DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos
Busca

DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos
Emprego e Desemprego
Índice do Custo de Vida
Cesta Básica Nacional
Salário Mínimo Necessário
Publicações
Pesquisas
Indicadores
Conjuntura
Metodologias
Educação
Projetos de Cooperação
Internacional
Licitações
Oportunidades


    Área de Assinantes

Estudos e Pesquisas

Notas Técnicas

    Serviços

Calcule o expurgo de seu FGTS

Fontes rurais

Rede de Apoio à Negociação

Sistema de georreferenciamento

Anuário dos Trabalhadores - Sistema de consulta


DIEESE - Estudos e Pesquisas - Maio/98
Índice do Boletim DIEESE - Maio de 1998

.....
Expediente

Conjuntura

Estudos e Pesquisas

Negociação

Internacional

Mercado de Trabalho

Acordos

Greves

Custo de Vida

Cesta Básica Nacional


PERFIL DOS PARTICIPANTES DO PROGRAMA DE VOLUNTARIADO DA VOLKSWAGEN 4
Aposentados e trabalhadores com mais de quarenta anos constituíram a grande maioria dos funcionários da Volkswagen que aderiram, no início do ano, ao programa de demissões voluntárias, instituído pela empresa a fim de promover corte de custos nas unidades de São Bernardo do Campo e Taubaté. O dado consta na "Pesquisa Voluntariado Volkswagen - Perfil", realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, através da subseção do DIEESE, e revela que, apesar de 81,6% destes trabalhadores já serem aposentados, apenas 27,3% deles pretendem viver somente da aposentadoria.

Além disso, quase 60% destes demitidos nunca haviam participado de cursos profissionalizantes, o que deve dificultar seu reingresso no mercado de trabalho, num momento em que a taxa de desemprego para a Região Metropolitana de São Paulo, apurada pelo DIEESE e Fundação Seade através da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), chega ao patamar de 18,9% da População Economicamente Ativa (PEA). Com este estudo, o sindicato passa a ter um diagnóstico da realidade vivida por estes trabalhadores, que servirá para orientar suas ações quanto aos cursos de requalificação profissional necessários aos que tentarão ingressar novamente no mercado de trabalho e ao trei NAMEnto para aqueles que pretendem desenvolver seus próprios negócios, em sua luta por uma nova fonte de renda que permita uma vida digna.

Reproduzimos a seguir a íntegra do relatório final da pesquisa, exceto os anexos estatísticos, que podem ser requisitados ao sindicato.

Resultados da Pesquisa sobre o Voluntariado da Volkswagen


O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, através da sua Subseção DIEESE, realizou, no período de 26/1/98 a 30/3/98, uma pesquisa com os trabalhadores participantes do pacote de voluntariado da Volkswagen. Este programa de voluntariado foi estabelecido no âmbito do acordo assinado em janeiro de 1998 entre a Volkswagen, os Sindicatos dos Metalúrgicos do ABC e de Taubaté e respectivas comissões de fábrica, para possibilitar que a empresa se adaptasse à crise provocada pelo Plano Real II. Além do voluntariado e outros ajustes, o acordo garante investimentos para a produção de um novo modelo, denominado até agora PQ-24, ampliando o horizonte quanto ao futuro destas plantas.

A pesquisa teve o objetivo de diagnosticar o perfil socioeconômico destes trabalhadores e levantar suas preferências majoritárias em termos de cursos de requalificação profissional e atividades ou negócios futuros.

O total de homologações previstas neste pacote é de 3.594, na unidade de São Bernardo (incluindo a unidade de Taubaté, o total de trabalhadores que aderiram ao voluntariado é de 4.062), que deverá, de modo programado, ser atingido até o próximo mês de dezembro.

No período pesquisado, foram realizadas 2.356 homologações no voluntariado da VW. Para as pessoas que fizeram parte deste grupo foi distribuído um questionário sobre sua inserção na VW e suas perspectivas fora da empresa. O total de questionários respondidos foi de 1.301 (mais de 55,2%). Esta amostragem é, com certeza, bastante representativa do universo das 2.356 homologações, e mesmo das 3.594 previstas
para o ano.


São as seguintes as principais conclusões da pesquisa:


a. Quem é o participante do voluntariado


1. A maioria é formada por homens (95,8%), casados (86,3%), com filhos (90,8%), e o cônjuge não tem emprego fixo (86,9%).

2. A média de idade é de 48 anos e 3 meses (o mais novo tem 18 e o mais velho 67). A idade mais freqüente é de 50 anos (104 casos entre todos os trabalhadores pesquisados).


Distribuição do Voluntariado por Faixa de Idade
Faixa de Idade (em anos) Número de Trabalhadores Trabalhadores (em %)
De 18 a 20 2 0,2
De 21 a 30 45 3,6
De 31 a 40 96 7,6
De 41 a 50 636 50,4
De 51 a 60 436 34,6
Acima de 60 46 3,6
Subtotal 1.261 100,0
Não Responderam 40 -
Total Geral 1.301 -
Fonte: Subseção DIEESE / Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.


3. A maioria nasceu na própria região Sudeste (66,7%). Em seguida vêm o Nordeste (27,4%), Sul (4,4%) e Centro-Oeste (1,4%). Um percentual de 1,1% tinha nacionalidade estrangeira.

4. Quando foi feita a pesquisa, 73,5% dos trabalhadores responderam que moravam no próprio ABC. Um conjunto ainda maior habitava casa própria já paga (76,9%). Mas alguns trabalhadores estavam pagando prestação da casa própria (8,0%), aluguel (10,1%), moravam em casa de parentes (2,9%) ou mesmo em favelas (0,9%).


b. Inserção na empresa até o momento (tempo de casa, classificação, salário, aposentadoria, doença profissional).


5. Verificou-se que o tempo médio de casa entre os trabalhadores participantes do voluntariado são 20 anos e 5 meses. Todavia, é grande a amplitude do tempo de casa, como demostra a tabela a seguir. O mais novo tinha 4 meses na empresa, e o mais antigo 39 anos. O tempo mais freqüente encontrado na pesquisa é de 23 anos (noventa trabalhadores nesta situação).


Distribuição do Voluntariado por Tempo na Empresa
Faixa de Tempo (em anos) Número de Trabalhadores Trabalhadores (%)
De 2 a 5 39 3,1
De 6 a 10 61 4,8
De 11 a 15 196 15,4
De 16 a 20 249 19,6
De 21 a 25 435 34,2
De 26 a 30 245 19,3
De 31 a 35 34 2,7
Mais de 35 8 0,6
Subtotal 1.271 100,0
Não Responderam 30 -
Total Geral 1.301 -
Fonte: Subseção DIEESE/Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.


6. A maioria tinha uma inserção direta no processo produtivo da empresa: 93,6% dos entrevistados eram classificados como horistas e apenas 6,4% como mensalistas.

7. O salário mais freqüente entre os voluntários horistas era de R$ 6,57 por hora (aproximadamente
R$ 1.200,00 por mês) e, entre os mensalistas, R$ 2.200,00. Uma exposição mais detalhada das funções e salários dos participantes do voluntariado é mostrada a seguir.


Funções e Salários Mensais dos Participantes do Voluntariado
Funções e Salários Freqüência Menor Maior Salário Médio
Operadores 201 913,13 1.477,44 1.214,11
Funileiros 52 977,04 2.344,91 1.418,29
Montadores 103 977,04 1.282,03 1.180,07
Ponteadores 42 977,04 1.866,43 1.212,88
Preparadores 28 977,04 1.601,99 1.224,42
Abastecedores 3 1.044,62 1.117,67 1.093,32
Ajudantes 10 1.044,62 1.601,62 1.218,11
Conferentes 44 1.044,62 1.371,51 1.191,09
Embaladores 2 1.044,62 1.044,62 1.044,62
Pintores 34 1.044,62 1.371,51 1.340,58
Prensistas 27 1.044,62 1.199,85 1.184,74
Almoxarifes 4 1.117,67 1.371,51 1.229,68
Açougueiros 2 1.199,85 1.199,85 1.199,85
Controladores 16 1.199,85 2.344,91 1.558,89
Guardas 6 1.199,85 1.199,85 1.199,85
Inspetores 61 1.199,85 2.173,24 1.450,74
Lubrificadores 2 1.199,85 1.282,03 1.240,94
Mecânicos 44 1.199,85 2.344,91 1.967,89
Motoristas 13 1.199,85 1.601,62 1.304,11
Operadores de Equipamentos Especiais 7 1.199,85 1.866,43 1.465,70
Padeiros 1 1.199,85 1.199,85 1.199,85
Prepadores de Máquinas 43 1.199,85 1.601,62 1.484,42
Reparadores de Veículos 26 1.199,85 1.371,51 1.360,89
Soldadores 67 1.199,85 1.601,62 1.368,59
Tapeceiros 5 1.199,85 1.866,43 1.499,35
Tratadores Térmicos 6 1.199,85 1.371,51 1.268,51
Cozinheiros 5 1.371,51 1.371,51 1.371,51
Eletricistas 22 1.371,51 2.344,91 2.113,84
Encanadores 1 1.371,51 1.371,51 1.371,51
Forneiros 10 1.371,51 1.477,44 1.382,11
Líderes de Célula 5 1.371,51 2.932,96 2.538,12
Marceneiros 1 1.371,51 1.371,51 1.371,51
Testadores 8 1.371,51 1.371,51 1.371,51
Afiadores de Ferramentas 10 1.477,44 2.344,91 1.875,38
Ferramenteiros 38 1.477,44 2.520,23 2.273,40
Fresadores 8 1.477,44 2.344,91 1.964,13
Retificadores 4 1.601,62 2.344,91 1.937,65
Serralheiros 1 1.731,29 1.731,29 1.731,29
Torneiros Mecânicos 4 1.866,43 2.012,53 1.902,95
Encarregados 69 1.886,52 2.823,38 2.449,53
Modeladores 3 2.344,91 2.344,91 2.344,91
Traçadores 2 2.344,91 2.344,91 2.344,91
Analistas 49 977,04 5.400,00 3.133,95
Escriturárias 5 977,04 1.601,62 1.304,87
Auxiliares Contábeis 1 1.423,00 1.423,00 1.423,00
Técnicos 9 1.470,00 2.850,00 2.053,99
Secretárias 2 1.786,50 2.300,00 2.043,25
Programadores 4 2.200,00 3.545,00 2.603,75
Desenhistas 1 2.421,00 2.421,00 2.421,00
Representantes 3 2.600,00 3.266,00 3.005,33
Professores 1 2.670,00 2.670,00 2.670,00
Projetistas 4 2.800,00 3.760,00 3.280,00
Compradores 4 2.870,00 3.305,00 3.065,00
Engenheiros 1 3.000,00 3.000,00 3.000,00
Mestres 4 3.040,00 3.800,00 3.482,82
Total 1.128


Fonte: Subseção DIEESE/Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.


8. A grande maioria dos participantes do voluntariado era composta por aposentados (81,6% do total), e, portanto, somente uma pequena parcela (18,4%) não estava nesta condição. O tempo médio de aposentadoria é de 2 anos e 6 meses, e o tempo mais freqüente é de 2 anos (184 trabalhadores nesta situação). Mas aqui também a amplitude é grande, variando de 1 mês até 14 anos como aposentado.


Distribuição do Voluntariado por Tempo de Aposentadoria
Tempo como aposentado (em anos) Número de Trabalhadores Trabalhadores (em %)
Menos de 1 214 27,4
De 1 a 2 244 31,3
De 2 a 5 275 35,3
De 5 a 10 40 5,1
De 10 a 13 6 0,8
Mais de 13 1 0,1
Subtotal 780 100,0
Não Responderam 274 -
Total = ( 81,0% ) 1.054 -
Fonte: Subseção DIEESE / Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.


9. Dentre o grupo que respondeu à pergunta sobre doença profissional, 56% dos pesquisados dizem
não tê-las e 44% dizem apresentar algum tipo de doença profissional.


c. Quanto à sindicalização


10. Do total dos entrevistados que responderam à questão sobre sindicalização, 95,5% afirmaram que eram sócios do sindicato e apenas 4,5% disseram que não eram sócios.

11. O tempo médio como sócio era de 16 anos, e o tempo mais freqüente 20 anos. O trabalhador com maior tempo como sócio tinha 37 anos, e o mais novo 3 meses.


Distribuição do Voluntariado por Tempo como Sócio
Tempo de Sindicalização (em anos) Número de Trabalhadores Trabalhadores (em %)
Menos de 1 6 0,7
De 1 a 5 50 5,8
De 5 a 10 186 21,7
De 10 a 15 187 21,8
De 15 a 20 203 23,7
De 20 a 25 141 16,5
De 25 a 30 76 8,9
De 30 a 35 6 0,7
Mais de 35 1 0,1
Subtotal 856 100,0
Não Responderam 281 -
Total = ( 87,4% ) 1.137 -
Fonte: Subseção DIEESE/Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.


d. Quanto à rescisão


12. Do total de respostas, 86,1% dizem que optaram pelo voluntariado, enquanto 13,9% afirmam que
"não" (a empresa "forçou", conforme expressão de alguns depoimentos).

13. Uma grande parcela dos entrevistados (57,4%) preferiu não explicitar o valor de sua rescisão. Com base nos que responderam à questão (42,6%), constatou-se que o valor médio das rescisões seria de R$ 30.787, e o valor mais freqüente R$ 20.000. A amplitude dos valores também é grande, variando desde R$ 2.984 até R$ 150.000.


e. Quanto ao grau de escolaridade e à qualificação profissional adquirida


14. Entre os entrevistados, constatou-se a seguinte distribuição por escolaridade:

- 44,4% têm primeiro grau incompleto;

- 23,6% primeiro grau completo;

- 12,0% segundo grau incompleto;

- 13,9% segundo grau completo;

- 2,6% curso superior incompleto;

- 3,6% curso superior completo.


15. Verificou-se que 40,8% dos entrevistados fizeram curso profissionalizante, e, portanto, 59,2% não passaram por este tipo de curso.


f. Quanto às perspectivas em relação ao futuro


16. Dentre os que responderam à questão, um percentual de 50,5% dos entrevistados pretende abrir negócio próprio, 27,3% viver da aposentadoria e 22,2% procurar outro emprego. Outros 14,8% preferiram não responder.

17. Foi perguntado onde, eventualmente, o entrevistado procuraria um outro emprego. Um percentual de 46,6% preferiu não responder. Dentre os que responderam, as respostas distribuíram-se da seguinte forma:


Comércio 30,4%
Indústria 26,4%
Serviços 16,2%
Área rural 11,1%
Outros 16,0%


18. Do total dos questionários respondidos, 65,3% disseram que não pretendem se mudar da região, enquanto 34,7% pretendem.


f.1. Pretensões de estabelecimento de negócio próprio



A tabela a seguir mostra as principais áreas pretendidas de negócios
entre os entrevistados:
Áreas de Negócio Pretendidas Freqüência %
Açougue/Avícola 7 2,3
Fruticultura 1 0,3
Distribuição de Alimentos 11 3,7
Mercado/Mercearia 11 3,7
Bar/Lanchonete 21 7,0
Padaria 4 1,3
Doceria/Sorveteria 4 1,3
Pousada 1 0,3
Banca de Jornal 2 0,7
Bazar 4 1,3
Loja de Roupas/Confecções 10 3,4
Farmácia/Outros 6 2,0
Papelaria 2 0,7
Salão de Cabeleireiro/Festas 3 1,0
Videolocadora 2 0,7
Loja em Geral 11 3,7
Depósito de Materiais e outros 11 3,7
Posto de gasolina 4 1,3
Comércio em Geral 49 16,4
Área de Vendas 8 2,7
Serviços e Assessorias 10 3,4
Escritórios/Escola infantil 4 1,3
Autônomo/Consultores 20 6,7
Táxi/Perua Escolar 16 5,4
Transporte Pesado/Caminhão 28 9,4
AutoElétrica/Funilaria/Mecânica 12 4,0
Conserto de Máquinas/Eletrônica 7 2,3
Oficina Mecânica 6 2,0
Serralheria 5 1,7
Carpintaria/Móveis 2 0,7
Construção/Manutenção/Imóveis 5 1,7
Sítio/Granja/Pecuária 11 3,7
Atividade Especificada 298 100,0
Não Especificada 373
Total = ( 51,6% da Pesquisa ) 671
Fonte: Subseção DIEESE/Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.


20. Coincidindo com o percentual dos que não quiseram responder à pergunta sobre o valor da rescisão a receber (57,4%), verificou-se que uma parcela praticamente igual (57,8%) também não quis explicitar o quanto pretende investir em seu novo negócio. Dos que responderam:

- 18,9 % pretendem investir menos de R$ 5 mil;

- 33,2 % de R$ 5 mil a 10 mil;

- 32,6 % de R$ 10 mil a 30 mil;

- 9,8 % de R$ 30 mil a 50 mil;

- 3,8 % de R$ 50 mil a 100 mil;

- 1,6 % mais de R$ 100 mil.


21. Quanto à localidade em que pretendem investir, 49,8% não responderam. Dentre os que responderam, 42,2% anunciaram que investirão no ABC, 22,0% no interior de São Paulo, 16,2% em São Paulo,
14,0% em outros estados e 5,4% na Baixada Santista.

22. Quanto à possibilidade de receber orientação ou curso para montar negócio, 28,1% do total de participantes da pesquisa responderam que isto contribuiria positivamente. Desse conjunto, 1/4 especificou qual o curso pretendido (tabela a seguir).


Cursos de Montagem de Negócio Pretendidos Freqüência %
Panificação/Confeitaria/Açougue 4 4,5
Gráfico/Eletricista/Confecções/Outros 8 9,0
Mecânica/Eletricista de Autos 10 11,2
Carpintaria/Pedreiro/Outros 3 3,4
Trei NAMEnto em Transporte 7 7,9
Informática/Computação 9 10,1
Administração/Contabilidade/Economia/Marketing 24 27,0
Comércio/Vendas/Gerência/Outros 20 22,5
Administração Rural/Criações/Outros 4 4,5
Cursos Especificados 89 100,0
Não Especificado 275 -
Total = ( 28,1% da Pesquisa ) 364 -
Fonte: Subseção DIEESE/Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.


23. Quando perguntados se pagariam pelo curso, 57,3% preferiram não responder. Dentre os que responderam, 49,5% disseram que não, 34,5% talvez pagassem e 16,0% pagariam pelo curso.


f.2. Pretensões de qualificação profissional para a procura de um novo emprego


23. No que se refere a esta pergunta, houve um grande número de questionários não respondidos (54,9%). Dentre os que responderam, 56,9% disseram que fariam curso de qualificação e 43,1%
não pretendiam fazê-lo.

24. Em uma agregação preliminar, foram listados catorze cursos que seriam os mais procurados pelos entrevistados que gostariam de participar de cursos de qualificação profissional. Pode-se notar, pela tabela a seguir, que os cursos mais demandados são informática, eletricidade e mecânica.


Cursos de Qualificação Profissional Pretendidos Freqüência %
1º Grau/2º Grau 2 2,5
Costura 1 1,2
Culinária 2 2,5
Vendas 5 6,2
Funilaria/Solda 6 7,4
Mecânica 13 16,0
Eletricista 16 19,8
Mecatrônica 3 3,7
Ferramentaria 6 7,4
Desenho/Projeto 1 1,2
Informática 19 23,5
Inglês 1 1,2
Técnico 3 3,7
Curso Superior 3 3,7
Cursos Especificados 81 100,0
Aposentados 60
Não Aposentados 21
Não Especificados 253
Aposentados 189
Não Aposentados 64
Total = ( 25,6% da pesquisa ) 334
Aposentados 249
Não Aposentados 85
Fonte: Subseção DIEESE/Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.


Boletim nº 204
DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Económicos