COOPERATIVA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE QUIXADÁ (COOPRESQ)
DURAÇÃO
15/09/99: 1 dia
NÚMERO DE GREVISTAS
30
CAUSAS
Protestavam conta o atraso no pagamento de salários.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
O presidente da cooperativa, responsável pela coleta e destinação final do lixo da cidade, alegou que a prefeitura não repassava o dinheiro do contrato mantido com a entidade havia quatro meses. O débito, estimado pela Coopresq em R$ 91 mil, estaria impossibilitando o pagamento dos salários dos trabalhadores. Em 15/09, a greve prosseguia.
CATEGORIA
EMPREGADOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE
BASE TERRITORIAL
DISTRITO FEDERAL (DF)
EMPRESA
GREVE DE CATEGORIA (REDE DISTRITAL DE SAÚDE)
DURAÇÃO
15/09/99: 1 dia
NÚMERO DE GREVISTAS
(*)
CAUSAS
Reivindicavam, entre 52 pontos, reajuste de 28,86% nos salários, a volta do fornecimento de tíquetes-alimentação - suspensos desde 1996 - e a reclassificação do plano de carreira.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
O sindicato informou que o primeiro dia de paralisação provocou a abertura de negociações com o governo, que, entretanto, se negava a conceder o reajuste reivindicado pelos trabalhadores. Foi decidido que, a partir de 16/09, haveria greve em cascata. A cada dia, servidores de um novo hospital, começando pelo de Sobradinho, seriam incorporados à paralisação. Segundo o sindicato, a pauta de reivindicações da categoria foi entregue à Secretaria de Saúde em janeiro. Até então, não havia nenhuma resposta por parte do governo. Em 15/09, não havia solução para o impasse.
CATEGORIA
MÉDICOS
BASE TERRITORIAL
HORTOLÂNDIA (SP)
EMPRESA
GREVE DE CATEGORIA (REDE MUNICIPAL DE SAÚDE)
DURAÇÃO
10/09/99: 1 dia
NÚMERO DE GREVISTAS
14
CAUSAS
Reivindicavam o pagamento dos salários atrasados, horas extras e férias, além de protestarem contra o descumprimento de decisões judiciais nos casos de rescisão contratual.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
O sindicato estimou a adesão em menos de 10% da categoria e decidiu pelo encerramento da paralisação no final da tarde. A entidade acusou o governo municipal de ter sido o responsável pela baixa adesão à greve, já que havia ameaçado demitir os médicos que participassem do movimento. A prefeitura admitiu os atrasos salariais, afirmando que eles afetavam todo o funcionalismo público, mas anunciou que não havia data definida para o pagamento dos 1.900 servidores municipais.
CATEGORIA
MOTORISTAS E COBRADORES
BASE TERRITORIAL
SÃO PAULO (SP)
EMPRESA
VIAÇÃO MASTERBUS
DURAÇÃO
22/09/99: 1 dia
NÚMERO DE GREVISTAS
1.500
CAUSAS
Reivindicavam o adiantamento salarial e o fornecimento - atrasado em dois meses - dos tíquetes-refeição e cestas básicas, além do repasse da pensão alimentícia para as famílias dos funcionários divorciados.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
O adiantamento salarial deveria ter sido feito no dia 20/09. Cerca de 160 funcionários divorciados tinham o valor da pensão descontado no contracheque, mas a empresa não havia repassado o dinheiro às famílias. A Masterbus prometia pagar o vale salarial em 27/09. Em 22/09, não havia solução para o impasse.
CATEGORIA
MOTORISTAS E COBRADORES
BASE TERRITORIAL
SÃO PAULO (SP)
EMPRESA
VIAÇÃO TIRADENTES
DURAÇÃO
01/09/99: 7 horas
NÚMERO DE GREVISTAS
1.600
CAUSAS
Reivindicavam o pagamento de horas extras e protestavam contra perseguições da chefia, contra desvio de funções, contra descontos no salário dos cobradores do dinheiro perdido em assaltos, no salário dos motoristas, de peças danificadas do ônibus e contra a ameaça de quinze novas demissões na empresa.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
Os trabalhadores cruzaram os braços das 3h às 10h. O protesto foi suspenso quando a empresa suspendeu as demissões e se dispôs a negociar as demais reivindicações no dia seguinte. O sindicato alegou que as demissões foram motivadas por flagrantes feitos através de microcâmeras instaladas nos ônibus desde julho passado. Nesse mês, foram demitidos quatro funcionários, que teriam sido observados retendo passes ou dinheiro. Nos últimos dois meses, a empresa desligou vinte outros trabalhadores pelo mesmo motivo.
CATEGORIA
MOTORISTAS E COBRADORES
BASE TERRITORIAL
SÃO PAULO (SP)
EMPRESA
VIAÇÃO TRANSBRAÇAL
DURAÇÃO
21/09/99: 7 horas
NÚMERO DE GREVISTAS
500
CAUSAS
Reivindicavam o pagamento do adiantamento salarial.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
Os trabalhadores pararam de manhã e retornaram às suas atividades quando a empresa pagou os débitos.
CATEGORIA
MOTORISTAS E COBRADORES
BASE TERRITORIAL
SOROCABA (SP)
EMPRESA
GREVE DE CATEGORIA
DURAÇÃO
16/09/99: 7 horas
NÚMERO DE GREVISTAS
(*)
CAUSAS
Protestavam contra a atuação clandestina dos perueiros e o desrespeito dos usuários às catracas de ônibus - problemas que, segundo o sindicato, vinham sendo responsáveis pela perda de 32% da receita das empresas de transporte coletivo -, buscando pressionar a Justiça para que acelerasse o julgamento das ações que envolviam os perueiros e dedicasse maior rigor na fiscalização do transporte alternativo. Além disso, a categoria vinha reivindicando reforço policial nos pontos finais dos ônibus para reprimir os "pula-catracas".
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
A paralisação começou às 9h. Houve conflitos entre perueiros, motoristas e usuários.
CATEGORIA
EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS
BASE TERRITORIAL
SÃO PAULO (SP)
EMPRESA
BANCO MERCANTIL DO BRASIL
DURAÇÃO
28/09/99: 1 dia
NÚMERO DE GREVISTAS
150
CAUSAS
Protestavam contra a intenção do banco de instituir uma jornada de oito horas diárias, a vigorar até novembro.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
O sindicato paralisou nove agências do banco durante o dia. O Mercantil afirmou que os cargos com jornada de seis horas iriam continuar. Estava prevista uma nova negociação em 05/10.
CATEGORIA
EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS
BASE TERRITORIAL
SÃO PAULO (SP) E BELO HORIZONTE (SP)
EMPRESA
BANCO ITAÚ
DURAÇÃO
24/09/99: 5 horas e 30 minutos
NÚMERO DE GREVISTAS
(*)
CAUSAS
Reivindicavam reajuste salarial de 10,64%, participação nos lucros e resultados, garantia de emprego, melhores condições de saúde e segurança, auxílio-educação e ganhos por produtividade.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
As paralisações faziam parte da mobilização nacional dos bancários, acontecida em várias capitais. A categoria, que tem data-base em 1º de setembro, estava em campanha salarial, além de pretender chamar a atenção para o problema da segurança nos bancos. Na cidade de São Paulo (SP), foram realizados protestos em oito agências do Itaú, até às 11h e, em alguns casos, até 11h30. Em Belo Horizonte (MG), uma agência da mesma empresa foi fechada entre as 7h e as 12h30. Outras agências de diferentes bancos poderiam ser paralisadas na semana seguinte. O Itaú foi escolhido para iniciar a campanha em Belo Horizonte por ter tido o maior lucro líquido do sistema bancário brasileiro - R$ 1,094 bilhão no primeiro semestre de 1999 - e pelo fato de seu presidente estar à frente da mesa de negociação da campanha salarial da categoria. Segundo o sindicato dos bancários de BH, nunca um banco ou qualquer empresa lucrou tanto em tão pouco tempo como o Itaú. Por outro lado, de acordo com a entidade, o atendimento aos clientes era péssimo e os funcionários vinham sendo obrigados a cumprir metas e pressionar os clientes a adquirir os produtos e serviços do banco. Os bancários vinham até então rejeitando a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), que oferecia reajuste de 4% e PLR de R$ 312,00. O sindicato também denunciou que os banqueiros vinham forçando os funcionários a trabalhar oito horas diárias.
CATEGORIA
PROFESSORES
BASE TERRITORIAL
LUZILÂNDIA (PI)
EMPRESA
GREVE DE CATEGORIA (REDE MUNICIPAL DE ENSINO)
DURAÇÃO
18/09/99: 1 dia
NÚMERO DE GREVISTAS
(*)
CAUSAS
Reivindicavam o pagamento dos salários de dezembro de 1998 e janeiro, fevereiro e julho de 1999, além de melhores condições de trabalho.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
A greve paralisou dois cursos médios na cidade e repercutiu na Câmara Municipal. Alunos da escola Sete de Setembro e até os vereadores apoiaram o movimento. Eles colaboraram com um abaixo-assinado em favor das reivindicações dos professores. Os vereadores expediram uma nota de solidariedade aos grevistas e cobraram providências do prefeito local, que se recusava a dar explicações para as irregularidades no pagamento dos funcionários. Em 18/09, ainda não havia solução para o impasse.
CATEGORIA
EMPREGADOS EM CRECHES E CENTROS JUVENIS
BASE TERRITORIAL
SÃO PAULO (SP)
EMPRESA
GREVE DE CATEGORIA (CRECHES MUNICIPAIS)
DURAÇÃO
28/09/99: 1 dia
NÚMERO DE GREVISTAS
3.000
CAUSAS
Reivindicavam o pagamento do auxílio-alimentação para os cerca de 7 mil funcionários da rede que trabalham com carga de trinta horas semanais.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
O benefício reivindicado vinha sendo concedido apenas aos funcionários com carga de quarenta horas por semana. Os auxiliares de desenvolvimento infantil, que trabalhavam trinta horas, tinham direito, até então, à alimentação fornecida pelas próprias creches, o que passou a ser proibido. O salário desses funcionários era de R$ 280,00, em média, e o auxílio representaria um complemento de R$ 136,00 à remuneração. Os grevistas pararam a avenida Paulista (centro da cidade) das 10h às 13h. A Secretaria da Administração prometeu encaminhar ao prefeito uma minuta de projeto de lei estendendo a concessão do benefício. Os funcionários pretendiam voltar ao trabalho no dia seguinte.
CATEGORIA
PROFESSORES E TRABALHADORES EM ESTABELECIMENTOS DE ENSINO
BASE TERRITORIAL
ESTADO DE MINAS GERAIS
EMPRESA
GREVE DE CATEGORIA (REDE ESTADUAL DE ENSINO)
DURAÇÃO
02/09/99: 1 dia
NÚMERO DE GREVISTAS
154.000
CAUSAS
Reivindicavam reajuste salarial de 10%, pagamento do 13º de 1998, incorporação ao salário-base do abono de R$ 45,00, pago desde 1997, retomada da concessão de adicionais, como biênio e qüinqüênio, suspensos na administração anterior, obrigatoriedade da efetuação dos pagamentos até o quinto dia útil de cada mês, constituição de comissão para discutir um plano de carreiras, eleições diretas para diretores de escola, fim da fusão de turmas de alunos, revisão das demissões já realizadas e instituição de um concurso público.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
Os professores paralisaram suas atividades parcialmente com o objetivo de realizar uma assembléia para discutir o andamento das negociações com o governo estadual. A greve de advertência deflagrada nos dias 25 e 26 de agosto foi considerada positiva, porém com resultados ainda insatisfatórios. De acordo com o sindicato, a paralisação atingiu 70% das 3.907 escolas estaduais. Entre os avanços resultantes do movimento grevista de agosto foi citada a mudança de postura do governo no pagamento do 13º salário de 1998. Em vez do parcelamento em 24 vezes, a resolução então vigente era a de quitá-lo até março de 2000, o que ainda não agradava aos trabalhadores. A promessa de acabar com a fusão de turmas, a garantia de discussão imediata do plano de carreiras e de uma proposta para a eleição direta de diretores de escolas até 15/09 também foram consideradas conquistas da categoria. O sindicato pretendia promover uma nova paralisação em 22/09, para o lançamento da "Marcha Estadual em Defesa e Valorização da Educação".
CATEGORIA
PROFESSORES E TRABALHADORES EM ESTABELECIMENTOS DE ENSINO
BASE TERRITORIAL
CAMPINA GRANDE (PB)
EMPRESA
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA (UEPB)
DURAÇÃO
24/09/99 a 30/09/99: 7 dias
NÚMERO DE GREVISTAS
(*)
CAUSAS
Reivindicavam, entre outros pontos, reajuste salarial de cerca de 80% e a realização de concurso público para contratação de funcionários.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
Tanto os professores como os servidores técnico-administrativos da universidade estavam sem reajuste desde 1995. Em 30/09, após uma reunião com os professores na Câmara Municipal, os vereadores de Campina Grande se comprometeram a apoiar a luta dos dois segmentos por melhores salários. Da pauta de reivindicações dos grevistas, apenas uma vinha sendo encaminhada pelo governo: houve uma reunião entre representantes da UEPB e o comando de greve para tratar da realização do concurso público. Até 30/09, a paralisação prosseguia.
CATEGORIA
EMPREGADOS EM CLUBES ESPORTIVOS
BASE TERRITORIAL
RIO DE JANEIRO (RJ)
EMPRESA
AMÉRICA FUTEBOL CLUBE
DURAÇÃO
01/09/99 a 14/09/99: 14 dias
NÚMERO DE GREVISTAS
11
CAUSAS
Protestavam contra o atraso de seis meses no pagamento de salários.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
Os jogadores decidiram voltar aos treinos em 15/09, mesmo sem ter recebido. Eles afirmavam que o clube, embora demonstrando dispor de verbas para despender nas festividades de comemoração dos 95 anos de sua fundação, seguia sem pagar os salários.
CATEGORIA
FUNCIONALISMO PÚBLICO MUNICIPAL
BASE TERRITORIAL
QUIXADÁ (CE)
EMPRESA
GREVE DE CATEGORIA
DURAÇÃO
17/09/99 a 30/09/99: 14 dias
NÚMERO DE GREVISTAS
(*)
CAUSAS
Reivindicavam o pagamento dos salários de agosto e setembro.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
Os grevistas trabalhavam em creches, educação infantil, na biblioteca pública e no museu da cidade. Até 30/09, a paralisação continuava.
CATEGORIA
FUNCIONALISMO PÚBLICO MUNICIPAL
BASE TERRITORIAL
CARIACICA (ES)
EMPRESA
GREVE DE CATEGORIA
DURAÇÃO
20/09/99 a 30/09/99: 11 dias
NÚMERO DE GREVISTAS
2.500
CAUSAS
Reivindicavam o pagamento de salários atrasados havia três meses.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
De acordo com o sindicato, a Secretaria de Finanças do município garantiu que o pagamento dos salários de julho e agosto seria feito no dia 05/10. Em 30/09, porém, a paralisação prosseguia.
CATEGORIA
FUNCIONALISMO PÚBLICO MUNICIPAL
BASE TERRITORIAL
FOZ DO IGUAÇU (PR)
EMPRESA
GREVE DE CATEGORIA
DURAÇÃO
09/09/99 a 13/09/99: 5 dias
NÚMERO DE GREVISTAS
(*)
CAUSAS
Reivindicavam o pagamento de salários atrasados e a abertura de negociações, que deveriam ter se iniciado na data-base da categoria, em maio.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
No primeiro dia de greve, foram paralisados 90% dos setores de saúde e educação, 100% do Departamento Rodoviário Municipal e 50% do serviço de atendimento em creches. O setor administrativo não havia aderido à paralisação. Segundo o sindicato, a prefeitura se comprometeu, em maio, a regularizar os pagamentos até 08/09. Até então, entretanto, apenas os professores tinham recebido - e, ainda assim, somente 70% do salário. De acordo com o representante dos funcionários das escolas, os professores só haviam recebido os 70% do pagamento por ser esta a parcela custeada por recursos federais, através do Fundo de Desenvolvimento da Educação Fundamental (Fundef). Ainda em 09/09, o sindicato iniciou a coleta de assinaturas para pedir uma intervenção no município. Em 13/09, os servidores fecharam dezoito postos de saúde da cidade. A greve atingia, nessa data, pelo menos 80% das 57 escolas municipais. Segundo o sindicato, a prefeitura iria se pronunciar a respeito da possibilidade de pagar 50% dos funcionários que ganhavam acima de R$ 1.000,00 no dia 15/09. Estava previsto que a paralisação duraria pelo menos até esta data.
CATEGORIA
FUNCIONÁRIOS MUNICIPAIS DE SERVIÇOS FUNERÁRIOS
BASE TERRITORIAL
SÃO PAULO (SP)
EMPRESA
SERVIÇO FUNERÁRIO MUNICIPAL
DURAÇÃO
17/09/99: 4 horas
NÚMERO DE GREVISTAS
(*)
CAUSAS
Protestavam contra a falta de luvas, máscaras e uniformes e contra a inadequação das viaturas para o transporte de cadáveres.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
A paralisação ocorreu na parte da manhã e envolveu os motoristas do Serviço Funerário. O órgão admitiu o problema da falta de equipamentos, alegando complicações no processo de licitação das compras, mas garantiu que os equipamentos de proteção foram entregues no início da tarde, pondo fim à greve.
CATEGORIA
POLÍCIA MILITAR
BASE TERRITORIAL
ESTADO DA PARAÍBA
EMPRESA
GREVE DE CATEGORIA
DURAÇÃO
07/09/99 a 23/09/99: 17 dias
NÚMERO DE GREVISTAS
5.250
CAUSAS
Reivindicavam o pagamento do escalo NAMEnto vertical dos salários, instituído pela lei 6.507, de junho de 1997, que garantiria aos soldados um reajuste entre 57% e 62,8%. Também exigiam melhores condições de trabalho, com a aquisição de equipamentos e material.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
Um soldado da PM paraibana vinha recebendo um soldo básico de R$ 136,00, mais gratificações, totalizando uma remuneração de R$ 300,00 por mês. Segundo o comando de greve, um oficial em fim de carreira recebia pouco mais de R$ 500,00. Durante o Dia da Independência, que coincidiu com o primeiro dia da paralisação, os policiais militares fizeram um "arrastão" no sentido contrário ao percurso oficial, para convencer os colegas a aderir à greve. Em 14/09, houve uma marcha pelas ruas centrais de João Pessoa. Os líderes do movimento calcularam em 2.500 o número de participantes. De acordo com a mesma fonte, a paralisação contou com a participação de 70% dos 7.500 PMs do estado. Em 16/09, o governador requisitou a ajuda do Exército para patrulhar as ruas de João Pessoa, mas, no dia seguinte, recuou e suspendeu o pedido de intervenção. Desde o início da greve, os policiais montaram acampamento em frente à sede do governo, em João Pessoa. Um dos líderes da paralisação vinha sendo acusado de praticar os crimes de motim, conspiração, aliciamento e excitação da tropa. No dia 19/09, o governo demitiu 36 policiais, alegando estar cumprindo a pena prevista em lei para casos de funcionários que se afastem de suas funções, sem justificativas, por um período superior a oito dias. Em 23/09, outros cinqüenta PMs foram excluídos da corporação, sob o mesmo argumento. O governo anunciou ainda que pretendia convocar ao trabalho, a partir de 27/09, quatrocentos candidatos aprovados recentemente em concurso da Polícia Militar. A greve foi encerrada depois de uma negociação, mediada pela Ordem dos Advogados do Brasil, em que o comando de greve aceitou a proposta do governo: gratificações de R$ 85,00 para cabos e soldados, R$ 90,00 para sargentos e subtenentes e R$ 120,00 para oficiais. A administração estadual assumiu o compromisso de anistiar os policiais a serem punidos por participar da greve. O governo suspendeu as 78 novas exclusões indicadas numa lista de PMs considerados desertores, que seria anunciada a partir de 24/09, mas se negou a estender a anistia aos policiais já desligados.
CATEGORIA
TRABALHADORES EM FUNDAÇÕES E INSTITUTOS ESTADUAIS
BASE TERRITORIAL
PORTO ALEGRE (RS)
EMPRESA
FUNDAÇÃO DO BEM-ESTAR DO MENOR (FEBEM-INSTITUTO JUVENIL MASCULINO)
DURAÇÃO
06/09/99: 1 dia
NÚMERO DE GREVISTAS
270
CAUSAS
Reivindicavam melhores condições de segurança e a contratação de funcionários.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
Os grevistas estavam revoltados com a morte de um colega, ocorrida durante um motim na unidade da Febem nos dias 4 e 5 de setembro. Os protestos levaram o governo do estado a estabelecer que seriam construídas mais guaritas no instituto, além de cercas de arame e muros nas demais unidades da Febem. A paralisação, de acordo com o sindicato, seria mantida pelo menos até 09/09, quando os monitores realizariam uma assembléia.
CATEGORIA
TRABALHADORES EM FUNDAÇÕES E INSTITUTOS ESTADUAIS
BASE TERRITORIAL
SÃO PAULO (SP)
EMPRESA
FUNDAÇÃO DO BEM-ESTAR DO MENOR (FEBEM-UNIDADE IMIGRANTES)
DURAÇÃO
26/09/99: 1 hora
27/09/99: 1 hora e 30 minutos
NÚMERO DE GREVISTAS
(*)
CAUSAS
Reivindicavam melhores condições de segurança, além de protestarem contra a obrigatoriedade do cumprimento de horas extras.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
Nos dois dias, os monitores atrasaram a entrada no serviço - em vez de iniciar as atividades às 7h, começaram a trabalhar, no dia 26/09, às 8h, e, em 27/09, às 8h30 -, além de se recusarem a fazer horas extras. No segundo dia, o sindicato realizou um protesto em frente à unidade. As manifestações começaram porque três funcionários haviam sido presos, no dia 24/09, acusados de facilitar a fuga de menores. Segundo o sindicato, os trabalhadores eram obrigados a fazer horas extras, sob a ameaça de demissão. Os monitores prometiam uma paralisação geral caso não tivessem suas reivindicações atendidas. O governo do estado ameaçava demitir os funcionários que participassem da greve.
CATEGORIA
FUNCIONÁRIOS FEDERAIS DO PODER JUDICIÁRIO
BASE TERRITORIAL
ESTADO DE MINAS GERAIS
EMPRESA
GREVE DE CATEGORIA
DURAÇÃO
20/09/99 a 22/09/99: 3 dias
NÚMERO DE GREVISTAS
1.176
CAUSAS
Reivindicavam reajuste salarial, aumento de 25% nos recursos destinados ao Judiciário, bem como pontualidade na execução dos repasses, suplementação orçamentária de R$ 100 milhões, ampla discussão do orçamento para o ano seguinte, melhores condições de trabalho e contratação de mais servidores. Também protestavam contra a quebra de independência e autonomia do Poder Judiciário.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS
A paralisação, de três dias, teve a adesão de 98% dos 1.200 juízes e desembargadores do estado, segundo a Associação dos Magistrados de Minas Gerais. O presidente da entidade argumentava que o orçamento para o Judiciário mineiro correspondia a um terço do destinado ao estado do Rio de Janeiro, menor e menos populoso. O número de servidores - 12.500 - também era considerado insuficiente. A greve foi iniciada mesmo depois de anunciado, pelo presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, um acordo com o governador em exercício para aumentar em 8% o orçamento do Poder Judiciário no ano 2000. O acordo elevaria os recursos de R$ 491 milhões, então vigentes, para R$ 579 milhões. A Secretaria do Planejamento, porém, confirmou um aumento de apenas 7%.
(*) Não foi possível obter maiores informações através da imprensa e dos sindicatos.
Nota: Solicitamos a todas as entidades sócias que tenham algum acompanhamento das greves realizadas pela categoria que enviem as informações ao Escritório Nacional do DIEESE para serem publicadas nesta seção.
Indústria
DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Económicos