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DIEESE - Greves na Indústria - Setembro/99
Índice do Boletim DIEESE

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CATEGORIA TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE ALIMENTAÇÃO
BASE TERRITORIAL SÃO PAULO (SP)
EMPRESA VIDA ALIMENTOS
DURAÇÃO 19/09/99: 1 dia
NÚMERO DE GREVISTAS 200
CAUSAS Protestavam contra a demissão de 32 funcionários e a ameaça de outros cem desligamentos na empresa.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS A greve chegou ao fim depois de firmado um acordo entre trabalhadores e empresa. O plano de novas demissões foi suspenso, e os já desligados receberiam dois meses de cestas básicas e convênio médico, além da garantia de que as verbas rescisórias seriam pagas à vista.


CATEGORIA TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE CONSTRUÇÃO E MOBILIÁRIO
BASE TERRITORIAL SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP)
EMPRESA JOHNSON CONTROLS
DURAÇÃO 14/09/99: 5 horas
NÚMERO DE GREVISTAS 380
CAUSAS Reivindicavam reajuste salarial e benefícios sociais (não descritos).
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS Os trabalhadores da empresa, fornecedora de bancos automotivos para a Volkswagen e a General Motors, fizeram uma paralisação de advertência.


CATEGORIA TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE ÁGUA, ESGOTO E MEIO AMBIENTE
BASE TERRITORIAL ESTADO DE MINAS GERAIS
EMPRESA COMPANHIA DE SANEAMENTO DE MINAS GERAIS (COPASA MG)
DURAÇÃO 01/09/99: 1 dia
NÚMERO DE GREVISTAS (*)
CAUSAS Reivindicavam, entre outros pontos, reajuste salarial de 3,88%.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS O prefeito de Belo Horizonte ameaçou recorrer à Justiça caso houvesse desabastecimento de água na cidade, em razão da greve. Em 01/09, a greve prosseguia.


CATEGORIA TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS PETROQUÍMICAS
BASE TERRITORIAL GREVE NACIONAL
EMPRESA PETROBRÁS
DURAÇÃO 06/09/99: 1 hora e 30 minutos
07/09/99: 1 dia
NÚMERO DE GREVISTAS 1º dia: 300
2º dia: 15.000
CAUSAS Protestavam contra a decisão da empresa, aplicada desde o carnaval de 1999, de cortar o pagamento em dobro das horas trabalhadas nos feriados, e contra a recusa da Petrobrás de negociar o reajuste de 5,76% referente ao índice de inflação registrado pelo DIEESE. Também exigiam a reintegração dos demitidos após a greve de 1995 e o fim da perseguição política aos sindicalistas e ativistas que lideraram aquela paralisação nacional.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS O primeiro dia do protesto teve como objetivo forçar a empresa a negociar o reajuste reivindicado. Em Paulínia (SP), cerca de trezentos trabalhadores da Replan (Refinaria do Planalto) paralisaram as atividades das 8h às 9h30. Durante a manifestação, eles comemoraram a reintegração de um inspetor de equipamentos, um dos cinco demitidos da Replan na greve de 32 dias ocorrida em 1995. Em 07/09, a adesão ao movimento foi quase total, segundo o sindicato - perto de 15 mil petroleiros de todo o país cruzaram os braços nas refinarias e terminais da Petrobrás, exigindo o pagamento do adicional. A adesão foi total na refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (SP) e Getúlio Vargas, em Curitiba (PR), e nos terminais marítimos paulistas da Alemoa, em Santos (SP), e de São Sebastião (SP). Cerca de 90% dos trabalhadores da Refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG), também aderiram à paralisação. Desde quando a empresa suspendeu o pagamento das horas extras, os petroleiros vinham fazendo paralisações em todos os feriados.


CATEGORIA TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO
BASE TERRITORIAL NOVA IGUAÇU (RJ)
EMPRESA CIMOBRÁS
DURAÇÃO 08/09/99 a 09/09/99: 2 dias
NÚMERO DE GREVISTAS 600
CAUSAS Reivindicavam o pagamento dos salários atrasados.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS A empresa apresentou a proposta de pagar metade dos salários de agosto. Os metalúrgicos decidiriam em 10/09 a continuidade ou não da greve. Até 09/09, o movimento prosseguia.


CATEGORIA TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO
BASE TERRITORIAL BETIM E JUIZ DE FORA (MG)
EMPRESA MERCEDES-BENZ E FIAT
DURAÇÃO 29/09/1999: 1 dia (MERCEDES-BENZ);
3 horas (FIAT)
NÚMERO DE GREVISTAS 3.000 (FIAT)
(*) (MERCEDES BENZ)
CAUSAS Reivindicavam a negociação de um contrato coletivo nacional, para implementar, entre outros pontos, um piso salarial unificado de R$ 800,00 nas seis montadoras estabelecidas no país, aumento real de 10%, mais 6% de reposição de perdas, a redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas e garantia de emprego.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS Os protestos fizeram parte do "festival de greves", uma série de manifestações organizadas pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Força Sindical. As paralisações estavam programadas para acontecer todas as quintas-feiras, até outubro, sempre com duração de uma hora e abrangendo seis estados - Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A unidade da Mercedes-Benz em Juiz de Fora sofreu a primeira greve desde a sua inauguração, cinco meses atrás. A paralisação, inicialmente marcada para o dia 01/09, foi antecipada devido à possibilidade de a direção da fábrica conceder folga aos funcionários, com a intenção de esvaziar o movimento. A greve da Fiat de Betim também foi antecipada - estava prevista para 30/09 -, por razão parecida: rumores de que a empresa concederia licença remunerada aos funcionários na data da paralisação. Assim, em 29/09, os trabalhadores fizeram uma assembléia diante da fábrica, o que ocasionou a parada de parte da produção até as 9h. Terminada a concentração, entretanto, eles retornaram ao trabalho. Pelo menos 27 pessoas ficaram feridas num confronto que envolveu, de um lado, os trabalhadores, e, de outro, a Polícia Militar e seguranças contratados pela Fiat. Quatro sindicalistas foram hospitalizados, em razão de agressões sofridas, e dois foram detidos. Os sindicatos pretendiam discutir na semana seguinte uma campanha contra a Fiat, e não descartavam a ocupação de revendedoras. De acordo com a Força Sindical, enquanto um trabalhador recebia um salário médio de R$ 1.500,00 numa montadora de São Paulo, um operário do mesmo nível estaria ganhando R$ 500,00 em Resende (RJ) e, em Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, R$ 700,00. O presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) afirmou que um acordo coletivo nacional estava completamente fora de cogitação. Segundo ele, as diferenças salariais eram próprias da competitividade entre as empresas, e a adoção de um piso salarial único resultaria na transferência dos "caríssimos" salários do ABC (São Paulo) para outras regiões do país e na cartelização do setor automobilístico.


CATEGORIA TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO
BASE TERRITORIAL RESENDE (RJ)
EMPRESA VOLKSWAGEN
DURAÇÃO 23/09/1999: 1 dia
NÚMERO DE GREVISTAS 1.542
CAUSAS Reivindicavam a negociação de um contrato coletivo nacional, para implementar, entre outros pontos, um piso salarial unificado de R$ 800,00 nas seis montadoras estabelecidas no país, aumento real de 10%, mais 6% de reposição de perdas, a redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas e garantia de emprego.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS Os protestos fizeram parte do "festival de greves", uma série de manifestações organizados pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Força Sindical. As paralisações estavam programadas para acontecer todas as quintas-feiras, até outubro, sempre com duração de uma hora e abrangendo seis estados - Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os trabalhadores paralisaram completamente as atividades durante todo o dia. De acordo com a Força Sindical, enquanto um trabalhador recebia um salário médio de R$ 1.500,00 numa montadora de São Paulo, um operário do mesmo nível estaria ganhando R$ 500,00 em Resende e, em Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, R$ 700,00. O presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) afirmou que um acordo coletivo nacional estava completamente fora de cogitação. Segundo ele, as diferenças salariais eram próprias da competitividade entre as empresas, e a adoção de um piso salarial único resultaria na transferência dos "caríssimos" salários do ABC (São Paulo) para outras regiões do país e na cartelização do setor automobilístico.


CATEGORIA TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO
BASE TERRITORIAL DIADEMA (SP)
EMPRESA PAPAIZ (INDÚSTRIA DE FECHADURAS)
DURAÇÃO 30/08/99 a 02/09/99: 4 dias
NÚMERO DE GREVISTAS 1.200
CAUSAS Protestavam contra a intenção da empresa de cobrar dos dependentes dos funcionários entre 20% e 40% a título de convênio médico - exigiam que o benefício fosse gratuito. Também reivindicavam participação nos lucros e resultados (PLR), no valor de R$ 1 mil.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS A empresa oferecia PLR de apenas R$ 180,00 - em 1998, o prêmio foi de R$ 550,00. Segundo o sindicato, o salário médio dos funcionários era de R$ 450,00 e o convênio médico lhes custava R$ 30,00. A Papaiz informou que se encontrava em negociação com o sindicato. Estava marcada para 02/09 uma assembléia para reavaliar a proposta patronal e decidir pela continuidade ou não da greve. Até 02/09, o impasse continuava.


CATEGORIA TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO
BASE TERRITORIAL JACAREÍ (SP)
EMPRESA PARKER HANNIFIN (MÁQUINAS PNEUMÁTICAS)
DURAÇÃO 08/09/99 a 10/09/99: 3 dias
NÚMERO DE GREVISTAS 550
CAUSAS Reivindicavam reajuste salarial de 2,5% retroativo a novembro de 1998, extinção do banco de horas, aumento do valor da cesta básica, alterações no pagamento do vale-transporte e do convênio médico e participação nos lucros e resultados (PLR) no valor de R$ 200,00.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS Conforme o sindicato, os trabalhadores conquistaram o reajuste exigido, o fim do banco de horas e a PLR. Além disso, a empresa concedeu estabilidade no emprego por sessenta dias. Firmado o acordo, os trabalhadores retomaram as atividades.


CATEGORIA TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO
BASE TERRITORIAL OSASCO (SP)
EMPRESA TOLLER (CARROCERIAS)
DURAÇÃO 20/09/99 a 21/09/99: 2 dias
NÚMERO DE GREVISTAS 40
CAUSAS Reivindicavam os depósitos de FGTS não realizados pela empresa havia três anos. Também temiam que a empresa fosse à falência, sem indenizar os funcionários.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS Segundo o sindicato, a empresa havia descumprido um acordo formalizado na DRT para parcelar os depósitos de FGTS atrasados. De acordo com a entidade, a empresa, até então, somava dívidas correspondentes a R$ 8 milhões. Os funcionários montaram acampamento diante da empresa. Em 21/08, a paralisação prosseguia.


CATEGORIA TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO
BASE TERRITORIAL PIRACICABA (SP)
EMPRESA REX VÁLVULAS
DURAÇÃO 08/09/99 a 10/09/99: 3 dias
NÚMERO DE GREVISTAS (*)
CAUSAS Reivindicavam o pagamento dos salários, atrasados havia cinco meses, além de 50% do 13º referente a 1998.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS O sindicato acusava a empresa de descumprir um acordo, feito na Procuradoria do Trabalho de Campinas, que determinava a regularização dos pagamentos até maio. Em 10/09, a greve prosseguia.


CATEGORIA TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO
BASE TERRITORIAL SANTO ANDRÉ (SP)
EMPRESA COFAP ANÉIS
DURAÇÃO 27/08/99 a 01/09/99: 6 dias
NÚMERO DE GREVISTAS 700
CAUSAS Protestavam contra o fechamento do setor de estoque e a demissão de 39 trabalhadores da empresa.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS Os funcionários entraram em greve por volta das 14h. Segundo o sindicato, corriam boatos de que a empresa pretendia demitir cem funcionários, além de transferir a produção da fábrica para Minas Gerais. A Cofap informou que estava em processo de reestruturação. Em 02/09, depois de entrar em acordo com a empresa, os funcionários voltaram ao trabalho. Como resultado da negociação, a demissão de dez operários da produção foi suspensa por trinta dias.


CATEGORIA TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO
BASE TERRITORIAL SÃO BERNARDO DO CAMPO (SP)
EMPRESA METAL LEVE
DURAÇÃO 02/09/99: 1 dia
NÚMERO DE GREVISTAS 400
CAUSAS Protestavam contra vinte demissões, que atingiram os trabalhadores do restaurante da fábrica.
ENCAMINHAMENTOS / RESULTADOS Iniciaram a greve apenas os quatrocentos funcionários do segundo turno. O sindicato informou que a empresa vinha negociando havia seis meses o reaproveitamento do pessoal do restaurante da fábrica, que estava sendo terceirizado. A empresa anunciou que pretendia abrir negociações no mesmo dia. Em 02/09, entretanto, o impasse continuava.


(*) Não foi possível obter maiores informações através da imprensa e dos sindicatos.


Nota:

Solicitamos a todas as entidades sócias que tenham algum acompanhamento das greves realizadas pela categoria que enviem as informações ao Escritório Nacional do DIEESE para serem publicadas nesta seção.

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