Fonte: DIEESE.
(1) Para efeito de cálculo foi considerada uma jornada de trabalho de oito horas diárias para todas as categorias.
(2) Coleta de dados a partir de notícias de jornais e informações dos sindicatos.
(*) Não foram incluídas quinze greves, pois não foi possível obter o número de grevistas.
Em agosto de 1998, a principal motivação das greves foi o descumprimento patronal dos direitos dos trabalhadores, responsável por vinte paralisações, o que equivale a 48,8% do total. Dessas, treze (31,7% do total de greves no mês) reivindicavam o pagamento de salários atrasados, enquanto as outras exigiam o cumprimento de acordos coletivos ou de outros dispositivos legais. Nota-se, em especial, a relevância dessas motivações no setor industrial, no qual 58,3% das greves reivindicavam o cumprimento de direitos trabalhistas.
Outras importantes causas de paralisações referem-se às questões econômicas, com dezessete greves (41,5%) - sete (17,1%) por reajustes salariais, cinco (12,2%) por promoções ou revisão no plano de cargos e salários e quatro (9,7%) por participação nos lucros e resultados das empresas -, e questões relativas ao tema emprego, responsáveis por doze paralizações, ou 29,2% do total de greves do período.
No que concerne à distribuição das greves nos diferentes setores da economia, agosto apresenta uma predominância de paralisações do funcionalismo público, com dezesseis greves, ou seja, 39% do total. Os setores industrial e de serviços registraram doze greves (29,2%) cada.
A quantidade de greves do setor público explica, em parte, o salto no número de grevistas (159.118) e da relação trabalhores x horas paradas (14.934.838) esse mês, seja em comparação com o mês anterior ou com agosto de 1997, cujos números foram, respectivamente, 54.573 grevistas e 1.791.902 trabalhadores x horas paradas, e 94.253 grevistas e 2.781.888 trabalhadores x horas paradas. Isso porque algumas das greves ocorridas no setor público, como as dos professores estaduais de Minas Gerais e da Paraíba, professores municipais de Fortaleza e dos auditores da Receita Federal, mobilizaram um grande número de trabalhadores, elevando substancialmente esses números. O número de greves entretanto, apesar de ter passado de 35, em julho de 1998, para 41 em agosto, apresenta queda em relação a agosto de 1997, quando ocorreram 53 paralisações.