na Grande Porto Alegre, o total de desempregados aumentou 0,9% entre maio e junho, avançando 18,6% desde janeiro, ao alcançar 217 mil pessoas. Nos últimos doze meses, a pesquisa registra queda de 0,9%, um pouco mais acentuada que a verificada para a PEA (- 0,3%).

A PED contabilizou, em junho, 1.394.000 desempregados na Grande São Paulo - um número recorde para o período desde 1985 e 0,5% superior ao de maio. Em apenas seis meses, o total de pessoas nessa condição cresceu 15,4% na principal região econômica do país.

A taxa de desemprego aberto - um dos principais indicadores do mercado de trabalho e que, conforme a metodogia da PED, se refere à condição das pessoas que procuraram emprego de maneira efetiva nos últimos trinta dias e não exerceram nenhuma atividade remunerada na semana anterior à data da pesquisa - elevou-se somente na Grande Porto Alegre. Em junho, o indicador subiu 4,1% sobre maio, atingindo 10,2% da PEA, ou 156 mil pessoas - o maior patamar desde o início da pesquisa na região, em junho de 1992 (quadro 4).

Em Brasília, a taxa de desemprego aberto registrou variações negativas de 6,6% entre maio e junho e de 4,2% nos últimos doze meses, atingindo 11,3% da PEA (95.300 pessoas). No ano, porém, o indicador aumentou 15,3%.

Superada apenas pela verificada em idêntico mês de 1996 (10,7%), a taxa de desemprego aberto atingiu, em junho, 10,5% da PEA da Grande São Paulo, ou um total de 915 mil pessoas, recuando 1,9%, tanto em relação a maio quanto nos últimos doze meses. Se comparada à de janeiro (8,9%), no entanto, constata-se aumento de 14,1%.

A taxa de desemprego oculto recuou apenas na Grande Porto Alegre, em junho, fixando-se em 4,0% da PEA, percentual 7,0% menor que o de maio e equivalente a 61 mil pessoas. Na variação dos últimos doze meses, a queda foi ainda maior: 14,9%. Neste caso, o indicador refere-se tanto às pessoas em situação de desemprego oculto pelo trabalho precário quanto pelo desalento (quadro 5).

De acordo com a classificação da PED, encontram-se na condição de desemprego oculto pelo trabalho precário as pessoas que, simultaneamente à procura de trabalho, realizaram e foram remuneradas por algum tipo de atividade descontínua e irregular, sendo que procuraram emprego nos últimos trinta dias, ou até doze meses atrás. Já a situação de desemprego oculto pelo desalento refere-se aos indivíduos que, desencorajados pelas condições do mercado de trabalho ou por razões circunstanciais, interromperam a procura, embora ainda queiram trabalhar.

No Distrito Federal, o comportamento da taxa de desemprego oculto, que representou 6,4% da PEA, foi oposto ao da taxa de desemprego aberto, em junho, quando avançou 4,9% sobre maio, acumulando alta de 14,3% desde o início do ano e de 1,6% nos últimos doze meses.O indicador resultou da soma do índice de desemprego oculto pelo trabalho precário (3,5%) e pelo desalento (2,9%), equivalendo a 30.200 e 24.300 pessoas, respectivamente.

Mesmo permanecendo em 5,5% da PEA, ou 479 mil pessoas, no intervalo dos últimos doze meses, a taxa de desemprego oculto aumentou 3,8%, no mês, e 10,0% entre janeiro e junho, na Grande São Paulo. Na variação mensal, o percentual de desemprego oculto pelo desalento evoluiu de 1,3% para 1,5%, enquanto o relativo ao desemprego pelo trabalho precário manteve-se inalterado em 3,9%.

Em junho, pelo quinto mês consecutivo, na Grande São Paulo, o desemprego cresceu acentuadamente para as mulheres. A taxa atingiu 18,8% da PEA - o maior patamar para igual período desde o início da pesquisa, em 1985. Somente nos primeiros seis meses de 1997, o indicador avançou 14,6%, elevando-se 3,9% em doze meses. No caso dos homens, correspondeu a 13,8% da PEA, com queda de 1,4% sobre maio e de 6,8% em doze meses.

A taxa de participação global (que indica a proporção das pessoas com 10 anos e mais incorporadas ao mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas) cresceu de 62,4%, em maio, para 62,6%, em junho, na Grande São Paulo, com o acréscimo de 41 mil pessoas à força de trabalho. A pesquisa apurou, pelo quarto mês consecutivo, aumento da taxa de participação das mulheres, que correspondeu a 51,3% - o maior patamar da série.

O desemprego diminiu ainda para chefes de domicílio (- 1,1%), crianças de 10 a 14 anos (- 1,8%), jovens de 18 a 24 anos (- 2,6%) e pessoas com 40 anos e mais de idade

(- 2,2%). Considerada a variação dos últimos doze meses, a pesquisa registrou a maior queda da taxa para os indivíduos na faixa etária de 25 a 39 anos (- 8,1%), sendo que para aqueles sem experiência anterior de trabalho houve aumento de 21,1%.

As mulheres também foram mais prejudicadas pelo aumento do desemprego na Grande Porto Alegre. A taxa apurada pela PED, de 16,1%, aumentou 1,3%, em junho, 25,8%, no ano, e 7,3%, nos últimos doze meses. Nos mesmos períodos, a relativa aos homens (12,8%) permaneceu estável, cresceu 9,4% e caiu 7,9%, respectivamente.

A taxa de desemprego dos chefes de domicílio aumentou 5,6% em junho (para 9,4% da PEA), acumulando alta de 28,8% no primeiro semestre e pequena queda de 5,1% em doze meses. Para as pessoas com 40 anos e mais, apesar do recuo de 4,5% sobre maio, o indicador (7,7%) elevou-se 28,3% no ano, situando-se 13,5% abaixo de um ano atrás (8,9%).

O tempo médio despendido pelos desempregados na procura de trabalho voltou a aumentar em uma semana, em junho, na Grande Porto Alegre, passando de 34 para 35 semanas. Isso resultou do acréscimo de 31 para 32 semanas gastas pelos indivíduos em situação de desemprego aberto, uma vez que o período estimado para aqueles na condição de desemprego oculto permaneceu estável em 40 semanas.

No Distrito Federal, o desemprego diminuiu para quase todos os grupos da população, exceto para aqueles que declararam estar procurando emprego pela primeira vez. As maiores quedas da taxa foram registradas para as pessoas de 25 a 39 anos (- 6,9%) e as mulheres (- 4,8%).

Ocupação cresce mais em Brasília

A evolução do nível de emprego teve melhor desempenho em Brasília, onde o número de ocupados cresceu pelo quarto mês consecutivo, em junho, sendo estimado em 697.900 pessoas, 1,6% a mais que em maio e 2,1% superior ao igual período de 1996.

Em junho, o total de ocupados no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de São Paulo e Porto Alegre foi estimado em 9.159.000 pessoas, com aumentos respectivos de 0,5% no mês e de 1,8% nos últimos doze meses (quadro 6).

Com a criação de 34 mil novos postos de trabalho, o nível de emprego cresceu 0,5%, em junho, na Grande São Paulo. O total de ocupados, estimado em 7.316.000 pessoas, aumentou pelo terceiro mês consecutivo, situando-se 2,1% acima do registrado há um ano. Em um ano foram geradas 153 mil vagas na região, expandindo-se o assalariamento sem carteira assinada (105 mil empregos) e o trabalho autônomo (89 mil ocupações), que compensaram as demissões no setor público (- 38 mil pessoas) e com carteira assinada no setor privado (- 96 mil) (quadro 7 e tabela 4)

Pelo segundo mês consecutivo, o nível de ocupação na Indústria manteve-se inalterado, uma vez que a demissão de assalariados com carteira de trabalho assinada foi compensada pelo aumento do assalariamento sem registro. Em junho, o setor empregava 1.558.000, mesmo número do mês anterior, mas 4,6% menor que o de igual período de 1996, correspondendo à eliminação de 75 mil postos de trabalho (tabela 5a).

Nos últimos doze meses, o emprego industrial cresceu somente nos ramos químico e de borracha (0,8%) e gráfico e de papel (5,9%), registrando-se as maiores quedas nos ramos de vestuário e têxtil (- 15,4%) e de alimentação (- 14,4%).

O aumento total da ocupação resultou basicamente das contratações nos Serviços, que geraram 46 mil novas vagas (+ 1,3% sobre maio), a maior parte na área pública (educação e saúde) e para trabalhadores autônomos. Assim, o setor passou a empregar 3.665.000 pessoas, respondendo por 50,1% do total de ocupados na Grande São Paulo (tabela 5b).

Em um ano, o nível de ocupação dos Serviços expandiu-se 6,8%, correspondendo à geração de 234.000 vagas, resultado do desempenho positivo verificado no setor privado. Nesse período, o emprego aumentou em quase todos os ramos de atividade, exceto nos de limpeza e de administração e utilidade públicas.

No Comércio foram eliminados 9 mil postos de trabalho, com a diminuição do nível de emprego de assalariados sem carteira assinada e de autônomos. Em Outros Setores houve demissões de 3 mil trabalhadores, sobretudo da Construção Civil, e poucas contratações nos serviços domésticos.

O emprego assalariado cresceu 0,3%, em junho, na Grande São Paulo. No setor privado, o assalariamento (com e sem carteira assinada) diminuiu 0,7%. No setor público, ao contrário, a ocupação voltou a crescer (8,2%), interrompendo a tendência de queda observada desde novembro do ano passado, embora ainda tenha se reduzido 5,9% nos últimos doze meses. Já o total de autônomos aumentou 1,5% no mês e 6,2% em um ano.

No Distrito Federal, o setor de Serviços também foi o que mais contratou em junho, mantendo-se como o maior empregador pelo terceiro mês, ao abrir 11.800 novas vagas. O emprego cresceu em todos os ramos de atividade, exceto em três: oficinas mecânicas (- 11,9%), serviços especializados (- 5,0%) e de reparação, limpeza e vigilância (- 2,5%) (quadro 8).

Com a abertura de 9 mil vagas, em junho, o nível de emprego no Comércio do Distrito Federal foi o que mais cresceu no primeiro semestre do ano (15,2%), período em que foram gerados 14.200 postos de trabalho. Em um ano, o total de ocupados no setor aumentou 4,8% (mais que os 2,6% registrados para os Serviços), sendo estimado em 107.500 pessoas.

Ainda no saldo dos últimos doze meses, o nível de ocupação reduziu-se apenas na Indústria de Transformação (- 11,9%), que empregava, em junho, 31 mil trabalhadores.

Assim como a PEA, o nível de ocupação também apresentou relativa estabilidade, em junho, na Grande Porto Alegre. O total de ocupados foi estimado em 1.310.00 pessoas, apenas 0,2% superior ao de maio e 0,2% menor que o de igual período de 1996, correspondendo à eliminação de 16 mil postos de trabalho. As dispensas concentraram-se nos ramos metal-mecânico e calçadistas e não foram compensadas pelo comportamento positivo do emprego verificado nos demais setores (quadro 9).

Em junho, houve contratações apenas na Indústria de Transformação (7 mil postos) e demissões em pequeno número no Comércio (- 2 mil), Serviços (- 2 mil) Outros Setores (- 1 mil), neste caso, observadas somente na construção civil.

Depois de três meses em queda, o número de ocupados na Indústria de Transformação voltou a crescer, em junho, na Grande Porto Alegre, com a criação de 7 mil novos postos. No entanto, o comportamento do nível de emprego nos ramos calçadistas e metal-mecânico, os mais representativos da ocupação regional, não foi determinante para esse resultado, já que o aumento do emprego ocorreu de forma pulverizada nos segmentos de menor peso no mercado de trabalho local.

A pequena elevação do nível de emprego em junho concentrou-se no setor privado, especialmente entre os assalariados sem carteira de trabalho assinada (4,5%), para os quais a ocupação também cresceu mais no primeiro semestre do ano (11,9%).

Na comparação com junho do ano passado, o setor público fechou 15 mil postos de trabalho, enquanto o setor privado contratou 25 mil trabalhadores, sendo que o nível de emprego dos assalariados com carteira assinada cresceu 4,7% e o dos sem carteira caiu 2,1%.

O levantamento na Grande Porto Alegre constatou a geração de 59 mil postos de trabalho (+ 4,7%) entre junho de 1994 e de 1997. A maior parte dessas vagas foi criada no setor de Serviços (52 mil) e no Comércio (22 mil). Em contrapartida, verificou-se acentuada retração (- 12,8%) do emprego na Indústria de Transformação, com a dispensa de 36 mil pessoas.

O incremento da ocupação regional nos últimos três anos, porém, ocorreu nas formas mais precárias de inserção no mercado de trabalho. O emprego de autônomos e empregados domésticos, por exemplo, absorveu 60 mil pessoas, enquanto o de assalariados com carteira assinada foi de apenas 16 mil indivíduos.

Rendimentos: novas quedas em maio

A PED registrou novas quedas dos rendimentos de ocupados e assalariados, em maio, no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de São Paulo e Porto Alegre. Nesta última, além de serem os menores, a variação dos salários também se manteve negativa nos últimos doze meses, sendo que o rendimento médio obtido pelos ocupados cresceu apenas 0,3% (quadro 10).

Pelo segundo mês consecutivo, em maio, ocupados e assalariados da Grande São Paulo tiveram reduções em seus rendimentos reais médios, que equivaleram a R$ 855,00 (- 1,3%), o menor valor do ano, e a R$ 835,00 (- 1,1%), respectivamente. Na comparação com o mesmo mês de 1996, tais valores elevaram-se 2,7% e 3,6% (tabela 6).

Em maio, a massa de rendimentos dos ocupados permaneceu praticamente estável (0,2%) e a dos assalariados diminuiu 1,0%. Isso resultou da queda do nível de renda, uma vez que, para os primeiros, o emprego aumentou 1,3%, permanecendo estabilizado para os demais (tabela 7).

Nos doze meses encerrados em maio, as massas de rendimentos de ocupados e assalariados aumentaram 5,5% e 2,9%, respectivamente. Para o primeiro grupo, tal resultado deveu-se aos aumentos do nível de emprego e renda e, para o segundo, apenas ao crescimento dos salários, uma vez que houve queda da ocupação.

A tendência de queda dos rendimentos entre os que ganham menos na Grande São Paulo repetiu-se, em maio, pelo quinto mês seguido. A parcela dos ocupados com menor renda (1º decil) obteve R$ 151,00 como rendimento máximo, ou 0,6% menos que em abril. Para o mesmo grupo de assalariados, o maior salário médio registrado pela pesquisa foi de R$ 222,00, valor idêntico ao do mês anterior (tabelas 8 e 9).

Os dados de maio mostram ainda que o valor mínimo (R$ 1.999,00) obtido pelos 10% de ocupados com maior renda (9º decil) permaneceu estável, após três meses em queda, enquanto o dos assalariados diminuiu 4,5%, fixando-se em R$ 1.718,00.

O rendimento médio real dos ocupados na Grande Porto Alegre voltou a cair, em maio, quando correspondeu a R$ 580,00, ou menos 0,5% em relação a abril. O salário médio real também caiu no período, equivalendo a R$ 555,00 (- 2,0%), após três meses de aumentos consecutivos.

Em conseqüência, as massas de rendimentos igualmente apresentaram desempenho desfavorável. A redução da massa salarial chegou a 4,1% e a dos ocupados a 1,6%, devido à combinação das quedas do nível de emprego e dos rendimentos.

O rendimento médio da parcela composta pelos 25% (1º quartil) de trabalhadores com menor renda (1º quartil) foi a única que apresentou crescimento, em maio, tanto entre ocupados (1,9%) quanto assalariados (1,0%), à exceção dos 25% mais ricos.

Na comparação anual, o rendimento médio real dos assalariados registrou queda de 3,5%, ao passo que o dos ocupados se manteve relativamente estável (0,3%). A redução do salário médio nos últimos doze meses foi de 2,4% no setor privado e de 0,9% no setor público. O recuo dos salários foi ainda maior no Comércio (- 4,5%) e Serviços (- 3,2%), sendo que na Indústria os valores permaneceram estáveis (com variação zero).

A exemplo do que se observa desde fevereiro deste ano, o rendimento dos ocupados e assalariados continuou a cair, em maio, no Distrito Federal. O dos primeiros reduziu-se de R$ 912,00 para R$ 902,00 (- 1,1%), enquanto o dos demais passou de R$ 1.028,00 para R$ 1.020,00 (- 0,8%). Em doze meses, porém, esses valores - que se mantêm acima dos registrados para as outras cinco regiões acompanhadas pela PED - elevaram-se 5,0% e 4,7%, respectivamente.

Já a massa de rendimentos médios reais dos ocupados e assalariados praticamente não se alterou. Essa estabilidade resultou do crescimento do nível de ocupação e do emprego assalariado, que compensou a queda da renda verificada para os dois grupos no período.

O Comércio foi o único setor em que os rendimentos aumentaram (5,6%), passando de R$ 515,00, em abril, para R$ 544,00, em maio, sendo que Indústria de Transformação, permaneceram relativamente estáveis (0,1%).

Pelo terceiro mês consecutivo, em maio, os 10% (1º decil) dos ocupados mais pobres do Distrito Federal obtiveram um rendimento menor, de R$ 124,00, ou 7,7% inferior ao de abril (mas 1,3% superior ao de um ano atrás). Ao contrário, o valor máximo obtido pelos 10% de assalaridos com maior renda estabilizou-se em R$ 204,00, registrando ganho de 6,6% em doze meses.

Grande belo horizonte

A taxa de desemprego aumentou 2,2%, em maio, atingindo 13,8% da população economicamente ativa (PEA), na Grande Belo Horizonte, ou 232 mil de um total de 1.739.000 pessoas. Como o acréscimo de 17 mil pessoas à força de trabalho superou as 9 mil vagas geradas na região, mais 8 mil indivíduos engrossaram o contingente de desempregados. Os dados foram apurados pela PED, desenvolvida pela Fundação João Pinheiro, com apoio da Secretaria do Trabalho, da Ação Social, da Criança e do Adolescente (Setascad), a partir da metodologia elaborada pelo DIEESE e pela Fundação Seade.

O aumento de 4,2% para 4,6% da taxa de desemprego oculto foi determinante para o resultado mensal, já que a taxa de desemprego aberto praticamente não se alterou, oscilando de 9,2% para 9,1%. Na primeira condição, o número de desempregados foi estimado em 81 mil pessoas e, na segunda,159 mil, totalizando 240 mil, ou mais 33,3% em relação a janeiro e 3,9% acima de maio do ano passado.

Nos primeiros cinco meses do ano, enquanto a taxa de desemprego total aumentou 29,0%, a de desemprego aberto avançou 42,2%. A relativa ao oculto subiu 7,0%, sendo o único indicador que apresentou queda (- 11,5%) em relação a maio de 1996.

O desemprego cresceu pelo sexto mês consecutivo entre as mulheres. A taxa atingiu 15,8% da PEA feminina, contra 15,1% de abril e 15,5% de maio do ano passado. No caso dos homens, a proporção de desempregados continuou relativamente estável nos dois períodos, correspondendo a 12,2% da PEA masculina.

Os jovens de 10 a 17 anos e as pessoas com idade entre 25 e 39 anos foram as mais atingidas pelo aumento do desemprego, em maio. As respectivas taxas apuradas pela PED elevaram-se de 38,3% para 39,8% e de 9,9% para 10,2%.

Para as pessoas que não haviam trabalhado, a taxa de desemprego também aumentou, passando de 2,6%, em abril, para 2,9%, em maio. Há um ano correspondia a 2,5% da PEA.

O nível de ocupação aumentou apenas 0,6% entre abril e maio, na Grande Belo Horizonte, com o total de ocupados sendo estimado em 1.499.000 pessoas, 9 mil a mais que no mês anterior. O Comércio, que gerou 12 mil vagas, foi o principal responsável por esse resultado, uma vez que o emprego se manteve estabilizado nos demais setores de atividade e reduziu-se no agregado Outros Setores (quadro 11).

Na comparação com maio de 1996, o emprego expandiu-se 6,7% no Comércio (com a criação de 15 mil postos de trabalho) e 12,2% na Construção Civil (14 mil), especialmente entre trabalhadores autônomos. Em Outros Setores, o aumento da ocupação também foi expressivo (16 mil vagas, ou mais 10,7%), embora concentrado nos serviços domésticos.

Apenas no setor de Serviços, com 733 mil empregados em maio (48,9% dos ocupados na região), o nível de emprego caiu em doze meses (- 5,0%). No mesmo período, o número de trabalhadores na Indústria de Transformação cresceu somente 0,4%, sendo estimado em 231 mil pessoas.

A indústria metal-mecânica reduziu 4,2% o nível de ocupação, em maio, após o crescimento acumulado de 28,4% entre dezembro de 1995 e abril deste ano, resultado de variações positivas em oito dos últimos dezessete meses. Nos ramos têxtil e de confecções, o total de ocupados cresceu 8,1% no mês em análise.

O mesmo setor metal-mecânico foi o único em que houve aumento (7,0%) do emprego entre maio de 1996 e de 1997, ao contrário do que ocorreu nos ramos têxtil (- 2,5%) e de vestuário (- 3,8%).

Em um ano, o nível de emprego retraiu-se apenas entre os assalariados no setor público, com o corte de 20 mil trabalhadores (- 9,7%), expandindo-se 10,1% para os empregados domésticos, 7,0% no caso dos assalariados sem carteira assinada e 3,1% para os que a possuíam.

Em abril, a PED na Grande Belo Horizonte registrou quedas tanto para o rendimento médio real dos ocupados (R$ 598,22) quanto para o dos assalariados (R$ 573,41), que ficaram, respectivamente, 0,1% e 1,8% abaixo dos valores apurados no mês anterior. Em doze meses, os ganhos foram modestos: 1,8% e 1,0%.

Entre os ocupados, a queda (- 1,6%) de rendimentos foi um pouco mais acentuada para os do primeiro quartil (25% mais pobres) do que para a mesma parcela dos assalariados (- 1,4%). No balanço anual, os salários cresceram mais entre os trabalhadores agrupados nos três primeiros quartis, movimento acompanhado pela diminuição de 2,2% observada para aqueles do quarto quartil (25% mais ricos).

A massa de rendimentos dos ocupados cresceu 0,7% em abril, mas reduziu-se 1,2% no ano. Em doze meses, porém, ainda registrou ganho de 4,9%. Já a massa salarial caiu 1,9% em relação a março e 2,9% desde janeiro, elevando-se 2,8% na comparação com igual período de 1996.

No setor privado, o salário real médio cresceu 4,7% em doze meses. Na Indústria de Transformação houve aumento de 19,1%, que contrastou com a queda de 1,3% registrada no setor de Serviços e a relativa estabilidade (- 0,1%) verificada no Comércio.

No mesmo período, a pesquisa constatou aumentos tanto para o rendimento médio real dos assalariados com carteira assinada (5,0%) quanto para os que não a possuíam (3,7%). Em abril, esses valores corresponderam a R$ 552,36 e a R$ 304,21, respectivamente.

Grande salvador: desemprego atinge 21,9%

O desemprego cresceu pelo terceiro mês, em maio, na Grande Salvador, atingindo 21,9% da PEA.. Trata-se do percentual mais elevado desde dezembro de 1996, quando se iniciou a divulgação dos dados da PED, desenvolvida pela Superintendência de Estudos Economômicos e Sociais da Bahia (SEI), com apoio da Secretaria do Trabalho e do Bem-Estar Social (Setras), da Universidade Federal da Bahia (UFBa), em parceria com o DIEESE e a Fundação Seade.

Desde o início da PED na região, a taxa de desemprego total aumentou 7,9%. Nestes seis meses, o indicador foi menor somente em fevereiro (19,9%).

A elevação de 6,5% da taxa de desemprego aberto, que passou de 12,4% em abril para 13,2% em maio, determinou o aumento de 3,3% da taxa total. Isso porque o comportamento da taxa de desemprego oculto é oposto: o indicador caiu (- 1,1%) pelo segundo mês consecutivo, fixando-se em 8,7%, o menor percentual desde dezembro (9,2%).

A exemplo do observado desde dezembro, a taxa de participação (que mede a pressão da mão-de-obra no mercado de trabalho) também aumentou, passando de 59,7%, em abril, para 60,0%, em maio. Como o nível de emprego se manteve estável e mais pessoas buscaram uma ocupação, a taxa de desemprego elevou-se no período.

Exceto para os jovens na faixa etária de 10 a 17 anos e as pessoas sem experiência anterior de trabalho, o desemprego aumentou em todos os segmentos populacionais. As variações mais significativas ocorreram para aqueles que já trabalharam (5,8%), chefes de família (5,7%), homens (5,2%) e indivíduos com idade entre 25 e 39 anos (5,0%).

O nível de ocupação permaneceu estabilizado na Grande Salvador, em maio, repetindo o mesmo comportamento desde fevereiro, mas cresceu 3,3% em relação a dezembro. Na variação mensal, o número de ocupados reduziu-se na Construção Civil (- 7,0%), Indústria de Transformação (- 4,7%), Comércio (- 3,9%) e Serviços Domésticos (- 0,9%) e aumentou em Outros Setores (4,8%), nos Serviços de Produção (4,1%) e nos Serviços Pessoais (1,2%) (quadro 12).

No acumulado do ano, as quedas mais acentuadas no total de ocupados ocorreram na Indústria de Transformação (- 6,9%) e no Comércio (- 2,3%), enquanto nos Serviços Domésticos o emprego cresceu 4,7%.

O emprego no setor privado continuou crescendo, em maio, embora em ritmo mais lento (0,7%), expandindo-se 6,8% em relação a dezembro. No setor público, o desempenho foi negativo nos dois períodos, com quedas respectivas de 2,1% e 3,3%.

Em abril, o rendimento real médio dos ocupados na Grande Salvador caiu 1,1%, equivalendo a R$ 479,00. Entre os assalariados, a queda foi de 0,6%, resultando em um salário real médio de R$ 540,00.

O rendimento real médio dos 10% mais pobres entre os ocupados (1º decil) variou de R$ 59,00 para R$ 61,00, entre março e abril. A remuneração dos 10% com maior renda, ao contrário, passou de R$ 1.179,00 para R$ 1.124,00.

Na Grande Salvador, os 25% dos ocupados receberam, no máximo, R$ 114,00, em abril, valor inferior, inclusive, ao salário mínimo de R$ 120,00.

Os assalariados com carteira de trabalho assinada receberam, em abril, quase o dobro (R$ 493,00) do valor obtido por aqueles sem registro formal (R$ 250,00).



Quadro 1 - População economicamente ativa em cinco regiões metropolitanas
1996/1997 - (em 1.000 pessoas)
Regiões metropolitanas População economicamente ativa (PEA)
jun/96 dez/96 jan/97 fev/97 mar/97 abr/97 mai/97 jun/97
Distrito Federal 834,9 795,0 799,3 803,0 819,9 832,4 840,2 847,7
Belo Horizonte 1.688 1.680 1.668 1.688 1.708 1.722 1.739 nd
Curitiba 1.015 1.017 1.017 1.026 1.042 1.052 nd nd
Porto Alegre 1.531 1.514 1.515 1.539 1.532 1.545 1.523 1.527
São Paulo 8.548 8.510 8.439 8.396 8.421 8.545 8.669 8.710
Fonte: SEP. Convênio Seade-DIEESE; FEE-FGTAS- Sine/RS; Ipardes-Sempre-Sine/PR-Copel; Codeplan/GDF-STb/GDF; CEI/FJP-Setascad-Sine/MG.
Nota: Por questões técnicas, não estão disponíveis os números absolutos referentes à região metropolitana de Salvador.
nd = dado não disponível.



Quadro 2 - Taxas de desemprego total em seis regiões metropolitanas
1996/1997 - (em %)
Regiões metropolitanas Taxas de desemprego total
jun/96 dez/96 jan/97 fev/97 mar/97 abr/97 mai/97 jun/97
Distrito Federal 18,1 15,4 15,7 16,3 18,0 18,2 18,2 17,2
Belo Horizonte 13,6 10,7 11,8 12,2 13,3 13,5 13,8 nd
Curitiba 13,5 11,7 12,1 13,5 14,4 15,1 nd nd
Porto Alegre 14,3 12,1 12,2 12,8 13,5 14,1 14,1 14,2
Salvador - 20,3 20,4 19,9 20,9 21,2 21,9 nd
São Paulo 16,2 14,2 13,9 14,2 15,0 15,9 16,0 16,0
Fonte: SEP. Convênio Seade-DIEESE, FEE-FGTAS - Sine/RS; Ipardes-Sempre-Sine/PR-Copel; Codeplan/GDF-STb/GDF; CEI/FJP-Setascad-Sine/MG,SEI/Setras/UFBa.
nd = dado não disponível.



Quadro 3 - Total de desempregados em cinco regiões metropolitanas
1996/1997 - (em 1.000 pessoas)
Regiões metropolitanas Total de desempregados
jun/96 dez/96 jan/97 fev/97 mar/97 abr/97 mai/97 jun/97
Distrito Federal 151,3 122,8 125,2 130,9 147,5 151,1 153,4 149,8
Belo Horizonte 230 180 197 206 227 232 240 nd
Curitiba 137 119 123 139 150 159 nd nd
Porto Alegre 219 183 185 197 207 218 215 217
São Paulo 1.385 1.208 1.173 1.192 1.263 1.359 1.387 1.394
Fonte: SEP. Convênio Seade-DIEESE; FEE-FGTAS- Sine/RS; Ipardes-Sempre-Sine/PR-Copel; Codeplan/GDF-STb/GDF; CEI/FJP-Setascad-Sine/MG.
Nota: Por questões técnicas, não estão disponíveis os números absolutos referentes à região metropolitana de Salvador.
nd = dado não disponível.



Quadro 4 - Taxas de desemprego aberto em seis regiões metropolitanas
1996/1997 - (em%)
Regiões metropolitanas Taxas de desemprego aberto
jun/96 dez/96 jan/97 fev/97 mar/97 abr/97 mai/97 jun/97
Distrito Federal 11,8 9,8 9,5 9,8 11,4 12,2 12,1 11,3
Belo Horizonte 8,5 6,4 7,1 7,7 8,9 9,2 9,1 nd
Curitiba 9,0 8,0 8,4 9,6 10,6 11,2 nd nd
Porto Alegre 9,6 8,2 8,3 8,9 9,4 10,0 9,8 10,2
Salvador 10,7 11,1 11,0 10,7 11,4 12,4 13,2 nd
São Paulo - 9,2 8,9 9,1 9,9 10,7 10,7 10,5
Fonte: SEP. Convênio Seade-DIEESE; FEE-FGTAS- Sine/RS; Ipardes-Sempre-Sine/PR-Copel; Codeplan/GDF-STb/GDF; CEI/FJP-Setascad-Sine/MG; SEI/Setras/UFBa.
nd: dado não disponível.

Quadro 5 - Taxas de desemprego oculto em seis regiões metropolitanas
1996/1997 - (em%)
Regiões metropolitanas Taxas de desemprego oculto
jun/96 dez/96 jan/97 fev/97 mar/97 abr/97 mai/97 jun/97
Distrito Federal 6,3 5,6 6,2 6,5 6,6 6,0 6,1 6,4
Belo Horizonte 5,1 4,3 4,7 4,5 4,4 4,2 4,6 nd
Curitiba 4,5 3,7 3,7 3,9 3,8 3,9 nd nd
Porto Alegre 4,7 3,9 3,9 3,9 4,1 4,1 4,3 4,0
Salvador - 9,2 9,4 9,2 9,5 8,8 8,7 nd
São Paulo 5,5 5,0 5,0 5,1 5,1 5,2 5,3 5,5
Fonte: SEP. Convênio Seade-DIEESE; FEE-FGTAS- Sine/RS; Ipardes-Sempre-Sine/PR-Copel; Codeplan/GDF-STb/GDF; CEI/FJP-Setascad-Sine/MG;SEI/Setras/UFBa.
nd = dado não disponível.

Quadro 6 - Evolução do total de ocupados em cinco regiões metropolitanas
1996/1997 - (em 1.000 pessoas)
Regiões metropolitanas Total de ocupados
jun/96 dez/96 jan/97 fev/97 mar/97 abr/97 mai/97 jun/97
Distrito Federal 683,6 672,2 674,1 672,1 672,4 681,3 686,8 697,9
Belo Horizonte 1.458 1.500 1.471 1.482 1.481 1.490 1.499 nd
Curitiba 878 898 894 887 892 893 nd nd
Porto Alegre 1.312 1.331 1.330 1.342 1.325 1.327 1.308 1.310
São Paulo 7.163 7.302 7.266 7.204 7.158 7.186 7.282 7.316
Fonte: SEP. Convênio Seade-DIEESE; FEE-FGTAS- Sine/RS; Ipardes-Sempre-Sine/PR-Copel; Codeplan/GDF-STb/GDF; CEI/FJP-Setascad-Sine/MG.
Nota: Por questões técnicas, não estão disponíveis os números absolutos referentes à região metropolitana de Salvador.
nd = dado não disponível.

Quadro 7 - Total de ocupados por setor de atividade econômica na Grande São Paulo
1996/1997
Setores Estimativas (em mil pessoas) Variações
Absoluta (em mil) Relativa (%)

jun/96 mai/97 jun/97 jun-97/mai-97 jun-97/mai-97 jun-97/jun-96
Indústria 1.633 1.558 1.558 0 0,0 - 4,6
Comércio 1.268 1.245 1.236 - 9 - 0,7 - 2,5
Serviços 3.431 3.619 3.665 46 1,3 6,8
Outros (1) 831 860 857 - 3 - 0,3 3,1
Total 7.163 7.282 7.316 41 0,5 2,1
Fonte: SEP. Convênio DIEESE-Seade
(1) Incluem ConstruçãoCivil, Serviços Domésticos, etc.

Quadro 8 - Total de ocupados por setor de atividade econômica no Distrito Federal
1996/1997
Setores Estimativas (em mil pessoas) Variações
Absoluta (em mil) Relativa (%)

jun/96 mai/97 jun/97 jun-97/mai-97 jun-97/mai-97 jun-97/jun-96
Indústria 35,2 32,0 31,0 - 1,0 - 3,1 - 11,9
Comércio 102,6 106,6 107,5 0,9 0,8 4,8
Serviços 372,6 370,4 382,2 11,8 3,2 2,6
Construção Civil 29,9 31,2 30,5 - 0,7 - 2,2 2,0
Administração Pública 137,8 140,5 140,9 0,4 0,3 2,2
Outros (1) 5,5 6,1 5,8 - 0,3 - 4,9 5,5
Total 683,6 686,8 697,9 11,1 1,6 2,1
Fonte: Codeplan/GDF, STb/GDF, DIEESE/Seade-SP
(1) Incluem os trabalhadores do setor agropecuário, de embaixadas, consulados e representações oficiais e políticas.

Quadro 9 - Total de ocupados po setor de atividade econômica na Grande Porto Alegre
1996/1997
Setores Estimativas (em mil pessoas) Variações
Absoluta (em mil) Relativa (%)

jun/96 mai/97 jun/97 jun-97/mai-97 jun-97/mai-97 jun-97/jun-96
Indústria 261 238 245 7 2,9 - 6,1
Comércio 222 231 229 - 2 - 0,9 3,2
Serviços 650 655 653 - 2 - 0,3 0,5
Construção Civil 72 81 80 - 1 - 1,2 11,1
Serviços Domésticos 99 96 96 0 0,0 - 3,0
Outros (1) 8 7 7 0 0,0 - 12,5
Total 1.312 1.308 1.310 - 2 0,2 - 0,2
Fonte: PED-RMPA - Convênio FEE, FGTAS/Sine-RS e DIEESE/Seade-SP.
(1) Incluem agricultura, pecuária, extração vegetal e outras atividades não classificadas.


Quadro 10 - Rendimento médio real de ocupados e assalariados em três regiões metropolitanas
Maio de 1997
Regiões metropolitanas Ocupados (Valor absoluto)
(A)
Assalariados (Valor absoluto)
(B)
Variação (%)
mai-97/abr-97 mai-97/mai-96

(A) (B) (A) (B)
Distrito Federal (1) R$ 902,00 R$ 1.020,00 - 1,1 - 0,8 5,0 4,7
Porto Alegre (2) R$ 580,00 R$ 555,00 - 0,5 - 1,9 0,3 - 3,5
São Paulo (3) R$ 855,00 R$ 835,00 - 1,3 - 1,1 2,7 3,6
Fonte: PED. Convênio DIEESE/Seade; FEE,FGTAS, Sine-RS;Codeplan/GDF-STb/GDF; FJP/CEI, Setascad e Sine-MG.
1. Inflator utilizado: ICV-Codeplan. Valores em reais de maio de 1997. Base: média de 1992 =100.
2. Inflator utilizado: IPC-IEPE. Valores em reais de maio de 1997. Base: média de 1993 = 100.
3. Inflator utilizado: ICV-DIEESE. Valores em reais de maio de 1997. Base: média de 1985 = 100.

Quadro 11 - Total de ocupados po setor de atividade econômica na Grande Belo Horizonte
1996/1997
Setores Estimativas (em mil pessoas) Variações
Absoluta (em mil) Relativa (%)

mai/96 abr/97 mai/97 mai-97/abr-97 mai-97/abr-97 mai-97/mai-96
Indústria (1) 230 232 231 - 1 - 0,4 0,4
Comércio 225 228 240 12 5,3 6,7
Serviços 738 733 733 0 0,0 - 0,7
Construção Civil (2) 115 127 129 2 1,6 12,2
Outros (3) 150 170 166 - 4 - 2,4 10,7
Total 1.458 1.490 1.499 9 0,6 2,8
Fonte:Fundação João Pinheiro (FJP)/Centro de Estatística e Informações (CEI). Convênio FJP/DIEESE/Seade e Sine-MG.
(1) Indústrias de transformação e extrativa mineral.
(2)Inclui reformas e reparação de edifícações.
(3) Inclui serviços domésticos, agricultura, pecuária e extração vegetal e outras atividades.

Quadro 12 - Distribuição dos ocupados por setor de atividade econômica na Grande Salvador
Dezembro de 1996 a maio de 1997 - (em %)
Períodos Setores de atividade econômica
Indústria de Transformação Construção Civil Comércio Serviços de Produção (1) Serviços Pessoais (2) Serviços Domésticos Outros Setores
Dezembro/96 8,7 5,2 17,6 30,2 25,8 10,7 1,8
Janeiro/97 8,6 5,5 18,2 29,7 25,5 10,2 2,3
Fevereiro 8,4 5,7 19,1 29,3 25,0 10,3 2,2
Março 8,6 5,6 18,3 29,7 24,9 10,6 2,3
Abril 8,5 5,7 17,9 29,6 24,9 11,3 2,1
Maio 8,1 5,3 17,2 30,8 25,2 11,2 2,2
Variação mensal Abril-97/maio97 - 4,7 - 7,0 - 3,9 4,1 1,2 - 0,9 4,8
Fonte: PED RMS-SEI/Setras/UFBa/DIEESE/Seade.
(1) Incluem transporte e armazenagem, utilidade pública, especializados, administração pública, forças armadas e polícia, creditícios e financeiros, comunicação, diversão, radiodifusão e teledifusão, comércio, administração de valores imobiliários e de imóveis, serviços auxiliares, outros serviços de reparação e limpeza.
(2) Incluem serviços pessoais diversos, alimentação, educação, saúde, serviços comunitários, oficinas de reparação mecânica e outros serviços.


Aqui você pode acessar os releases completos das PEDs do Distrito Federal, São Paulo e Paraná.
DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Económicos