Fonte: DIEESE.
(1) Para efeito de cálculo foi considerada uma jornada de trabalho de oito horas diárias para todas as categorias.
(2) Coleta de dados a partir de notícias de jornais e informações dos sindicatos.
(*) Não foram incluídas onze greves, pois não foi possível obter o número de grevistas e/ou a duração da paralisação.
Em julho de 1998, a principal motivação das greves foi a luta pelos direitos dos trabalhadores - contra o atraso no pagamento de salários e/ou benefícios e/ou o descumprimento de cláusulas acordadas ou de disposições legais - que causou dezenove paralisações (54,3% do total). O protesto contra o atraso de salários estava na pauta de reivindicações de quinze greves (42,9%) - nove delas desencadeadas por trabalhadores do setor industrial. No mês anterior, a luta para receber os salários atrasados foi verificada em 27,6% das greves. No mesmo mês de 1997, essa reivindicação representou 14,1% das paralisações. O descumprimento das leis trabalhistas foi motivo de quatro movimentos paredistas, que buscavam as garantias firmadas por convenções ou acordos coletivos das categorias profissionais.
O DIEESE registrou, em julho, dez greves (28,6%) que tinham entre suas reivindicações a luta por reajustes salariais, o estabelecimento de valores e critérios para a negociação de participação nos lucros e/ou resultados (PLR) e/ou a implantação de piso salarial para a categoria. A luta por reajustes salariais estava presente em 25,7% das paralisações (nove greves), patamar um pouco inferior ao verificado no mês anterior (31,9% das greves ocorridas). Em julho de 1997, a mesma reivindicação representou 40,8% dos movimentos paredistas.
Em julho, oito paralisações (22,9%) visavam a obtenção de auxílios. O auxílio alimentação foi reivindicado em 17,1% das paralisações, o auxílio no transporte do trabalhador até o local de trabalho em 11,4% e o auxílio médico em 5,7%. A luta pela elaboração e definição de planos de cargos e salários foi colocada em quatro pautas de reivindicações dos servidores públicos. O tema emprego esteve presente em cinco paralisações (14,3%). Quatro greves protestavam contra as demissões que as empresas efetuaram, e uma reivindicava a contratação de trabalhadores.
Os setores da economia que mais paralisaram as atividades, em julho, foram o industrial e o de serviços. Foram cadastradas quinze (42,8%) paralisações em cada setor. No mês de junho, o que mais paralisou as atividades foi o setor de serviços (46,8% do total). Os trabalhadores da indústria metalúrgica foram os que mais paralisaram as atividades no mês de julho.
Caso se compare os dados de julho de 1998 com os do mesmo mês de 1997, nota-se que o número de greves caiu de 71 para 35. O declínio também ocorreu no número de trabalhadores x hora envolvidos nos movimentos: eram 2.672.720 em julho de 1997, passando para 1.791.902 em mesmo mês de 1998. No entanto, a maior queda foi verificada no número de grevistas, de 112.165 para 54.573, no mesmo período.