Fonte: DIEESE
(1) Para efeito de cálculo foi considerada uma jornada de trabalho de oito horas diárias para todas as categorias.
(2) Coleta de dados a partir de notícias de jornais e informações dos sindicatos.
(*) Não foram incluídas 15 greves, pois não foi possível obter o número de grevistas e/ou a duração da paralisação.
Em abril de 1997, a luta pelo pagamento de salários, 13º salário e vales quinzenais atrasados foi a principal causa das greves. Esta reivindicação apareceu em 21 paralisações (36,8%), resultado inferior ao de março (42,8%). No ano passado, ela estava presente em pouco mais de 42% do total de movimentos realizados.
Comparado ao mesmo mês de 1996, quando ocorreram 38 paralisações contra o atraso de salários, 13º ou vales quinzenais, o número de greves parece pequeno. Na verdade, o total de greves de abril de 1997 (58) foi muito menor que o de abril de 1996 (112). Por outro lado, as 38 paralisações, naquele mês, representavam 33,9% do total, enquanto, este mês, as greves com esta característica correspondem a 36,8%, mantendo-se em patamar semelhante.
Os trabalhadores responsáveis pela maior parte dos movimentos realizados este mês, e que apresentam esta postura de defesa de seus salários, são os metalúrgicos e os trabalhadores na indústria da Construção Civil. Estas categorias já vinham organizando, desde o ano passado, paralisações com a mesma finalidade.
O protesto contra a demissão de trabalhadores apareceu em quinze (26,7%) movimentos, equivalente ao número de greves por reajustes salariais (quinze), que foi o segundo tipo de movimento mais presente nos três primeiros meses deste ano. No ano passado, 5,6% das paralisações eram contra demissões. Em abril de 1996, sete greves (6,2%) apresentavam esta reivindicação.
Este mês, seis paralisações (10,7%) visavam a redução da jornada de trabalho. Em abril de 1996, 26 greves (23,2%) visavam a diminuição da jornada. Em 1996, ocorreram ao todo 149 movimentos (11,8%) com esta característica.
Os metalúrgicos e os trabalhadores nos serviços realizaram a maior parte dos movimentos contra as demissões, este mês. As greves que visavam a redução da jornada foram mais freqüentes entre os trabalhadores nos serviços em geral, assim como aquelas que buscavam reajustes salariais.